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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um ligeiro equívoco

Sobre o tema do momento, fico encantado por duas pessoas ligadas a tunas chegarem bem longe num concurso musical visto pelo grande público (Ídolos, para os mais desatentos), em especial quando são boa gente.

Andei a navegar na rede e deparei com uma entrevista do Martim em que lhe era perguntado, entre outras coisas, se já havia feito uma serenata a alguém especial.

Reproduzo a passagem:
Já fizeste uma serenata a alguém especial?
Não. Eu sou solista da minha tuna de uma serenata que temos e, por isso, já a cantei em muitos sítios, nos quais a dedicava normalmente às mulheres que lá estavam presentes. Seriam com as palmas destas que se saberia se a tuna ganharia ou não o prémio final.

Não pressentem aqui um ligeiro equívoco? A magia de fazer uma serenata não me parece a mesma magia de evocar uma serenata para ganhar o prémio final.

Se esta visão vingar, qualquer dia apenas restará às tunas retratar uma realidade desaparecida in illo tempore, quais grupos folclóricos. A bem ver, poderão não andar longe disso...

O mais curioso é que não lembra a ninguém fora deste nosso meio vir perguntar se uma tuna ganhou algum prémio. Porque será?

Tiago Alegre

P.S. Aceito que se o “prémio final” houver sido mencionado em sentido figurado, a coisa até possa fazer algum sentido… Embora, nesse caso, a questão das mulheres a bater palmas já me pareça um avanço extremamente arrojado. :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PASC - Plataforma Activa da Sociedade Civil

Caros leitores,
Deixo-vos uma sugestãozinha para abrirem a pestanózia: http://pasc-plataformaactiva.blogspot.com/
Era bonito esta coisa da Plataforma Activa da Sociedade Civil adaptada às tunas, não era?! :)
"Ah e tal, isso é uma cena um bocado intelectual, os textos publicados têm muitas palavras e cansa um bocado o people..."
Tudo bem, tendes razão. Estou armado em pandeireta de corrida. Esqueçam lá este devaneio e ficamos amigos como dantes. Vá... Ide beber o vosso copinho e deixai os dois neurónios a jogarem à bisca dos nove na tasca do Zé Manel dos frangos.
Abraços para todos
Romeu Sereno
P.S. Não se esqueçam de que até numa escala musical se vê a matemática e de que os versos de uma canção apresentam um número ideal de sílabas...

domingo, 17 de outubro de 2010

A propósito de 25 anos...

Ora aqui está uma reprodução de um documento importantíssimo na história das tunas em Portugal! Ou talvez seja, apenas, a demonstração clara da criatividade que nos preenche quando somos novos, de sangue na guelra e queremos fazer uma coisa com pinta. Parabéns pelo quarto de século.

Marcelo Trintão


sábado, 21 de agosto de 2010

A Gravata e o Colarinho

Ao reler(*) este artigo de opinião http://www.portugaltunas.com/index.php?s=opiniao&id=2746 olhei com mais atenção para a fotografia antiga que o ilustra.
Na imagem, é curioso notar que só dois tunos usam gravata e não laço. Mais curioso é tomar-se atenção a um pormenor: dos dois, o mais velho não tem o colarinho apertado (pelo menos parece). De facto, com a idade, existe uma menor probabilidade de se apertar o colarinho. Como as cordas vocais estão mais bem treinadas e dilatam muito, exige-se mais espaço para a gargantinha. Ou então a camisa começa a apertar no pescoço...

Um pouco como o colete que fica pequeno, naturalmente devido a uma grande amplitude da respiração abdominal na técnica de canto em pessoas experimentadas.

Marcelo Trintão

(*) "Reler" fica sempre bem pois dá ar de pessoa que lê muito...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vende-se!! E é já!

Parece que a nossa cotação de mercado está um bocado em baixo. Segundo uma posta no PortugalTunas (PT), o bizinformation só nos dá o valor de mercado de $3,255.28, um pouco menos de metade do que o PT vale, o que é algo estranho. Digo eu.

