terça-feira, 23 de novembro de 2010
PASC - Plataforma Activa da Sociedade Civil
Deixo-vos uma sugestãozinha para abrirem a pestanózia: http://pasc-plataformaactiva.blogspot.com/
Era bonito esta coisa da Plataforma Activa da Sociedade Civil adaptada às tunas, não era?! :)
"Ah e tal, isso é uma cena um bocado intelectual, os textos publicados têm muitas palavras e cansa um bocado o people..."
Tudo bem, tendes razão. Estou armado em pandeireta de corrida. Esqueçam lá este devaneio e ficamos amigos como dantes. Vá... Ide beber o vosso copinho e deixai os dois neurónios a jogarem à bisca dos nove na tasca do Zé Manel dos frangos.
Abraços para todos
Romeu Sereno
P.S. Não se esqueçam de que até numa escala musical se vê a matemática e de que os versos de uma canção apresentam um número ideal de sílabas...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Posta da Semana VII
"Eia, man, bué fixe."sábado, 16 de janeiro de 2010
Posta da Semana IV

"Uma justa Homenagem...pela coerência!"
http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=29367
É esta a posta da semana...
Em duas palavras: BIN – GO.
Romeu Sereno
sábado, 28 de novembro de 2009
Cogitações sobre o carcanhol
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Posta da Semana III [era para ter sido há uns tempos...]

Notas sobre Tunas de Veteranos & Cuarentunas in http://notasemelodias.blogspot.com/2009/04/notas-sobre-tuna-de-veteranos.html
Mais do que merecidamente, aqui está uma bela posta de garoupa fresca!
É saborosa, merece discussão – para quem quer, sabe e anda com tempo para isso – e come-se mesmo sem muita fome.
Parabéns ao bloguista do N&M, futuro emérito fundador da LBT e, quiçá, membro do Conselho de Administração da LBT, SAT.
Quando fizerem a acta de constituição, avisem, para esta malta da Tasca dos Pinguins assinar por baixo…
Romeu Sereno
P.S. Não vou explicar as siglas. Deitem a adivinhar, pois tem muito mais piada.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Críquete e a Falácia nos eventos de tunas
Nos eventos de tunas dirigidos a um público (porque também os há para mero consumo das próprias), existe um ponto fulcral no evento: o público. Ou seja, se não nos fixarmos no consumidor cultural, esquecemos o essencial. Bem podemos gostar mais do “intervalo do jogo”, mas não há intervalo sem jogo; mesmo que tenhamos uma lógica de evento mais abrangente do que um mero espectáculo musical.Como exemplo, no críquete clássico, os eventos poderiam durar quase uma dezena de dias, pois os intervalos do jogo (no sentido estrito) também interessavam e o chá continua a dever ser bebido devagar…
Com o advento dos “tempos modernos”, os intervalos para chá, scones e quejandos diminuíram de duração – a bem da sanidade mental do público, dos jogadores, de todos – apesar de o jogo continuar idêntico na sua essência. E ainda há eventos de críquete a durarem uns bons dias.
Deste modo, temos que, quando o evento não está centrado num público, o ritual continua a ser idêntico e demora-se o tempo que os produtores/consumidores do mesmo entenderem como suficiente para fruir o críquete em todo o seu esplendor.
Ora, esta plasticidade faz-nos falta a todos. Se temos alguém a pagar, seja público, seja patrocinador, devemos proporcionar um retorno adequado ao investimento de essoutro, sob pena de ocorrerem perdas futuras para a tuna (enquanto pessoa colectiva ou enquanto mero conceito). E não me parece que os espectadores de críquete paguem bilhete focados no chá e nos scones (apesar de isto ser parte do contexto cultural deste desporto)!
Naturalmente, nada implica que se atente contra a essência do que é uma tuna, pois quem assiste a um evento de tunas deve esperar ver tunas.
A falácia está em considerarmos que pode haver intervalo de qualidade sem jogo; um pouco ao jeito dos que – por aí e erroneamente – consideram poder haver jogo de qualidade sem intervalo…
Romeu Sereno
segunda-feira, 23 de março de 2009
Posta da Semana II
Nesta coisa da Posta da Semana, temos um reincidente:
As Minhas Aventuras na Tunolândia, com a posta “A Aventura da Cooperação”.
