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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Posta da Semana VII

"Eia, man, bué fixe."

Caros leitores,

Finalmente, voltámos a ter um tópico do Portugal Tunas que se consegue ler com muito proveito para todos!
Direi que, até este momento, 50% das frases escritas são para emoldurar como exemplo, 20% para pensar seriamente e 30% para arquivar no sítio do costume.

Parabéns aos intervenientes, pois já andava a pensar em cortar os pulsos...

Romeu Sereno

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bullying/violência escolar

Com a proposta de um novo diploma legal sobre bullying/violência escolar, assiste-se à tipificação de um novo crime. Ora leiam lá isto: http://www.publico.pt/Educação/bullying-pode-dar-prisao-se-o-agressor-tiver-mais-de-16-anos_1463395.

Para os mais distraídos, já há gente a ligar directamente a praxe ao bullying/violência escolar.
De seguida e não tardará, lá virá a lengalenga sobre as tunas... Vão começar a dizer que as tunas obrigam os caloiros a saber tocar um instrumento musical, a cantar, a organizar eventos, a desenrascarem-se; por isso estarão a discriminar alunos, o que pode ser pernicioso e causar traumas.

Utilizei propositadamente o termo "alunos" que não "estudantes", pois parecem-me diferentes na atitude do sujeito perante o conhecimento.
Não percebeis este ponto de vista? Azar nítido... Ide estudar.

Marcelo Trintão

domingo, 17 de outubro de 2010

A propósito de 25 anos...

Ora aqui está uma reprodução de um documento importantíssimo na história das tunas em Portugal! Ou talvez seja, apenas, a demonstração clara da criatividade que nos preenche quando somos novos, de sangue na guelra e queremos fazer uma coisa com pinta. Parabéns pelo quarto de século.

Marcelo Trintão


terça-feira, 28 de setembro de 2010

As Tunas no Jornal Público

Quem diria que o Público, afinal, conseguiria fazer uns artigos
límpidos, claros, independentes e nada facciosos sobre tunas? Ou será que isto foi só por ser no Caderno Local do Porto?
Deixamos os parabéns à jornalista Sara Soares pelo trabalho sem espinhas que produziu.

Leiam lá isto:
Dia com carros solares e tunas à boleia da STCP
Tunas do Porto Um autocarro assim é muito mais animado

De todo o modo, esperemos que os pseudo-despreconceituosos do costume (os da policía de costumes, como se diz nos Estates), ou seja, os que julgam que a hodiernidade "coltural" nunca poderá passar pela tradição, ao ler estes artigos não lhe façam a folha lá na redacção.


Tiago Alegre

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Posta da Semana VI + Comentários

E eu a pensar que era o único a remar neste barco...A posta de abertura do tópico "Camões e Sting" do PortugalTunas deveria ser emoldurada!
Dêem uma vistinha de olhos aqui: http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=30031.

Apesar de não ser bem esse o sentido do texto, parece-me que a lógica de base será a mesma: Alguém com experiência diversificada em mais do que uma tuna decerto trará mais-valias musicais, sociais e outras que tais às tunas a que venha a pertencer.

Para mim isto é tão clarinho que nem o nosso amigo La Palice seria mais óbvio!

"set them free" forever...

Tiago Alegre

Não é muito costume a Tasca dos Pinguins andar a chover no molhado dos outros, mas esta posta merecia relevo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tuna Remax Portugal

Lembram-se da posta de pescada “É um franchising, estúpido!” que partilhámos em Dezembro do ano passado?

Bom, aí está a realidade a ultrapassar a ficção…

A Remax não é um franchising de imobiliárias? Sim. Então o grupo deve expandir-se em breve no conceito de franchising de tunas.

Se não acreditam, leiam lá com atenção.

Tem bandeira? Tem.
Tem instrumentos musicais? Tem.
Tem pandeireta? Tem.
Tem ensaios? Tem.
Tem espectáculos? Tem.
Tem Direcção? Tem.
Tem Directora Cultural? Tem.
Tem fotografias em palco? Tem.
Tem papelotes a voarem da bandeira? Tem.
Tem empresa de som nos espectáculos? Tem.
Tem bateria? Tem.
Tem presença na Internet? Tem.
Tem muitos amigos no facebook? Tem.
Tem logótipo? Tem.
Tem caloiros? Tem.
Tem anualidades menos custosas para veteranos? Tem.
Tem vantagens para sócios nos espectáculos? Tem.
Tem lema com cagança? Tem.
Tem espaço de ‘Classificados’? Tem.
Então se tem isto tudo, afinal é mesmo uma tuna. Tanto mais que também inova, pois aceita sócios – desde que paguem – e vende ‘oportunidades’ no espaço de Classificados.
O lema está quase igual ao que de melhor se vê nalgumas tunas universitárias (atenção que o acento agudo no ‘á’ não fomos nós que colocámos): "junta-te á melhor Tuna do mundo".

