Lembram-se da posta de pescada “É um franchising, estúpido!” que partilhámos em Dezembro do ano passado?
Bom, aí está a realidade a ultrapassar a ficção…
A Remax não é um franchising de imobiliárias? Sim. Então o grupo deve expandir-se em breve no conceito de franchising de tunas.
Se não acreditam, leiam lá com atenção.
Tem bandeira? Tem.
Tem instrumentos musicais? Tem.
Tem pandeireta? Tem.
Tem ensaios? Tem.
Tem espectáculos? Tem.
Tem Direcção? Tem.
Tem Directora Cultural? Tem.
Tem fotografias em palco? Tem.
Tem papelotes a voarem da bandeira? Tem.
Tem empresa de som nos espectáculos? Tem.
Tem bateria? Tem.
Tem presença na Internet? Tem.
Tem muitos amigos no facebook? Tem.
Tem logótipo? Tem.
Tem caloiros? Tem.
Tem anualidades menos custosas para veteranos? Tem.
Tem vantagens para sócios nos espectáculos? Tem.
Tem lema com cagança? Tem.
Tem espaço de ‘Classificados’? Tem.
Então se tem isto tudo, afinal é mesmo uma tuna. Tanto mais que também inova, pois aceita sócios – desde que paguem – e vende ‘oportunidades’ no espaço de Classificados.
O lema está quase igual ao que de melhor se vê nalgumas tunas universitárias (atenção que o acento agudo no ‘á’ não fomos nós que colocámos): "junta-te á melhor Tuna do mundo".
Andam para aí em discussões sobre o conceito de tuna em vez de aprenderem com quem sabe (tenho de citar para não dizer alguma asneira):
«O conceito Tuna não é uma imitação académica, mas um conceito de inovar uma outra vertente, a vertente Laboral. O espírito que une os estudantes durante os vários anos Universitários poderá não ser tão forte como aquele que une as mesmas pessoas numa vida de trabalho. Na Remax, o espírito é estimulante e este projecto vem unir ainda mais o "mundo Remaxiano".».
Para conhecerem melhor a Tuna Remax de Portugal, visitem os seguintes espaços na Internet:
http://tunaremax.com/
http://tunaremax.blogspot.com/
http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100000636780807
Marcelo Trintão
P.S. 1 – O Holmes Place deve andar a dormir…
P.S. 2 – Aposto que ainda vai aparecer a Tuna Remix de Portugal (DJ t&t).
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
É um franchising, estúpido!
E em vez dessas mariquices de federações e quejandos, não podia ser antes um franchising? É que já estou a ver a cena toda…Fornecemos:
– Traje padronizado individualmente e bandeira/estandarte com símbolo pré-desenhado
– Desconto na aquisição de instrumentos junto de fornecedor de qualidade (instruções em Inglês de Hong-Kong)
– Curso de formação musical de 2 horas creditado com avaliação (Fundo Social Europeu)
– Contactos para actuação grátis em festa académica ou em festa dos bombeiros voluntários
– Rali das tascas pré-organizado (pacote Excelsior)
– Magister incluído por três meses (pacote Excelsior)
– Fatos de pinguim para caloiros (NOVIDADE – muito giros!!)
– Inscrição no PortugalTunas com desconto de 50%
– Código da praxe validado por sargento da 6.ª Companhia de Engenharia destacada nas Berlengas durante a Guerra Colonial (2005-2008)
– Apadrinhamento garantido em cerimónia à beira-mar
E ainda oferecemos, por tuno, após aprovação no curso de formação musical...
– Barril de cerveja do nosso patrocinador oficial (2,5l)
– Emblema “eu também sou tuno” para a capa
– Conjunto quase novo de serpentinas amarelas e verdes do Carnaval carioca de 2003
Preços mediante consulta
Espectáculo!