Pois. Só posso acrescentar o que já havia dito em 5 de Junho de 2008… http://tunostunas.blogspot.com/2008/06/remendos-reforos-convidados.html
Romeu Sereno
segunda-feira, 16 de março de 2009
Estudantina Universitária de Coimbra perfez 25 anos
Disseram-nos fontes não-autorizadas que até se cantou a versão mais ‘colorida’ do La Banda.
Parabéns à velhada e que contem muitos.
Romeu Sereno
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Dia D – 16 de Janeiro
A passagem de sexta-feira para sábado está a ser aguardada com grande expectativa pela comunidade cibernético-tunística de todó Portugal.Às 23h59m, haverá fumo branco para um novo PortugalTunas.
Aqui no sofá, especula-se que futuro virá com esta renovação.
Será que o tempo de espera serviu para amadurecimento da colheita?
O povo é sereno…
Romeu Sereno
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
86/60/86 ou a Antropometria dos Tunos
O caso não é para menos. Andava eu a vaguear no ciberespaço quando dei com um estudo aparentemente científico sobre avaliação antropométrica do pessoal das tunas da Universidade Fernando Pessoa em Ponte de Lima, Portugal.
O resumo dita assim:
«Este trabalho é o resultado de um trabalho transversal com estudantes universitários de ambos os sexos, onde se avaliaram alguns e importantes indicadores antropométricos, tais como o peso, a estatura, os perímetros da cinta e da anca e calculados a relação destes dois últimos e o índice de massa corporal, a partir dos procedimentos internacionalmente recomendados.
Foram avaliados 20 indivíduos da tuna académica masculina [n= 10; 24,0 (3,7) anos] e da tuna académica feminina [n= 10; 20,2 (1,3) anos], pertencentes à Universidade Fernando Pessoa, em Ponte de Lima, em Portugal.
Os indivíduos da tuna masculina apresentaram valores superiores em todos os parâmetros avaliados, sendo os valores do perímetro da anca, os mais próximos dos da tuna feminina.»
Da resenha deste artigo sobre a avaliação antropométrica, não infiro grande coisa, apesar de ter ficado um bocado desconfiado com a questão da aproximação macho/fêmea no perímetro da anca… É capaz de ser dos rojões com verde tinto!
Sigam este caminho que vão lá dar:
http://www.efdeportes.com/efd126/avaliacao-antropometrica-das-tunas-academicas-da-universidade.htm
Romeu Sereno
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Tunos na TV

Fazia eu um zapping, quando dei de caras com um moço da Tuna Universitária do Minho, de símbolo da mesma ao peito, no programa da Catarina Furtado “A Minha Geração” (RTP1) sobre os anos 90.
No concurso sobre cultura musical dessa época, o tuno saiu a ganhar com um resultado de 5 a 2 sobre uma piquena (como diz a Dr.ª Manuela).
Nada de extraordinário a registar, a não ser um pormenor: a rapariga afirmou decididamente, antes de se iniciar o “confronto”, que venceria o tuno; em resposta, este evitou a questão, com cortesia e desportivismo.
É nestes momentos que se vê o cavalheirismo. Gostei.
2. De forma muito pouco alegre, assisti, ainda afundado no mesmo sofá, à Grande Reportagem da SIC sobre trabalhadores precários. Infelizmente, um dos casos apresentados era o da Maria João Sousa (MJS), antropóloga durante dez anos no ex-Instituto Português de Arqueologia e, se me não engano, fundadora da T-Única (Feminina de Letras de Lisboa).
Da integração daquele organismo estatal no novo IGESPAR, sobrou a palha mais pequena para a MJS e, como estava a recibos verdes, foi dispensada…
Com 35 anos de idade e despedida de um dia para o outro, a nossa arqueóloga pôs o estado em tribunal. Esperemos que consiga a integração nos quadros depois de uma década a dar o couro e o cabelo como servidora pública.
Força e confiança no futuro é o que lhe desejo em nome do tunos&tunas.
Romeu Sereno
terça-feira, 11 de novembro de 2008
QMúsika – O sítio da música lusíada
Há umas semanas, circulou uma mensagem na caixa de correio de várias tunas sobre um espaço onde as tunas, e não só, podem publicitar e vender as suas músicas em formato digital, divulgar os seus eventos, lançar passatempos, publicitar canais de rádio ou televisão na Internet e mais umas quantas coisas desde que no contexto lusíada. O QMúsika “o sítio da música lusíada” dirigiu-se ao mundo das tunas com intuito de arranjar parceiros para a sua actividade.«A Qmusika.com é uma empresa de venda de música digital em formato WMA e MP3, com a especificidade de ser o único site de Downloads Legais de música feita apenas por artistas portugueses, descendentes de Portugueses ou artistas residentes em Portugal.».