Andam para aí em discussões sobre o conceito de tuna em vez de aprenderem com quem sabe (tenho de citar para não dizer alguma asneira):
«O conceito Tuna não é uma imitação académica, mas um conceito de inovar uma outra vertente, a vertente Laboral. O espírito que une os estudantes durante os vários anos Universitários poderá não ser tão forte como aquele que une as mesmas pessoas numa vida de trabalho. Na Remax, o espírito é estimulante e este projecto vem unir ainda mais o "mundo Remaxiano".».

Para conhecerem melhor a Tuna Remax de Portugal, visitem os seguintes espaços na Internet:
http://tunaremax.com/
http://tunaremax.blogspot.com/
http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100000636780807

Marcelo Trintão

P.S. 1 – O Holmes Place deve andar a dormir…
P.S. 2 – Aposto que ainda vai aparecer a Tuna Remix de Portugal (DJ t&t).

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vende-se!! E é já!

Parece que a nossa cotação de mercado está um bocado em baixo. Segundo uma posta no PortugalTunas (PT), o bizinformation só nos dá o valor de mercado de $3,255.28, um pouco menos de metade do que o PT vale, o que é algo estranho. Digo eu.

Ou seja, esta é, obviamente, uma grande oportunidade para quem quiser comprar o tunos&tunas a bom preço, pois já tivemos uma choruda oferta de compra deste espaço – para salvados – que não se concretizou devido a um “rosto encoberto”. E não estou a mentir muito! Perguntem à sucateira “Gordinho”, que até nos oferecia uma caixinha piquena de chicharros, pois os robalos andavam esgotados há muito…

Podemos não ter muito metal, mas sabemos que o que aqui temos ainda vale uns tustos!

A malta já aqui se andava a arrastar, por isso é desta que trespassamos a Tasca dos Pinguins. Vá lá, como é para ti – sim para ti – fazemos a coisa por uns meros $3,255.27.

Em último caso, aceitamos sociedade ou um exemplar do Calendário Pirelli de 2010

Marcelo Trintão

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Operação Facelook

Dei-me ao trabalho de apreciar o caso “Paulo Antão”, pois emerge como paradigmático na sociedade actual. Para começar, tentei dar um nome “à la Judite” a esta operação, mas não sei se atingi o nível de gente tão batida nisto como a da PJ…

Depois de apreciar as imagens, as declarações, as entrevistas, as redes sociais, os comentários nas mesmas e por aí adiante, das duas, uma (ou então ambas):

1. Este senhor é um romântico incurável, que teve azar numa qualquer relação, e quer encontrar, der por onde der, quem lhe aqueça os pés à noite (óbvio anseio de muitos seres humanos);

2. Este cavalheiro ambiciona ser o porta-bandeira de uma lógica que criou o prémio “Revelação” dos Globos de Ouro (http://www.publico.pt/Media/globos-de-ouro-a-23-de-maio-com-novo-premio-revelacao_1434507), a que concorre gente do chamado “espectáculo”, com formações diversas e cujo único denominador comum parece ser o ter iniciado o percurso de “celebridade”, ou como dizia um dos Contemporâneos “Tu queres é aparecer!”.

Tudo estaria bem, se não ficasse com um amargo de boca ao ver tudo isto e com a sensação estranha de que esta questão pode facilmente ser aproveitada pela comunicação social para o achincalhamento dos tunos e das tunas. Estarei enganada?

Deixo-vos com as peças e os espaços consultados.

Programa da SIC “Achas que sabes dançar?”

http://sic.sapo.pt/proj_SabesDancar/Scripts/videoPlayer.aspx?videoId=%7B2B7E1222-E19C-4C69-B618-E94B1BA309EB%7D

Programa da SIC “Companhia das Manhãs”

http://sic.sapo.pt/online/video/programas/companhia-das-manhas/2010/5/paulo-antao03-05-2010-185014.htm

Reportagem do Vidas – Correio da Manhã “Não faço questão de casar virgem”
http://www.vidas.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=B2EEF6CE-6025-427C-89E6-4B71D15619D8&contentid=FA2E00AD-75CC-4F4D-8A30-45E721D0C191

Reportagem do Correio da Manhã “O público divertiu-se”

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000092-0000-0000-0000-000000000092&contentid=2DDB0E72-1055-438F-93E8-04CBC1C9DED2