Marcelo Trintão
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Agência Lusa, TUIST e aqueles gajos chatos que têm a mania de ser donos da verdade cultural
Os grandes eventos de tunas têm a particularidade de se revelar em pormenores que o não são. Para os mais desatentos, parecerão coincidências; para os que já penaram por dentro deste género de organizações, são o corolário de um trabalho dos diabos.De vários eventos que fui conhecendo, retenho alguns. O FITUP pelo público mais do que ao rubro, o Camoniano pela produção quase cinematográfica, e o TUIST pela capacidade de conseguir comunicar com o grande público. E outros ainda pelo espaço, programa social, ou ambiente tunístico.
Falo-vos disto, pois não haverá muita tuna que consiga o feito de ver a Lusa a enviar textos para os órgãos de comunicação social. O TUIST ter sido, hoje, um dos destaques da página de entrada desta agência noticiosa não é para muitos. Especialmente se considerarmos a aversão dos pseudo-intelectuais que dominam os cadernos culturais no jornalismo português da actualidade.
Se considerarmos que metade do que se escreve em jornais e portais de notícias procede da Lusa, imaginem o impacto que deve ter sido na cabecinha de certos senhores.
Muito bem! Continuem, pois o tunos&tunas cá estará para “malhar na oposição”…
Tiago Alegre
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TUIST
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Espaços Culturais, Agentes Culturais e Tunas
Este mundo tem coisas estranhas e às vezes incompreensíveis. Na “coltura” existem pessoas com formas de estar variadas, lógicas de pensamento diversas e motivações distintas na sua ligação ao fenómeno.
Neste contexto, alguns tipos sempre me fizeram um bocado de comichão. Refiro-me a pessoas que se afirmam despreconceituosas [neologismo justificável neste contexto] sendo exactamente o contrário, a agentes culturais que mais parecem proxenetas apesar de se afirmarem contra a ditadura do capital, e a gestores de espaços culturais públicos que definem a sua programação, em 99% das vezes, para um reduzido número de espectadores. Posso ainda acrescentar os membros do poder político que mandam edificar espaços culturais perfeitamente desadequados das necessidades e com tipologias que originam, per si, défices brutais nas contas de gestão dos mesmos.
Em relação a este último caso, relembro o afirmado pelo Rui Veloso sobre a Casa da Música numa entrevista publicada há um par de anos, em que referia a impossibilidade de organizar eventos não-subsidiados nesse espaço, devido ao elevado custo/espectador decorrente do elevado preço do aluguer do espaço e do reduzido número de lugares.
Os pseudo-despreconceituosos são, notoriamente, uma classe provinda do ambiente politicamente correcto. Afirmam-se contra qualquer forma de discriminação, cultural ou outra, mas praticam-na em quem não pensa de forma idêntica.
Como curiosidade, experimentem passar de fato e gravata, de traje académico, ou mesmo de sapatinho de vela, em certos espaços onde predominem pessoas que se afirmem a favor da liberdade de vestir a seu bel-prazer, sem quaisquer condicionantes sociais. Não se arrependerão, acreditem.
Neste contexto, alguns tipos sempre me fizeram um bocado de comichão. Refiro-me a pessoas que se afirmam despreconceituosas [neologismo justificável neste contexto] sendo exactamente o contrário, a agentes culturais que mais parecem proxenetas apesar de se afirmarem contra a ditadura do capital, e a gestores de espaços culturais públicos que definem a sua programação, em 99% das vezes, para um reduzido número de espectadores. Posso ainda acrescentar os membros do poder político que mandam edificar espaços culturais perfeitamente desadequados das necessidades e com tipologias que originam, per si, défices brutais nas contas de gestão dos mesmos.
Em relação a este último caso, relembro o afirmado pelo Rui Veloso sobre a Casa da Música numa entrevista publicada há um par de anos, em que referia a impossibilidade de organizar eventos não-subsidiados nesse espaço, devido ao elevado custo/espectador decorrente do elevado preço do aluguer do espaço e do reduzido número de lugares.
Os pseudo-despreconceituosos são, notoriamente, uma classe provinda do ambiente politicamente correcto. Afirmam-se contra qualquer forma de discriminação, cultural ou outra, mas praticam-na em quem não pensa de forma idêntica.