Ou seja, esta é, obviamente, uma grande oportunidade para quem quiser comprar o tunos&tunas a bom preço, pois já tivemos uma choruda oferta de compra deste espaço – para salvados – que não se concretizou devido a um “rosto encoberto”. E não estou a mentir muito! Perguntem à sucateira “Gordinho”, que até nos oferecia uma caixinha piquena de chicharros, pois os robalos andavam esgotados há muito…

Podemos não ter muito metal, mas sabemos que o que aqui temos ainda vale uns tustos!

A malta já aqui se andava a arrastar, por isso é desta que trespassamos a Tasca dos Pinguins. Vá lá, como é para ti – sim para ti – fazemos a coisa por uns meros $3,255.27.

Em último caso, aceitamos sociedade ou um exemplar do Calendário Pirelli de 2010…

Marcelo Trintão

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Operação Facelook

Dei-me ao trabalho de apreciar o caso “Paulo Antão”, pois emerge como paradigmático na sociedade actual. Para começar, tentei dar um nome “à la Judite” a esta operação, mas não sei se atingi o nível de gente tão batida nisto como a da PJ…

Depois de apreciar as imagens, as declarações, as entrevistas, as redes sociais, os comentários nas mesmas e por aí adiante, das duas, uma (ou então ambas):

1. Este senhor é um romântico incurável, que teve azar numa qualquer relação, e quer encontrar, der por onde der, quem lhe aqueça os pés à noite (óbvio anseio de muitos seres humanos);

2. Este cavalheiro ambiciona ser o porta-bandeira de uma lógica que criou o prémio “Revelação” dos Globos de Ouro (http://www.publico.pt/Media/globos-de-ouro-a-23-de-maio-com-novo-premio-revelacao_1434507), a que concorre gente do chamado “espectáculo”, com formações diversas e cujo único denominador comum parece ser o ter iniciado o percurso de “celebridade”, ou como dizia um dos Contemporâneos “Tu queres é aparecer!”.

Tudo estaria bem, se não ficasse com um amargo de boca ao ver tudo isto e com a sensação estranha de que esta questão pode facilmente ser aproveitada pela comunicação social para o achincalhamento dos tunos e das tunas. Estarei enganada?

Deixo-vos com as peças e os espaços consultados.

Programa da SIC “Achas que sabes dançar?”

http://sic.sapo.pt/proj_SabesDancar/Scripts/videoPlayer.aspx?videoId=%7B2B7E1222-E19C-4C69-B618-E94B1BA309EB%7D

Programa da SIC “Companhia das Manhãs”

http://sic.sapo.pt/online/video/programas/companhia-das-manhas/2010/5/paulo-antao03-05-2010-185014.htm

Reportagem do Vidas – Correio da Manhã “Não faço questão de casar virgem”
http://www.vidas.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=B2EEF6CE-6025-427C-89E6-4B71D15619D8&contentid=FA2E00AD-75CC-4F4D-8A30-45E721D0C191

Reportagem do Correio da Manhã “O público divertiu-se”

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000092-0000-0000-0000-000000000092&contentid=2DDB0E72-1055-438F-93E8-04CBC1C9DED2

Espaço de Paulo Antão no Facebook

http://www.facebook.com/people/Paulo-Antao/1785577599#!/profile.php?id=100000997374769&ref=ts

Não quero ser acusada de cyberbullying, nem nada que se pareça, por isso se alguém considerar ofensivo este texto, por favor avise-me. Ainda assim, parece-me que estarei a contribuir para qualquer um dos eventuais desígnios deste cidadão…

Marlene no Arame

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Posta da Semana V + comentários