Espaço de Paulo Antão no Facebook

http://www.facebook.com/people/Paulo-Antao/1785577599#!/profile.php?id=100000997374769&ref=ts

Não quero ser acusada de cyberbullying, nem nada que se pareça, por isso se alguém considerar ofensivo este texto, por favor avise-me. Ainda assim, parece-me que estarei a contribuir para qualquer um dos eventuais desígnios deste cidadão…

Marlene no Arame

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Posta da Semana V + comentários

Não resisti ao desafio da memória...
Belo parágrafo, este: «E mais vos digo: Num certame a sério, daqueles á antiga, de Tunas mesmo, dificilmente alguém faria melhor que uma Medicina de Múrcia nos seus tempos aureos, ou Deusto de inícios dos anos 90, e só para dar dois exemplos. Dificilmente. Quer em baixo do palco quer em cima. Dificilmente. Até porque em baixo do palco facilmente eles nos dão lições.».
Vejam o seu autor em http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=29685. Só faltaram duas pequenas coisas para ficar perfeito: acertar com os acentos e incluir a Quarentuna de Barcelona...
Querem saber? Lá para o início da década de 90, num FITUP, os quarentunos a tunarem num bar da Ribeira até às 6 da matina e eu a ver, pasmado, a pica de alguma malta já a chegar aos sessenta anos. E lindo, lindo, foi o solo brutal de um dos tais, logo no dia seguinte, que não vai de modas e sai dos micros a botar voz na boca de cena de um Coliseu do Porto a abarrotar!
Venham de lá os meninos da aguinha natural, sem gás e bebida em pequenos golinhos*, que se deitam às onze da noite, bater tunos destes. O que lhes falta é rodagem e aprenderem a não beber mais copos que a medida certa, como faz qualquer pessoa que sai à noite e quer chegar a casa sem se arrastar...

Cito também esta passagem, no mesmo local, mas de outro contribuinte líquido para estas coisas: «No fundo, talvez fosse o melhor: ninguém em cima do palco e todos cá fora a desbundar. Mas enquanto aceitarmos ir ao formato "festival" tal como por cá se entende, o mínimo que podemos fazer é respeitar o esquema. De outra forma, para sermos coerentes, aparecemos à porta do teatro no dia e ficamos pura e simplesmente cá fora a tocar.», muito ao jeito de uma posta que aqui publicámos sobre a essência destas coisas.

Outro comentador diz e muito bem: «Quando toca a prémios e a medir o grau tunante, instala-se um autismo acéfalo onde vale tudo.»... por isso mais vale abandonar essa guerra e procurar um pouco mais à frente.

Para terminar, deixo mais um bocado roubado a outro dono: «Neste fim-de-semana em conversa com um amigo que já não via desde o ano passado calhou a expressão parecida com esta "pois temos de ter cuidado aqui porque a malta ainda tem a ideia que somos todos bêbados e hooligans". Resposta de outro que também estava junto à conversa "Se existe a imagem por alguma razão é".». Mainada!


Para terminar, convém mencionar a posta que foi o mote para tudo isto... http://manifestoantiimunodeficienciatunante.blogspot.com/

Marcelo Trintão

* Nota: figura de estilo propositadamente aposta.

terça-feira, 9 de março de 2010

Um bom exemplo

Estava aqui na redacção do tunos&tunas a fazer jornalismo de investigação nos comunicados da Lusa, bem diferente dessa estupidez de jornalismo de buraco de fechadura, quando me chegou o eco de uma pequenina boa nova para a reputação das tunas.

Não, meus amigos, não foi um tuno que entrou no Guiness Book por beber um fino em menos de 1,23 segundos, nem um que compôs a décima quinta música-massacre com três acordes em que ‘viela’ rima com ‘donzela’.

Falo de outra coisa. Falo da expressão de um voluntariado espontâneo, mas que, ainda assim, mereceu uma nota de rodapé num jornal da Pérola do Atlântico.

É bonito e registo aqui para que a nossa memória colectiva seja avivada por bons exemplos, nem que seja de quando em vez…

Marcelo Trintão


Gabinete do Ensino Superior ficou inundado

À semelhança da maioria dos espaços na baixa do Funchal, também o Gabinete do Ensino Superior (GES) foi invadido pela lama.

