quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Abriram os Olhinhos e Viram a Luz

Em tempos, publiquei aqui no tunos&tunas um texto sobre “Espaços Culturais, Agentes Culturais e Tunas” (clique aqui para reler).

Ora, nem de propósito, parece que o Theatro Circo lá abriu os olhinhos e, após a remodelação, finalmente os tunos&tunas voltam a este espaço emblemático da cidade de Braga, com a realização do espectáculo do XV CELTA, organizado pela Azeituna.

Espero que seja um bom evento e que não tenham sido apenas os cifrões a permitir este momento importante para os tunos portugueses, em geral, e para os bracarenses, em particular.

Podem espreitar aqui a agenda: http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=370

Tiago Alegre

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Análise da sondagem - Percurso para Tuno

Resultados curiosos, estes que aqui vemos à esquerda…

Desta quase-sondagem, depreendemos que há tunas (12%) em que quem aparece fica logo tuno de pleno direito. Ou seja, não têm um percurso hierárquico para assunção da "cidadania de tuno", pois, caso contrário, haveria sempre alguém que não o completaria...
Em quase metade das respostas (48%), 10 a menos de 50% dos recém-chegados fica-se pelo caminho estatutário.
De realçar que em 12% das vezes, só até 10% dos tenrinhos chega a Tuno.

Ora se toda a gente tem direito ao sucesso, isto cheira-me que ainda vamos ter intervenção do Governo. No entanto, nota-se a existência de tunas pioneiras, que já aplicam a cartilha educacional mais progressista. Até dá gosto ver pessoal mentalmente avançado nas tunas.

Caloiros, a revolução cultural está próxima! Isso da hierarquia nos grupos sociais não faz qualquer sentido. Pequenada, o tempo corre contra essa geração que impede a renovação.
Temos de largar lastro...

Tiago Alegre

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tunos na TV


1. Neste fim-de-semana, afundei-me no sofá e decidi não ligar nenhuma a esta coisa das tunas, mesmo sabendo que havia animação pelos lados do Porto.
Fazia eu um zapping, quando dei de caras com um moço da Tuna Universitária do Minho, de símbolo da mesma ao peito, no programa da Catarina Furtado “A Minha Geração” (RTP1) sobre os anos 90.
No concurso sobre cultura musical dessa época, o tuno saiu a ganhar com um resultado de 5 a 2 sobre uma piquena (como diz a Dr.ª Manuela).
Nada de extraordinário a registar, a não ser um pormenor: a rapariga afirmou decididamente, antes de se iniciar o “confronto”, que venceria o tuno; em resposta, este evitou a questão, com cortesia e desportivismo.
É nestes momentos que se vê o cavalheirismo. Gostei.

2. De forma muito pouco alegre, assisti, ainda afundado no mesmo sofá, à Grande Reportagem da SIC sobre trabalhadores precários. Infelizmente, um dos casos apresentados era o da Maria João Sousa (MJS), antropóloga durante dez anos no ex-Instituto Português de Arqueologia e, se me não engano, fundadora da T-Única (Feminina de Letras de Lisboa).
Da integração daquele organismo estatal no novo IGESPAR, sobrou a palha mais pequena para a MJS e, como estava a recibos verdes, foi dispensada…
Com 35 anos de idade e despedida de um dia para o outro, a nossa arqueóloga pôs o estado em tribunal. Esperemos que consiga a integração nos quadros depois de uma década a dar o couro e o cabelo como servidora pública.
Força e confiança no futuro é o que lhe desejo em nome do tunos&tunas.

Romeu Sereno

terça-feira, 11 de novembro de 2008

QMúsika – O sítio da música lusíada

Há umas semanas, circulou uma mensagem na caixa de correio de várias tunas sobre um espaço onde as tunas, e não só, podem publicitar e vender as suas músicas em formato digital, divulgar os seus eventos, lançar passatempos, publicitar canais de rádio ou televisão na Internet e mais umas quantas coisas desde que no contexto lusíada. O QMúsika “o sítio da música lusíada” dirigiu-se ao mundo das tunas com intuito de arranjar parceiros para a sua actividade.

O tunos&tunas deu uma vista de olhos rápida e, na opção de AJUDA, encontrou a seguinte descrição:
«A Qmusika.com é uma empresa de venda de música digital em formato WMA e MP3, com a especificidade de ser o único site de Downloads Legais de música feita apenas por artistas portugueses, descendentes de Portugueses ou artistas residentes em Portugal.».