A ideia – apesar de não ser propriamente original – tem a sua bondade e apresenta-se como um instrumento adicional no desenvolvimento da face pública da actividade da tuna.
Não nos parece que a adesão registada seja em massa (apenas dois Qautores) e tunas “nem vê-las”, mas pode ser que o mercado amadureça e venha a suportar este tipo de espaços.
O “k” no nome é que era um bocado escusado. A paciência para os “k” por tudo e por nada tem os seus limites…
De qualquer modo, aqui fica a sugestão e sempre podem aferir o que dizemos com uma visita ao

Romeu Sereno
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Posta da Semana

Realmente, o bom humor tem destas coisas. O mundo das tunas não é a preto e branco, pois também há coletes cor-de-rosa…
Assim, caros leitores, a Posta da Semana vai para: A Aventura da “Explicação”.
A ler e reler.
Romeu Sereno
quinta-feira, 24 de julho de 2008
É impressão minha ou isto será mesmo assim?
Para lá de uma algo ilusória existência de referências comuns, tem-se tornado cada vez mais claro o desenvolvimento de dois reversos universos diversos*.
De um lado, as tunas mistas com os seus próprios festivais e circuitos de amizades, com as suas tunas clássicas e os seus tunos barões, com o seu próprio caldo cultural. Do outro, as masculinas** e femininas que – apesar de nada o fazer prever há uns anos – têm vindo a percorrer, se não o mesmo caminho, pelo menos a mesma rede viária e com paragens nas mesmas estações de serviço; e, naturalmente, com as suas próprias tunas clássicas, e os seus barões, festivais e amizades.
Dir-me-ão que existem muitos pontos em comum nestes dois pseudo-universos, para lá do imaginário natural do que é uma tuna. Concordo. E existir, acho que existem, mas surgem-me como cada vez menores, fugazes e estranhos. A partilha do mesmo palco sucede com bem menos frequência do que na última década do século passado e, se virmos bem as coisas, as referências comuns cingem-se, em boa parte, ao reconhecimento da autoria de algumas músicas deste nosso mundo tunal.
Por exemplo, quem é que, pertencendo desde há 5 anos a uma tuna mista, conhece os mais antigos elementos de uma masculina ou feminina da mesma academia?
E ao contrário? Não se passará exactamente a mesma coisa?
Curiosamente, isto não sucede se fizermos este exercício apenas entre tunas masculinas e femininas.
Como sei que a classificação e a qualificação das circunstâncias advêm de um artificialismo humano, na procura de um sentido e de uma ordem que, para nós, são inerentes à própria realidade, ponho algumas reservas sobre a fidelidade destes meus pensamentos.
Romeu Sereno
** “Masculinas”, passe a redundância.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Equilíbrio e União Entre as Linhas Morais: o Caso da Tuna

Acho que conhecem tão bem como eu a questão que faz o título desta peça. Ou seja, não estão muito por dentro do assunto...
Como não sou de filosofias, apesar de gostar de filosofar no sentido lúdico do termo, havia dado com os olhos nisto vai para um par de anos e esta coisa me ficou, desde então, nos pensamentos (que é como quem diz num papelito em cima da mesinha de cabeceira), lá me decidi a inventar umas patacoadas sobre o tema.
No dito bocado de papel, estava escrito pelo meu punho o seguinte:
EQUILÍBRIO E UNIÃO ENTRE AS LINHAS MORAIS
Epicurismo e estoicismo
Ética da virtude e ética da felicidade
Ética do dever e ética da utilidade
Hmmm...
“Equilíbrio e união” visa significar, digo eu, que os pratos da balança se relacionam biunivocamente e que tendem a estabilizar essa relação num ponto estável.
“Linhas” quererá dizer que as duas partes partilham a mesma direcção, que não o mesmo sentido. Portanto, deslocam-se no mesmo caminho.
“Morais” porque se calhar o tema enquadra bem o caso do taberneiro a que se faz referência neste artigo: http://www.portugaltunas.com/default.asp?n=2107&sec=1.