Ontem de manhã, o director do GES acompanhado por colaboradores e alguns elementos da Tuna Universitária lançaram mãos à obra, no sentido de limpar o espaço e tentar reparar, na medida do possível, os estragos causados. Ao JM, João Costa e Silva adiantou que «tivemos 30 centímetros de lama por aí adentro, que inundou praticamente todo o Gabinete». O responsável destacou a colaboração importante de todos, não deixando de registar o apoio dado pelos estudantes. «Foi fantástico. Eu estava aqui com os meus colaboradores e de repente apareceram aqui cinco jovens e estiveram aqui a ajudar e foram uma ajuda preciosa», sublinhou.

Ricardo Caldeira
in Jornal da Madeira, 24 de Fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Indizível


Devo estar a ficar velha, ao sair da adolescência tardia…

Eu sei que a balta é jove e que isso implica romper os limites estabelecidos. Mas tem mesmo de ser desta forma, cruzando a linha desta forma bardajona, reproduzindo os chavões badalhocos do tipo “Tuna te vens” ou “Vem-me à Tuna”?

Eu a pensar que era possível aprender com alguns erros dos que nos precederam e estava bem enganadinha. O estatuto de “Ratas Secas” para novatas deve ser mesmo o expoente máximo de, de, de… qualquer coisa indizível.

Ao menos, nas alcunhas, elevaram o nível: “buraco loiro”, “coito abandeirado”, “mammi chula”, “Cú rego bombando”, entre outras um pouco menos explícitas. E o bem que deve ficar um epíteto destes no curriculum vitae?! Lindo!

O Sá Leão ainda vai ser convidado para produzir a obra de arte “Debaixo daquelas capas”.

Isto só me faz lembrar aquelas meninas que se passam nas despedidas de solteira ao verem um berlicoque solto à frente dos olhos.

Já não há pachorra!

Marlene no Arame

P.S. Já adivinharam a quem me refiro?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sempre que o amor me quiser…



Olá, aqui estou eu.

Este vídeo serve para lançar um tema um bocado esquivo: o amor entre quem anda nesta coisa das tunas. Podemos começar por um subtema curioso, pois “não sei se já aconteceu convosco, mas com uma amiga minha já”.*

Falo de casos em que uma tuna dá uma atenção especial a uma tuna feminina. Ora é uma ajuda para troca de experiências musicais, ora são uns convites para ir assistir aos espectáculos uns dos outros e, de repente, quando se dá por ela, já há umas saídas de tuna em que aparece um grupo especial de fãs.

A curiosidade antropológica no meio disto é que, muitas vezes, surge uma bola de neve que descamba num conjunto de casalinhos (mais fortuitos ou mais duradouros). Do que conheço, estas fases de enamoramento colectivo tendem a durar um par de anos e a coisa depois acalma, eventualmente com outro par de tunas a aparecer e a cumprir o ritual.  :)

A coisa ainda tem mais piada porque que nem é tanto entre tunas da mesma academia/faculdade/instituto que o caso é mais comum! De todo o modo, “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”.*

Marlene no Arame

*Frases clássicas para fugir com o rabo à seringa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Posta da Semana IV


"Uma justa Homenagem...pela coerência!"

http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=29367

É esta a posta da semana...

Em duas palavras: BINGO.

Romeu Sereno

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mais um rombo no Titanic


Tenho um amigo, por sinal bastante chegado, que é talvez um dos melhores músicos clássicos portugueses no seu instrumento. Já tocou com todas as grandes orquestras portuguesas, algumas vezes como solista, e tem uma carreira bem cimentada. Curiosamente, é um gajo bem porreiro, um patusco que recebe em casa pessoal de todo o mundo para umas tainadas à antiga e que apresenta um respeito imenso pelos músicos sem formação clássica.


Desde há anos, tenho-lhe mostrado o trabalho cultural e social feito pelas tunas e contado umas histórias do meu percurso de tuno boémio, que ele vai acompanhando sem qualquer paternalismo artístico. Não será propriamente um amante de tunas, mas reconhece a importância de cada género musical, espaço artístico ou fenómeno cultural (como queiram). Infelizmente, moramos bastante afastados e nunca calhou levá-lo a um evento com tunas.

Ligou-me no passado domingo para contar uma história que, verdadeiramente, me envergonhou. Nesse fim-de-semana, andou a ensaiar com uns músicos estrangeiros que vieram a Portugal e, por acaso, foram beber um copo logo depois de um ensaio, carregando, ainda, os seus instrumentos. Do grupo de músicos estrangeiros, faziam parte umas moças de vinte e tal anos, pelos vistos bastante engraçadas. Já num determinado bar, a partir da mesa do lado, um grupo de malta meteu conversa com o grupo do meu amigo e disseram que também eram músicos e que eram da tuna X. Por coincidência, algumas das músicas que eu lhe havia mostrado eram dessa tuna, pelo que o meu amigo até lhe conhecia o nome.