Não resisti ao desafio da memória...
Belo parágrafo, este: «E mais vos digo: Num certame a sério, daqueles á antiga, de Tunas mesmo, dificilmente alguém faria melhor que uma Medicina de Múrcia nos seus tempos aureos, ou Deusto de inícios dos anos 90, e só para dar dois exemplos. Dificilmente. Quer em baixo do palco quer em cima. Dificilmente. Até porque em baixo do palco facilmente eles nos dão lições.».
Vejam o seu autor em http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=29685. Só faltaram duas pequenas coisas para ficar perfeito: acertar com os acentos e incluir a Quarentuna de Barcelona...
Querem saber? Lá para o início da década de 90, num FITUP, os quarentunos a tunarem num bar da Ribeira até às 6 da matina e eu a ver, pasmado, a pica de alguma malta já a chegar aos sessenta anos. E lindo, lindo, foi o solo brutal de um dos tais, logo no dia seguinte, que não vai de modas e sai dos micros a botar voz na boca de cena de um Coliseu do Porto a abarrotar!
Venham de lá os meninos da aguinha natural, sem gás e bebida em pequenos golinhos*, que se deitam às onze da noite, bater tunos destes. O que lhes falta é rodagem e aprenderem a não beber mais copos que a medida certa, como faz qualquer pessoa que sai à noite e quer chegar a casa sem se arrastar...

Cito também esta passagem, no mesmo local, mas de outro contribuinte líquido para estas coisas: «No fundo, talvez fosse o melhor: ninguém em cima do palco e todos cá fora a desbundar. Mas enquanto aceitarmos ir ao formato "festival" tal como por cá se entende, o mínimo que podemos fazer é respeitar o esquema. De outra forma, para sermos coerentes, aparecemos à porta do teatro no dia e ficamos pura e simplesmente cá fora a tocar.», muito ao jeito de uma posta que aqui publicámos sobre a essência destas coisas.

Outro comentador diz e muito bem: «Quando toca a prémios e a medir o grau tunante, instala-se um autismo acéfalo onde vale tudo.»... por isso mais vale abandonar essa guerra e procurar um pouco mais à frente.

Para terminar, deixo mais um bocado roubado a outro dono: «Neste fim-de-semana em conversa com um amigo que já não via desde o ano passado calhou a expressão parecida com esta "pois temos de ter cuidado aqui porque a malta ainda tem a ideia que somos todos bêbados e hooligans". Resposta de outro que também estava junto à conversa "Se existe a imagem por alguma razão é".». Mainada!


Para terminar, convém mencionar a posta que foi o mote para tudo isto... http://manifestoantiimunodeficienciatunante.blogspot.com/

Marcelo Trintão

* Nota: figura de estilo propositadamente aposta.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Indizível


Devo estar a ficar velha, ao sair da adolescência tardia…

Eu sei que a balta é jove e que isso implica romper os limites estabelecidos. Mas tem mesmo de ser desta forma, cruzando a linha desta forma bardajona, reproduzindo os chavões badalhocos do tipo “Tuna te vens” ou “Vem-me à Tuna”?

Eu a pensar que era possível aprender com alguns erros dos que nos precederam e estava bem enganadinha. O estatuto de “Ratas Secas” para novatas deve ser mesmo o expoente máximo de, de, de… qualquer coisa indizível.

Ao menos, nas alcunhas, elevaram o nível: “buraco loiro”, “coito abandeirado”, “mammi chula”, “Cú rego bombando”, entre outras um pouco menos explícitas. E o bem que deve ficar um epíteto destes no curriculum vitae?! Lindo!

O Sá Leão ainda vai ser convidado para produzir a obra de arte “Debaixo daquelas capas”.

Isto só me faz lembrar aquelas meninas que se passam nas despedidas de solteira ao verem um berlicoque solto à frente dos olhos.

Já não há pachorra!

Marlene no Arame

P.S. Já adivinharam a quem me refiro?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mais um rombo no Titanic


Tenho um amigo, por sinal bastante chegado, que é talvez um dos melhores músicos clássicos portugueses no seu instrumento. Já tocou com todas as grandes orquestras portuguesas, algumas vezes como solista, e tem uma carreira bem cimentada. Curiosamente, é um gajo bem porreiro, um patusco que recebe em casa pessoal de todo o mundo para umas tainadas à antiga e que apresenta um respeito imenso pelos músicos sem formação clássica.