A ideia – apesar de não ser propriamente original – tem a sua bondade e apresenta-se como um instrumento adicional no desenvolvimento da face pública da actividade da tuna.

Apostando na criação de um portefólio musical próprio, por via do estatuto de Qautor, “o sítio da música lusíada” proporciona uma ferramenta para a divulgação de obras musicais com edição de autor.

Não nos parece que a adesão registada seja em massa (apenas dois Qautores) e tunas “nem vê-las”, mas pode ser que o mercado amadureça e venha a suportar este tipo de espaços.

O “k” no nome é que era um bocado escusado. A paciência para os “k” por tudo e por nada tem os seus limites…

De qualquer modo, aqui fica a sugestão e sempre podem aferir o que dizemos com uma visita ao






Romeu Sereno

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Posta da Semana


Realmente, o bom humor tem destas coisas. O mundo das tunas não é a preto e branco, pois também há coletes cor-de-rosa…

Assim, caros leitores, a Posta da Semana vai para: A Aventura da “Explicação”.

A ler e reler.

Romeu Sereno

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tunas pela Islândia

Caros amigos,

O tunos&tunas lança aqui a campanha “Tunas pela Islândia”, em solidariedade com quem sofre pelo momento gravoso que se vive naquela ilha do Atlântico Norte.
Trajes de estudantes de universidades “desactivadas”, emblemas para a capa com publicidade à cerveja San Miguel, prémios sobrantes de festivais de tunas e músicas-massacre iguais a tantas outras podem fazer as delícias dos pobres islandeses.
Para ajudar à festa, estamos a considerar organizar um evento de tunas por todo o país, com a presença de uma grande representação das tunas islandesas. No entanto, avisamos que todos os prejuízos decorrentes da organização serão nacionalizados.
Pedimos a vossa colaboração para acudir a donzela em apuros!

Marcelo Trintão

P.S. Não serão aceites donativos em coroas islandesas, pois é pouco provável que sejam aceites na Islândia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Tal País (07/10/2008)

ww1.rtp.pt/wportal/sites/tv/otalpais

Sugiro a audição da edição de ontem (7 de Outubro de 2008) de “O Tal País”, do Tio Herman, na Antena 1 ou Antena 3. Oiçam e adivinhem a quem ele, no fim, manda uma boquita.
Talvez o faça por ser padrinho de uma tuna das antigas e, desse modo, habituado a lidar com malta também antiga…

Marcelo Trintão

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As Tascas…

Estava na palheta (mas por acaso não no palheto) com alguns tunos amigos e começámos a falar do tema “tascas”.

Falávamos de vários estabelecimentos comerciais do género, espalhados pelo nosso país, quando me fui apercebendo de que se nuns sítios é fácil encontrar um refúgio para tocar umas músicas, dar dois dedos de conversa e beber uns copos – sem se ser mandado calar pelo dono do dito e sem se ser espoliado do pouco capital que nos resta ao fim do mês –, noutras terras deste nosso Portugal a coisa não parece muito acessível.

Em consequência do ilustre progresso, foram-se perdendo alguns locais deste tipo, por vezes substituídos pelos ditos “bares de estudantes” ou por cafés mal amanhados, mas em que faltam os tampos de mármore, os velhotes a beber o copo do final do dia e o t-e-m-p-o. O tempo, caros amigos, o tempo para tocar uma música, beber um trago, contar uma história e dizer mal dos políticos da terra, com um coro de sábios a corroborar cada uma das palavras, cada uma das notas, cada um dos versos lançados para a sala…
Com esta tirada, ainda ganho o prémio Camões! Tanto mais que a próxima rodada deve ser para autores portugueses, já que é à vez…

Acreditem no que vos digo. Faltam espaços com afectividade (vá lá, não sejam mauzinhos, contenham-se!), espaços que não sejam de mera passagem e em que os seus ocupantes interajam e criem momentos com significado. Espaços com ambiente, não direi ambiente familiar, mas talvez ambiente caloroso.

Sei que há mais do que tascas nesta vida.
É a vida, dirão alguns. Pois eu digo que falta vida em certas vidas!

Vá, venham de lá as “tascas” da actualidade e já agora as do tempo antigo… Se alguém tiver paciência que comente isto e deixe sugestões de tascas para que por lá passemos.