Epicurismo versus estoicismo
Julgo que uma tuna é um expoente máximo desta moeda de duas faces. Considerando que um epicurista será uma pessoa que procura os prazeres dos sentidos e que um adepto do estoicismo será alguém espartano, que advoga a austeridade na virtude, qual o tuno que não se revê ao mesmo tempo no prazer e na austeridade?
A boémia musicada que a figura de tuno carrega e a praxe de tuna não farão em conjunto esta dualidade? Na minha opinião, acho que sim. Tudo isto me faz lembrar os Lusíadas (o livro, não o grupo musical) enquanto epopeia de provações e abnegações sublimada no Canto X da Ilha dos Amores.
“Quem tem capa sempre escapa”, nos momentos duros e nos macios… acrescento eu.
Ética da virtude versus ética da felicidade
Quem nunca foi assediado pelas tentações da carne (em todos os sentidos) quando em tuna? Aquela miúda está-me a micar, mas a minha namorada é capaz de não apreciar esta história… Não bebo mais que já levo a minha conta, mas este Tapada de Coelheiros que acompanha a jantarada do evento é bastante apelativo.
Quem nunca se achou farto de aturar o vereador da câmara municipal naquele evento importante quando o que lhe apetecia era ir tocar umas modas com o resto da tuna?
Quem não fez das tripas coração ao tocar numa festa de solidariedade quando finalmente tinha sido convidado por aquela amiga especial para ir beber um café?
Quem nunca executou uma tarefa encomendada a um caloiro só para lhe demonstrar que a mesma era exequível e que a praxe de tuna tem um sentido?
Ética do dever versus ética da utilidade
Esta aplica-se bem às guerras trajanas; tanto às do imperador romano como às da nossa vestimenta…
Além desse aspecto, devemos seguir a tradição por dever, por utilidade ou por um equilíbrio entre as duas? O equilíbrio dos pesos relaciona-se com a densidade dos corpos. Algo pouco pesado e que ocupa muito espaço tem menos densidade do que algo mais pesado e do mesmo tamanho. Ocupando o mesmo espaço, os dois corpos não têm a mesma densidade, pois não têm o mesmo peso. Ou seja, há por aí muito fogo de vista que mais parece fogo-fátuo. A consistência pode ajudar…
Depois destas divagações também elas um pouco fátuas (reconheço), eis-me no epílogo.
Uma vez frequentei um pequeno curso numa associação de debate de ideias a que pertenço e que se centrava sobre “Ética”. De tudo o que ouvi, o que retive mais profundamente foi que o limite ético pessoal do comportamento de cada um deve ser estabelecido de modo a gerar um equilíbrio entre o correcto e o exequível. Se assim não for, arriscamo-nos a um niilismo moral ou a uma incapacidade de cumprimento dos limites éticos pessoais que estabelecermos.
Meus amigos, encontrar o fiel da balança parece-me ser o que ansiamos.
Obrigado pela paciência e que os meus companheiros de blog me desculpem a reduzida tunalidade destes pensamentos.
Romeu Sereno
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Remendos, Reforços & Convidados
Desde há muito que a amizade e o companheirismo entre tunos são aspectos marcantes deste nosso universo. Infelizmente, têm sido, em muitos casos, remetidos para segundo plano por uma exacerbada procura dos prémios festivaleiros e por uma deriva para ambientes de cortar à faca entre várias tunas e respectivos tunos.
Contrariando a recorrência dos maus ares, um antigo hábito tem vindo a tornar-se, felizmente, bastante habitual. Refiro-me ao tema desta peça: Remendos, reforços & convidados.
Na altura do boom das tunas em Portugal, sucedia, com menor frequência que na actualidade, mas sucedia, existirem elementos de algumas tunas que tocavam com outras, como remendos, reforços ou meros convidados. Se, nessa época, os motivos se prendiam com a menor capacidade musical de alguns grupos, o que obrigava a solicitar, a espaços, a ajuda dos amigos, no presente os motivos são outros.
Comecemos pelo princípio, que é onde se deve iniciar. O que são, neste contexto, “remendos”, “reforços” e “convidados”?
Um remendo, em tuna, usa-se quando temos pessoas em falta para uma qualquer saída da tuna e necessitamos de suprir uma falta ou falha, usualmente musical. Sucede, bastas vezes, quando a tuna assume um compromisso e se vê na eminência de não o conseguir honrar com os seus elementos ordinários.