Desde há anos, tenho-lhe mostrado o trabalho cultural e social feito pelas tunas e contado umas histórias do meu percurso de tuno boémio, que ele vai acompanhando sem qualquer paternalismo artístico. Não será propriamente um amante de tunas, mas reconhece a importância de cada género musical, espaço artístico ou fenómeno cultural (como queiram). Infelizmente, moramos bastante afastados e nunca calhou levá-lo a um evento com tunas.

Ligou-me no passado domingo para contar uma história que, verdadeiramente, me envergonhou. Nesse fim-de-semana, andou a ensaiar com uns músicos estrangeiros que vieram a Portugal e, por acaso, foram beber um copo logo depois de um ensaio, carregando, ainda, os seus instrumentos. Do grupo de músicos estrangeiros, faziam parte umas moças de vinte e tal anos, pelos vistos bastante engraçadas. Já num determinado bar, a partir da mesa do lado, um grupo de malta meteu conversa com o grupo do meu amigo e disseram que também eram músicos e que eram da tuna X. Por coincidência, algumas das músicas que eu lhe havia mostrado eram dessa tuna, pelo que o meu amigo até lhe conhecia o nome.

O que se passou de seguida foi um ataque cerrado às miúdas jeitosas de vinte e tal anos por malta de quase quarenta anos, em termos pouco dignificantes. Em inglês, mandavam piropos tão elevados como “vem mas é para esta mesa para levares umas palmadas”, “eu fazia-te isto e aquilo”, perante o ar espantado e envergonhado desse meu amigo, que não é propriamente um menino ou um monge…

Acrescento apenas que ele começou o telefonema em que me contou a história com um “Encontrei uns amigos teus…” e terminou com um “Ainda bem que não fui eu que escolhi o bar!”. E ainda comentou: “Realmente há malta que envelhece mal...”.

Pedi-lhe desculpa, apesar de nada ter que ver com o caso, e fiquei a pensar se não lhe havia andado a contar histórias da carochinha todos estes anos…

Mais um rombo no Titanic.

Tiago Alegre

sábado, 28 de novembro de 2009

Cogitações sobre o carcanhol

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Peço paciência aos caros leitores, mas tentarei discorrer simplificando o que me parece, apesar de tudo, complexo.

Está provado cientificamente(1) que os tunos primevos tocavam umas modinhas para saciar parte das suas necessidades. Necessidade de amor, de comes e bebes, de guitarradas e de subsídios para os transportes (o passe escolar da altura), entre outras.

Eis que surge o tema de hoje: carcanhol, pastel, pasta, cobres, trocos, pilim, bago, bagalhuço, cheta ou quaisquer outros sinónimos para pôr ao bolso.

Se aos nossos antepassados era lícito embolsar individualmente uma quantia repartida de uma actuação colectiva, tal poderá sê-lo na actualidade? Ficaríamos chocados, ou não, se víssemos um amigo bastar-se ao exercer a sua condição de tuno? E se fosse um antigo estudante a fazê-lo, seria menos lícito?

Estas cogitações já me assaltavam a mente, que não a carteira, há tempo largo. Muitos de vós dir-me-ão que as tunas já não têm existência contingencial, que já não servem para cumprir, financeiramente, esses propósitos e que, agora, são colectividades sem fins lucrativos.

Pergunto-me porque não poderão ter fins lucrativos e porque não poderão servir financeiramente para a satisfação das necessidades individuais dos seus membros. E se for a satisfação financeira plena dessas necessidades (profissionalização)?

Não tenho uma opinião claramente formada a este respeito, mas em qualquer dos extremos opinativos encontro argumentos que contrariam a memória desses nossos antepassados.

Para terminar, o que pensariam se alguém procurasse lançar uma tuna verdadeiramente profissional? Falo de uma tuna e não de um mero grupo musical travestido de bando de pinguins…

Declaração de interesses: Obviamente, não pretendo lançar qualquer tuna profissional, ou coisa parecida, tão-só reflectir sobre a problemática do $ no quadro da tuna.

(1) Esta frase fica sempre bem em qualquer conversa de tasca, mormente nesta.
 