Como curiosidade, experimentem passar de fato e gravata, de traje académico, ou mesmo de sapatinho de vela, em certos espaços onde predominem pessoas que se afirmem a favor da liberdade de vestir a seu bel-prazer, sem quaisquer condicionantes sociais. Não se arrependerão, acreditem.
Ora bem, esta tipologia tem o hábito de olhar de lado para tudo o que cheire a cultura académica não-não-convencional, num esquema mental idêntico ao atrás referido.
Os proxenetas anticapital são uma classe curiosa, pois para explorarem melhor os artistas – entre estes, as tunas – apregoam uma espécie do nacional-porreirismo, em que o porreirismo é dos artistas e o nacional é a sua “nacionalização” do trabalho dos outros. Um pouco como aquela malta que vende bonecos a favor de uma qualquer causa das criancinhas, dando 50% do dinheiro arrecadado para as ditas e guardando o restante; malta simpática, esta que cobra 50% de comissão em causas sociais…
Guardei para o fim uma malta engraçada, os gestores de espaços culturais públicos só para alguns. Vieram-me à lembrança por causa de duas salas de espectáculo outrora muito queridas pelas tunas.
Lembro-me dos festivais de tunas no Theatro Circo, em Braga, que enchiam e animavam o local, antes da remodelação. O que se passou? O aluguer do espaço ficou proibitivo? Leva muito menos gente do que antes? Foi essa a razão de as tunas terem passado para o Parque de Exposições? Ou o preço do aluguer só é proibitivo porque “as tunas não se adequam à tipologia do espaço”?
E o TAGV (Teatro ACADÉMICO Gil Vicente), em Coimbra, cuja programação é tudo menos académica? Já foi mau não permitirem espectáculos de tunas, mas impedirem a realização do Sarau Académico da Queima do ano passado nesse espaço, é demais. O evento mais académico de todos, em que diversos grupos da academia se apresentavam em alegria pura, não se pôde realizar no local. Isto passa pela cabeça de alguém?
Não tarda, proíbem a TUP de organizar o FITU no Coliseu do Porto, mesmo tendo o Orfeão ajudado na nobre tarefa de salvar o espaço das garras da IURD.
Já não há pachorra!!!
Tiago Alegre
Os proxenetas anticapital são uma classe curiosa, pois para explorarem melhor os artistas – entre estes, as tunas – apregoam uma espécie do nacional-porreirismo, em que o porreirismo é dos artistas e o nacional é a sua “nacionalização” do trabalho dos outros. Um pouco como aquela malta que vende bonecos a favor de uma qualquer causa das criancinhas, dando 50% do dinheiro arrecadado para as ditas e guardando o restante; malta simpática, esta que cobra 50% de comissão em causas sociais…
Guardei para o fim uma malta engraçada, os gestores de espaços culturais públicos só para alguns. Vieram-me à lembrança por causa de duas salas de espectáculo outrora muito queridas pelas tunas.
Lembro-me dos festivais de tunas no Theatro Circo, em Braga, que enchiam e animavam o local, antes da remodelação. O que se passou? O aluguer do espaço ficou proibitivo? Leva muito menos gente do que antes? Foi essa a razão de as tunas terem passado para o Parque de Exposições? Ou o preço do aluguer só é proibitivo porque “as tunas não se adequam à tipologia do espaço”?
E o TAGV (Teatro ACADÉMICO Gil Vicente), em Coimbra, cuja programação é tudo menos académica? Já foi mau não permitirem espectáculos de tunas, mas impedirem a realização do Sarau Académico da Queima do ano passado nesse espaço, é demais. O evento mais académico de todos, em que diversos grupos da academia se apresentavam em alegria pura, não se pôde realizar no local. Isto passa pela cabeça de alguém?
Não tarda, proíbem a TUP de organizar o FITU no Coliseu do Porto, mesmo tendo o Orfeão ajudado na nobre tarefa de salvar o espaço das garras da IURD.
Já não há pachorra!!!
Tiago Alegre
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