Tiago Alegre

P.S. Mandem lá a boca do “get a life…”, que por acaso até fica aqui bem…

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Estratégias Para Agarrar a Pequenada


Começamos mais um ano, esperando que tenham gostado da banhoca que demos à imagem do tunos&tunas. (Se não perceberam o que estou a dizer ainda vão a tempo de mandar um mergulho. Entrem na foto da água azul e aguardem uns segundos…)

Estratégias para agarrar a pequenada. Aqui está um bom tema.

Segundo sei, há uns anos usavam o Dragon Balll ou um peito seminu para atrair a atenção para um qualquer cartaz manhoso. Ou então pedia-se a uma amiga para fazer, em papel de cenário, uns escritos à mão, pois a jeitosa sempre tinha a letra mais bonita. Além disso, tocava-se na(s) cantina(s) e nas recepções do caloiro e tentava-se saber, dos recém-chegados, se alguém arranhava algum instrumento musical.

As coisas mudaram. Para melhor ou para pior não será fácil de avaliar. Antes, era tudo mais arcaico e menos visual, mas por outro lado mais autêntico. Na actualidade, temos os computadores com os seus power points, publishers e photoshops, mais os DVD, CD e blogs e páginas, hi5, telemóveis, sms, mms e mais não sei o quê. Ou seja, os instrumentos são mais variados, mais apelativos, e só falta é pensar na campanha para agarrar a pequenada.

Então vamos ver lá ver. O que eu faria?
1. Pendurava uns cartazes minimalistas com muita imagem e pouco texto, puxando a pequenada para a internet (hi5 ou blog ou página), mas com os dias e horas de ensaios e um telemóvel para esclarecimentos;
2. Distribuía folhetos impressos a preto sobre folha colorida (sai barato e é apelativo) com mais algumas informações sobre a tuna (música, boémia, passear, magia e sexo de forma velada, tal como se percebeu pelo inquérito);
3. Falava com a comissão de praxe lá da academia e tentava incluir um panfleto nos materiais que distribuíssem à pequenada;
4. Tentava sacar números de telemóvel e mails para enviar umas mensagens com música e animação sobre a tuna;
5. Passava na(s) cantina(s), nos bares académicos e nas tascas onde fosse usual a estudantada ir e tocava umas músicas para ver se pescava algum (de preferência em horário apelativo);
6. Pedia aos amigos que, se conhecessem algum caloiro, lhe falassem da tuna;
7. Tentava saber quem são os caloiros mais activos socialmente e perguntava-lhes se não queriam aparecer nos ensaios;
8. Perguntava também aos mais introvertidos (do tipo cãozinho abandonado) se não queriam conhecer um pessoal fixe lá na tuna;
7. Fazia umas arruadas com serenatas incluídas pelas residências da zona;
8. E… Tunava!

Espero que gostem das sugestões!

Tiago Alegre

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Início do Ano Académico na Tuna


Começa mais um ano académico e prepara-se a chegada de nova leva de caloiros fresquinhos. Na maioria das tunas, este é um período definidor do resto do ano tunístico.
Um dos motivos essenciais é, de forma clara, a assunção da inactividade de alguns membros e a entrada de outros.

Este processo, quando decorre de forma equilibrada, dá uma nova vida à tuna e contribui para o seu engrandecimento. Mesmo considerando que a inactividade dos antigos é um estado latente do qual regressam alguns mortos-vivos – não que estejam cadáveres, mas há malta que por vezes ressuscita para a vida de tuna apesar de se anunciar como morto há muito* – a entrada de novos membros é fulcral para que toda a estrutura da tuna se vá mantendo.

Poderia dizer que, em cada ano, a integração de novos membros é a “pedra de fecho” da abóbada da tuna, passe a simbologia um bocado para o pedreiro-livre. Se estiver bem colocada, aguenta a abóbada e a catedral não rui (conjugação do verbo “ruir”). No caso contrário, pode pôr em risco a estrutura que tanto tempo levou a erigir.

E se julgam que só as tunas de faculdade/instituto são afectadas por este momento anual, desenganem-se, pois as tunas de cidade/academia reformulam-se usualmente nesta altura do ano. Nem que seja por mero hábito….

Marcelo Trintão

* Lembra-me sempre aquela famosa anedota sobre o gajo que, dado como morto e enterrado em consonância, grita debaixo da terra que está vivo, ao que o coveiro acrescentando mais terra sobre o moribundo, lança o dito “Tu não estás vivo, estás é mal enterrado…”.