Romeu Sereno

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E aí está… mais uma jogada de belo recorte técnico.

Olissippo - Tuna Mista de LisboaDepois da fundação da Extudantina dos Açores (ver artigo), eis que surge mais uma tuna de academia ou de ex-tunos em Portugal.

Duas tunas de academia masculinas e duas femininas depois e, voilá, lança-se a primeira mista da academia de Lisboa. Olissippo, de seu nome, assume-se como a Tuna Mista de Lisboa. Quem falava em crise, andava a dormir.

O manifesto inicial é bonito e mostra o empenho das gentes que abraçaram a causa. Pelo que percebi, é mais um projecto lançado por enfermeiros ou futuros enfermeiros de Lisboa; que por acaso até nem gostam muito de fundar tunas… Em contas por alto, uma vintena delas já nasceu pela “mão que segura a seringa” (aqui também dá a “mão que embala o berço”)! Realmente, isso das picas dá muita pica.

Nasce em berço sagrado: na própria Sé de Lisboa. Estranho a bênção do Cardeal de Lisboa a um projecto laico, mas ainda bem que teve essa honra, pois nem a Tuna BU (*) me parece haver tido tão sacra natividade.

Como, pelos vistos, já têm gente com padrinhos de tuna (ou na tuna), presumo que o percurso até “Veterano” possa ser realizado em curto prazo; o que me parece bem, pois revela alinhamento com o mercado. É o sinal dos tempos e Bolonha não aconteceu por acaso. A não ser que tragam padrinhos de outra tuna, o que pode confirmar a actividade frenética da malta que nos trata da saúde.

Como medida de precaução, peço desculpa aos fundadores da Olissippo pelas palmaditas, mas todo o recém-nascido leva algumas. :)

De qualquer maneira, isto é tudo conversa de treinador de bancada em jeito de Velhos dos Marretas, o que retira a possibilidade de um processo em tribunal ou de uma espera à porta da tasca dos pinguins. Não me enganei, pois não? Notem que até utilizei um sorriso no parágrafo acima!!!!

Seja bem-vindo, quem vier por bem.

É favor visitar a Olissippo em http://tuna-olissippo.blogspot.com/.

Tiago Alegre

(*) Tuna do Grupo Bíblico Universitário.

P.S. Registo que também dois elementos [número actualizado em 06/04/2009] do IADE.

sexta-feira, 27 de março de 2009

1 ano de T&T

Vão trabalhar, malandros!No passado dia 17 de Março de 2009 comemorámos um anito de trabalho árduo e construtivo em prol da elevação da tuna ao pedestal de movimento cultural de referência no desenvolvimento social e artístico da ideia de um Portugal simultaneamente contemporâneo e tradicional enquanto exemplar único de país equilibrado na consciência das massas e inovador nos conceitos produzidos pelas elites contextualizados numa procura contínua de qualidade aferida por um conjunto de indicadores susceptíveis de gerar um enquadramento potenciador de uma integração comparativa com os demais estados numa prospectiva holística de um mundo melhor.
Ou… se calhar nem por isso.

Tunos&Tunas

P.S. Esta foi a primeira posta de pescada do blog: Mensagem de Abertura

segunda-feira, 16 de março de 2009

Orquestra de Bandolins da Madeira estreia obra com Carlos Guilherme no São Carlos

A presença de cordofones portugueses (*) no palco do Teatro Nacional de São Carlos é uma excelente notícia para todos os que sentem de modo vibrante a música com raízes tradicionais. Vejam a notícia fresquinha em www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010805160309.

Apesar de estarmos a falar de música erudita, as actuações previstas da Orquestra de Bandolins da Madeira com o tenor Carlos Guilherme num palco tão nobre como este podem representar mais um marco na mudança do paradigma artístico português, mormente o musical.
A Orquestra de Bandolins da Madeira é a mais antiga da Europa e existe desde 18 de Fevereiro de 1913. Podem visitá-la virtualmente em www.orquestrabandolinsmadeira.com/pt.