O reforço é um pouco diferente do remendo, pois parte-se do pressuposto de que a qualidade mínima está assegurada e apenas se quer fazer uma melhoria, um up grade; solicitando a presença de um elemento exterior à tuna em causa.
O convidado tem pressupostos de utilização diferentes dos anteriores, pois centra-se na pessoa desafiada para acompanhar a tuna, procurando, sobretudo, o aprazimento deste indivíduo durante a sua participação nesse contexto.
Gosto de qualquer destes três modelos de participação de extratunos, desde que sejam acauteladas algumas situações. Em primeiro lugar, uma tuna em que os remendos são usados com regularidade não estará de boa saúde, visto que não consegue manter a sua actividade habitual sem o apoio externo. No entanto, se usados com parcimónia, os remendos podem evitar alguns amargos de boca à tuna, pois evitam que esta falhe compromissos assumidos.
Por sua vez, a utilização de reforços tem bastantes vantagens, pois – sem pôr em causa a qualidade mínima da tuna e a sua coerência enquanto tal – acrescenta valências previamente inexistentes. Se se tornarem usuais e centrados na componente musical, em contexto competitivo os reforços podem ser perniciosos para o ambiente entre tunas. Os casos de músicos pagos para actuar como sendo elementos da tuna afiguram-se-me completamente absurdos. Não me refiro, naturalmente, à colaboração com músicos ou grupos musicais num qualquer evento; desde que essa colaboração seja clara para quem vê e ouve a tuna.
Por último, temos os convidados. Esta é uma figura muito interessante. Normalmente, a participação destas pessoas na tuna assume-se numa elevação social dos elementos desafiados. Convida-se alguém a partilhar um momento da tuna não porque a tuna ganhe algo de especial com isso, mas porque se tem o convidado em boa consideração. Conheço inúmeros casos destes e utilizo, amiúde, este modelo de relação com tunos e não-tunos.
Na actualidade, o companheirismo e a empatia intertunas (e intertunos) têm relação biunívoca com os remendos, reforços e convidados utilizados. Atrevo-me a afirmar que se houvesse mais de tudo isto, muitas questiúnculas festivaleiras da tanga seriam menorizadas, ou tenderiam a desaparecer.
Julgo que esta será – dentre as várias tendências actuais – a mais positiva e a que contribuirá para um caldo de elevação sociocultural dos tunos&tunas.
E estou certo de que os meus parceiros de blog concordarão comigo.
Romeu Sereno
sexta-feira, 23 de maio de 2008
A Expo 98 do nosso contentamento.
Foi há 10 anos...Não por a peça jornalística estar muito bem feita, mas por me fazer relembrar bons momentos, calorosos e emotivos.
Escrevo sobre o tema no tunos&tunas pois o período da Expo 98 foi de uma animação muito grande para mim e para a minha tuna. Tivemos quatro espectáculos agendados nesta exposição sobre os oceanos e acabámos por não conseguir realizar um deles, devido ao mau tempo. Mas os outros três foram realmente muito agradáveis.
Se bem se lembram, muitas foram as tunas que se apresentaram em palco no recinto, tendo, se não me falha a memória, decorrido um festival ou um encontro de tunas.
De qualquer modo, foi uma época gratificante e culturalmente fora de série. A própria existência da Rádio Expo, só com música portuguesa e versando a programação do evento, foi um sinal da evolução de mentalidades em relação à cultura feita por cá.
Muito bom!
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Sinais dos tempos…

Aos anos…
Havias de ver…
Aquilo é que era…
Nem imaginas…
Antigamente é que era bom…
De quando em vez, dou por mim a proferir ditos destes em ambiente de tuna. De mal, nada terá – direis vós, considerando a minha provecta idade tunística.
Sei que são expressões estafadas, mas trazem água no bico se analisarmos o contexto em que as uso. Um dos momentos em que tal sucede é em festivais com o prémio tuna + tuna. Diversas tunas participantes nestes eventos apresentam o hábito – que não se verificava por sistema há uns anos – de tocar na área social da instalação cultural enquanto decorre a actuação das restantes no palco “oficial”.
