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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pavilhão Chinês

Para terminar as festas de Verão, sugiro uma visita ao bar Pavilhão Chinês, no Príncipe Real em Lisboa. A decoração leva-nos para um ambiente da primeira metade do século XX, centrado na Art Déco e torna-se estonteante para quem lá entra pela primeira vez.

Não levem a tuna atrás, pois é um local para ser aproveitado a dois, ou então com um pequeno grupo.

Como ilustração, lembro que o Pedro Abrunhosa gravou o videoclip do "Tenho o Diabo no Corpo" no Pavilhão Chinês.

E o que tem isso a ver com tunas? Para quem tem saudadinhas, sempre pode provar o cocktail "Tunas" feito de vodka, triple sec, sumo de limão e vinho do porto seco.

Bom Natal para todos, pois parece que há quinze dias já apareceu por aí a primeira referência à época natalícia!

Marlene no Arame

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Operação Facelook

Dei-me ao trabalho de apreciar o caso “Paulo Antão”, pois emerge como paradigmático na sociedade actual. Para começar, tentei dar um nome “à la Judite” a esta operação, mas não sei se atingi o nível de gente tão batida nisto como a da PJ…

Depois de apreciar as imagens, as declarações, as entrevistas, as redes sociais, os comentários nas mesmas e por aí adiante, das duas, uma (ou então ambas):

1. Este senhor é um romântico incurável, que teve azar numa qualquer relação, e quer encontrar, der por onde der, quem lhe aqueça os pés à noite (óbvio anseio de muitos seres humanos);

2. Este cavalheiro ambiciona ser o porta-bandeira de uma lógica que criou o prémio “Revelação” dos Globos de Ouro (http://www.publico.pt/Media/globos-de-ouro-a-23-de-maio-com-novo-premio-revelacao_1434507), a que concorre gente do chamado “espectáculo”, com formações diversas e cujo único denominador comum parece ser o ter iniciado o percurso de “celebridade”, ou como dizia um dos Contemporâneos “Tu queres é aparecer!”.

Tudo estaria bem, se não ficasse com um amargo de boca ao ver tudo isto e com a sensação estranha de que esta questão pode facilmente ser aproveitada pela comunicação social para o achincalhamento dos tunos e das tunas. Estarei enganada?

Deixo-vos com as peças e os espaços consultados.

Programa da SIC “Achas que sabes dançar?”

http://sic.sapo.pt/proj_SabesDancar/Scripts/videoPlayer.aspx?videoId=%7B2B7E1222-E19C-4C69-B618-E94B1BA309EB%7D

Programa da SIC “Companhia das Manhãs”

http://sic.sapo.pt/online/video/programas/companhia-das-manhas/2010/5/paulo-antao03-05-2010-185014.htm

Reportagem do Vidas – Correio da Manhã “Não faço questão de casar virgem”
http://www.vidas.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=B2EEF6CE-6025-427C-89E6-4B71D15619D8&contentid=FA2E00AD-75CC-4F4D-8A30-45E721D0C191

Reportagem do Correio da Manhã “O público divertiu-se”

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000092-0000-0000-0000-000000000092&contentid=2DDB0E72-1055-438F-93E8-04CBC1C9DED2

Espaço de Paulo Antão no Facebook

http://www.facebook.com/people/Paulo-Antao/1785577599#!/profile.php?id=100000997374769&ref=ts

Não quero ser acusada de cyberbullying, nem nada que se pareça, por isso se alguém considerar ofensivo este texto, por favor avise-me. Ainda assim, parece-me que estarei a contribuir para qualquer um dos eventuais desígnios deste cidadão…

Marlene no Arame

quinta-feira, 4 de março de 2010

Indizível


Devo estar a ficar velha, ao sair da adolescência tardia…

Eu sei que a balta é jove e que isso implica romper os limites estabelecidos. Mas tem mesmo de ser desta forma, cruzando a linha desta forma bardajona, reproduzindo os chavões badalhocos do tipo “Tuna te vens” ou “Vem-me à Tuna”?

Eu a pensar que era possível aprender com alguns erros dos que nos precederam e estava bem enganadinha. O estatuto de “Ratas Secas” para novatas deve ser mesmo o expoente máximo de, de, de… qualquer coisa indizível.

Ao menos, nas alcunhas, elevaram o nível: “buraco loiro”, “coito abandeirado”, “mammi chula”, “Cú rego bombando”, entre outras um pouco menos explícitas. E o bem que deve ficar um epíteto destes no curriculum vitae?! Lindo!

O Sá Leão ainda vai ser convidado para produzir a obra de arte “Debaixo daquelas capas”.

Isto só me faz lembrar aquelas meninas que se passam nas despedidas de solteira ao verem um berlicoque solto à frente dos olhos.

Já não há pachorra!

Marlene no Arame

P.S. Já adivinharam a quem me refiro?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sempre que o amor me quiser…



Olá, aqui estou eu.

Este vídeo serve para lançar um tema um bocado esquivo: o amor entre quem anda nesta coisa das tunas. Podemos começar por um subtema curioso, pois “não sei se já aconteceu convosco, mas com uma amiga minha já”.*

Falo de casos em que uma tuna dá uma atenção especial a uma tuna feminina. Ora é uma ajuda para troca de experiências musicais, ora são uns convites para ir assistir aos espectáculos uns dos outros e, de repente, quando se dá por ela, já há umas saídas de tuna em que aparece um grupo especial de fãs.

A curiosidade antropológica no meio disto é que, muitas vezes, surge uma bola de neve que descamba num conjunto de casalinhos (mais fortuitos ou mais duradouros). Do que conheço, estas fases de enamoramento colectivo tendem a durar um par de anos e a coisa depois acalma, eventualmente com outro par de tunas a aparecer e a cumprir o ritual.  :)

A coisa ainda tem mais piada porque que nem é tanto entre tunas da mesma academia/faculdade/instituto que o caso é mais comum! De todo o modo, “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”.*

Marlene no Arame

*Frases clássicas para fugir com o rabo à seringa.