Ficam aqui os parabéns do tunos&tunas a todos os tunos que já tocaram nessa orquestra; e dizemos que já é tempo de generalizarem cursos de bandolim e de guitarra portuguesa nos conservatórios e escolas superiores de música… Pois, não tarda, temos um mestrado em djambé e esquecemo-nos do que é nosso.

Marcelo Trintão

(*) Apesar de não ser de origem portuguesa e de o seu uso ser generalizado no espaço europeu, existem formatos mais portugueses deste instrumento. Visitem lá o JP… www.juliopereira.pt

Estudantina Universitária de Coimbra perfez 25 anos

No passado sábado, parece que a festa foi de arromba…
Disseram-nos fontes não-autorizadas que até se cantou a versão mais ‘colorida’ do La Banda.
Parabéns à velhada e que contem muitos.

Romeu Sereno

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A percussão e o bombo podem ser mal tocados em tuna que ninguém se chateia

Pelo menos é o que se depreende do resultado da sondagem que em tempo aqui fizemos…

Afinal o instrumento mais importante na musicalidade da tuna é o cavaquinho, com a pandeireta a vir logo atrás nas respostas, seguidos pelo bandolim.

Eu sei que estou a enviesar um bocadinho as possíveis conclusões deste estudo (de cientificidade apurada), mas em época de pré-campanha eleitoral também será legítima esta leitura um pouco mais livre dos resultados da questão “Quando estás em tuna, que instrumentos desafinados/mal tocados te irritam mais:”.

Sendo possível a resposta múltipla, é de estranhar que instrumentos associados ao ritmo tenham tão pouca importância no “conforto” musical dos tunos. No entanto, o timbre mais agudo* de cavaquinho, pandeireta e bandolim poderá explicar o porquê do pódio.

Realmente, estes últimos, se não forem bem tocados e no volume adequado, podem escangalhar os nervos de um santo!

É de estranhar as respostas do saxofone.

Marcelo Trintão
* Agudo ou sensível, como dizem algumas pessoas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Real Extudantina dos Açores

Aqui está mais uma tuna de antigos estudantes e ex-tunos. Estou a ver que este pessoal mais experiente não se consegue afastar do mundo das tunas.
Será uma quarentuna ou uma tuna de academia?
Fico atento às novidades… visto que já foi a sua apresentação pública.

Tiago Alegre

P.S. Visitem as páginas abaixo para saber mais:
http://pt.artazores.com/agenda/ver.php?id=1686
http://www.terceiraemfesta.com/index.php?id=146
http://oncare.blogspot.com/2009/01/real-extudantina-mostra-se-na-praia.html
http://www.azoresglobal.com/canais/noticias/noticia.php?id=18590

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

86/60/86 ou a Antropometria dos Tunos

Sempre quis apor um título em qualquer coisa de minha autoria que possuísse esta fórmula mágica do 2 em 1. Outra fórmula curiosa – e também já batida – poderia ser aquele género de “A Tuna, a Anca, a Cintura, o Peso, a Estatura e os Indivíduos Dela”. Eis chegado o momento.

O caso não é para menos. Andava eu a vaguear no ciberespaço quando dei com um estudo aparentemente científico sobre avaliação antropométrica do pessoal das tunas da Universidade Fernando Pessoa em Ponte de Lima, Portugal.

O resumo dita assim:

«Este trabalho é o resultado de um trabalho transversal com estudantes universitários de ambos os sexos, onde se avaliaram alguns e importantes indicadores antropométricos, tais como o peso, a estatura, os perímetros da cinta e da anca e calculados a relação destes dois últimos e o índice de massa corporal, a partir dos procedimentos internacionalmente recomendados.
Foram avaliados 20 indivíduos da tuna académica masculina [n= 10; 24,0 (3,7) anos] e da tuna académica feminina [n= 10; 20,2 (1,3) anos], pertencentes à Universidade Fernando Pessoa, em Ponte de Lima, em Portugal.
Os indivíduos da tuna masculina apresentaram valores superiores em todos os parâmetros avaliados, sendo os valores do perímetro da anca, os mais próximos dos da tuna feminina.»