À partida, isto não traria qualquer problema se não se verificassem uns quantos pormenores:
1. Por vezes, o volume de som que produzem ouve-se na sala de espectáculo, dando um efeito de estereofonia esquizofrénica aos espectadores, que passam a ouvir duas actuações numa só;
2. Tocam apenas e durante as actuações das tunas concorrentes e arrumam os instrumentos logo após a votação do júri;
3. Fazem uma rodinha, parecendo tocar apenas para si;
4. Têm a indelicadeza de não esperar que outros ajuntamentos terminem de tocar, transformando uma eventual desgarrada numa guerra surda;
5. Os elementos destas tunas, por hábito, não se misturam musicalmente com outros tunos, a não ser para mostrar que tocam melhor que essoutros;
6. Para corolário, estas pessoas ainda conseguem, sem ver a actuação doutras tunas, refilar por causa da atribuição “injusta” de uma estatueta.
Não questiono quem toca na área social, pois também o faço amiúde. Questiono, sim, quem o faz marimbando-se literalmente nos outros e sem procurar a convivência com as restantes tunas.
Felizmente, estas práticas, apesar de muito difundidas, não estão totalmente generalizadas, o que permite ir revivendo a tal época (decerto muito naïf) em que se viam ajuntamentos de elementos de várias tunas em verdadeiro convívio musical… e sem incomodar quem actuava em palco.
Sinais dos tempos…
Romeu Sereno
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Quarentuna, Tuna de Veteranos, Tuna Antiga ou Antigos Tunos
A Tuna de Veteranos de Viana do Castelo organiza, nos dias 02 e 03 de Maio de 2008, o 1.º Certame Internacional de Quarentunas de Viana do Castelo. Este é o décimo segundo evento do género realizado a nível internacional e o primeiro no nosso país.
Entrem aqui para saber mais: http://www.tunadeveteranos.com/.
Romeu Sereno
quarta-feira, 2 de abril de 2008
De Final de Março a Final de Junho
– Desculpem-nos a definição nos gráficos apresentados, mas foi o possível. –
Por mero acaso, ao consultarmos a Agenda do PortugalTunas, deparámos com umas pequenas curiosidades relativas à distribuição dos eventos com tunas no período que medeia de final de Março a final de Junho. Decidimos pôr mãos à obra e fomos ver como andava a dispersão cronológica e geográfica destes acontecimentos.
Em relação à unidade de medida cronológica das tunas, achámos por bem redefinir as bases e em vez de dias, semanas ou meses, optámos por criar uma semana de cinco dias, a começar na quarta-feira e a terminar ao domingo. Curiosamente, apesar de deixarmos as segundas e terças-feiras de parte, durante este período, nenhum evento ficou por contabilizar. Ou seja, a unidade de tempo definida parece estar adequada à realidade.
Naturalmente que os dados apresentados não devem ser extrapolados para o conjunto da época académica. O prazo escolhido deveu-se apenas à procura de actualidade e a serem os dados disponíveis até ao final do ano académico.
Apresentamos, então, dois pequenos gráficos, baseados apenas nos dados recolhidos na Agenda do sítio PortugalTunas no dia 25 de Março de 2008.
Dispersão Cronológica Segundo o Tipo de Evento

Nota: Considere-se que, quando referenciamos, por exemplo, eventos de tunas femininas, isso se refere à tipologia do evento que não a apenas actuarem tunas femininas.
Dispersão Geográfica do Número de Eventos

Nota: Os distritos das regiões autónomas foram agrupados por região.
Competição em Eventos de Tunas

Dados adicionais
Nos dados de base, reconhecem-se alguns pormenores interessantes.
O distrito do Porto surge destacado como o mais realizador neste período, com Lisboa em segundo lugar e Setúbal em terceiro.
Sempre que há eventos numa semana tunística, o Porto organiza pelo menos um evento até à data de 30 de Abril, quando decorre o último referenciado neste distrito.
Considerando o universo apresentado, a Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico (TUIST) tem o condão de surgir como participante na organização de três eventos em apenas mês e meio.
Como curiosidade, registe-se que o Algarve acolheu dois dos seus três eventos na mesma semana tunística. Neste período, Beja, Açores e Madeira não apresentam eventos referenciados.
Em relação à natureza dos eventos (segundo a existência de competição), é de notar que os eventos competitivos representam três quartos dos realizados.
Espero que tirem as vossas conclusões. Nós tiraremos as nossas…
Romeu Sereno