Da resenha deste artigo sobre a avaliação antropométrica, não infiro grande coisa, apesar de ter ficado um bocado desconfiado com a questão da aproximação macho/fêmea no perímetro da anca… É capaz de ser dos rojões com verde tinto!

Sigam este caminho que vão lá dar:
http://www.efdeportes.com/efd126/avaliacao-antropometrica-das-tunas-academicas-da-universidade.htm

Romeu Sereno

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Abriram os Olhinhos e Viram a Luz

Em tempos, publiquei aqui no tunos&tunas um texto sobre “Espaços Culturais, Agentes Culturais e Tunas” (clique aqui para reler).

Ora, nem de propósito, parece que o Theatro Circo lá abriu os olhinhos e, após a remodelação, finalmente os tunos&tunas voltam a este espaço emblemático da cidade de Braga, com a realização do espectáculo do XV CELTA, organizado pela Azeituna.

Espero que seja um bom evento e que não tenham sido apenas os cifrões a permitir este momento importante para os tunos portugueses, em geral, e para os bracarenses, em particular.

Podem espreitar aqui a agenda: http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=370

Tiago Alegre

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Análise da sondagem - Percurso para Tuno

Resultados curiosos, estes que aqui vemos à esquerda…

Desta quase-sondagem, depreendemos que há tunas (12%) em que quem aparece fica logo tuno de pleno direito. Ou seja, não têm um percurso hierárquico para assunção da "cidadania de tuno", pois, caso contrário, haveria sempre alguém que não o completaria...
Em quase metade das respostas (48%), 10 a menos de 50% dos recém-chegados fica-se pelo caminho estatutário.
De realçar que em 12% das vezes, só até 10% dos tenrinhos chega a Tuno.

Ora se toda a gente tem direito ao sucesso, isto cheira-me que ainda vamos ter intervenção do Governo. No entanto, nota-se a existência de tunas pioneiras, que já aplicam a cartilha educacional mais progressista. Até dá gosto ver pessoal mentalmente avançado nas tunas.

Caloiros, a revolução cultural está próxima! Isso da hierarquia nos grupos sociais não faz qualquer sentido. Pequenada, o tempo corre contra essa geração que impede a renovação.
Temos de largar lastro...

Tiago Alegre

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tunos na TV


1. Neste fim-de-semana, afundei-me no sofá e decidi não ligar nenhuma a esta coisa das tunas, mesmo sabendo que havia animação pelos lados do Porto.
Fazia eu um zapping, quando dei de caras com um moço da Tuna Universitária do Minho, de símbolo da mesma ao peito, no programa da Catarina Furtado “A Minha Geração” (RTP1) sobre os anos 90.
No concurso sobre cultura musical dessa época, o tuno saiu a ganhar com um resultado de 5 a 2 sobre uma piquena (como diz a Dr.ª Manuela).
Nada de extraordinário a registar, a não ser um pormenor: a rapariga afirmou decididamente, antes de se iniciar o “confronto”, que venceria o tuno; em resposta, este evitou a questão, com cortesia e desportivismo.
É nestes momentos que se vê o cavalheirismo. Gostei.

2. De forma muito pouco alegre, assisti, ainda afundado no mesmo sofá, à Grande Reportagem da SIC sobre trabalhadores precários. Infelizmente, um dos casos apresentados era o da Maria João Sousa (MJS), antropóloga durante dez anos no ex-Instituto Português de Arqueologia e, se me não engano, fundadora da T-Única (Feminina de Letras de Lisboa).
Da integração daquele organismo estatal no novo IGESPAR, sobrou a palha mais pequena para a MJS e, como estava a recibos verdes, foi dispensada…
Com 35 anos de idade e despedida de um dia para o outro, a nossa arqueóloga pôs o estado em tribunal. Esperemos que consiga a integração nos quadros depois de uma década a dar o couro e o cabelo como servidora pública.
Força e confiança no futuro é o que lhe desejo em nome do tunos&tunas.

Romeu Sereno