O que se passou de seguida foi um ataque cerrado às miúdas jeitosas de vinte e tal anos por malta de quase quarenta anos, em termos pouco dignificantes. Em inglês, mandavam piropos tão elevados como “vem mas é para esta mesa para levares umas palmadas”, “eu fazia-te isto e aquilo”, perante o ar espantado e envergonhado desse meu amigo, que não é propriamente um menino ou um monge…

Acrescento apenas que ele começou o telefonema em que me contou a história com um “Encontrei uns amigos teus…” e terminou com um “Ainda bem que não fui eu que escolhi o bar!”. E ainda comentou: “Realmente há malta que envelhece mal...”.

Pedi-lhe desculpa, apesar de nada ter que ver com o caso, e fiquei a pensar se não lhe havia andado a contar histórias da carochinha todos estes anos…

Mais um rombo no Titanic.

Tiago Alegre

sábado, 28 de novembro de 2009

Cogitações sobre o carcanhol

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

Peço paciência aos caros leitores, mas tentarei discorrer simplificando o que me parece, apesar de tudo, complexo.

Está provado cientificamente(1) que os tunos primevos tocavam umas modinhas para saciar parte das suas necessidades. Necessidade de amor, de comes e bebes, de guitarradas e de subsídios para os transportes (o passe escolar da altura), entre outras.

Eis que surge o tema de hoje: carcanhol, pastel, pasta, cobres, trocos, pilim, bago, bagalhuço, cheta ou quaisquer outros sinónimos para pôr ao bolso.

Se aos nossos antepassados era lícito embolsar individualmente uma quantia repartida de uma actuação colectiva, tal poderá sê-lo na actualidade? Ficaríamos chocados, ou não, se víssemos um amigo bastar-se ao exercer a sua condição de tuno? E se fosse um antigo estudante a fazê-lo, seria menos lícito?

Estas cogitações já me assaltavam a mente, que não a carteira, há tempo largo. Muitos de vós dir-me-ão que as tunas já não têm existência contingencial, que já não servem para cumprir, financeiramente, esses propósitos e que, agora, são colectividades sem fins lucrativos.

Pergunto-me porque não poderão ter fins lucrativos e porque não poderão servir financeiramente para a satisfação das necessidades individuais dos seus membros. E se for a satisfação financeira plena dessas necessidades (profissionalização)?

Não tenho uma opinião claramente formada a este respeito, mas em qualquer dos extremos opinativos encontro argumentos que contrariam a memória desses nossos antepassados.

Para terminar, o que pensariam se alguém procurasse lançar uma tuna verdadeiramente profissional? Falo de uma tuna e não de um mero grupo musical travestido de bando de pinguins

Declaração de interesses: Obviamente, não pretendo lançar qualquer tuna profissional, ou coisa parecida, tão-só reflectir sobre a problemática do $ no quadro da tuna.

(1) Esta frase fica sempre bem em qualquer conversa de tasca, mormente nesta.
 
Romeu Sereno

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Críquete e a Falácia nos eventos de tunas

Federação Internacional de CríqueteNos eventos de tunas dirigidos a um público (porque também os há para mero consumo das próprias), existe um ponto fulcral no evento: o público. Ou seja, se não nos fixarmos no consumidor cultural, esquecemos o essencial. Bem podemos gostar mais do “intervalo do jogo”, mas não há intervalo sem jogo; mesmo que tenhamos uma lógica de evento mais abrangente do que um mero espectáculo musical.

Como exemplo, no críquete clássico, os eventos poderiam durar quase uma dezena de dias, pois os intervalos do jogo (no sentido estrito) também interessavam e o chá continua a dever ser bebido devagar…

Com o advento dos “tempos modernos”, os intervalos para chá, scones e quejandos diminuíram de duração – a bem da sanidade mental do público, dos jogadores, de todos – apesar de o jogo continuar idêntico na sua essência. E ainda há eventos de críquete a durarem uns bons dias.

Deste modo, temos que, quando o evento não está centrado num público, o ritual continua a ser idêntico e demora-se o tempo que os produtores/consumidores do mesmo entenderem como suficiente para fruir o críquete em todo o seu esplendor.

Ora, esta plasticidade faz-nos falta a todos. Se temos alguém a pagar, seja público, seja patrocinador, devemos proporcionar um retorno adequado ao investimento de essoutro, sob pena de ocorrerem perdas futuras para a tuna (enquanto pessoa colectiva ou enquanto mero conceito). E não me parece que os espectadores de críquete paguem bilhete focados no chá e nos scones (apesar de isto ser parte do contexto cultural deste desporto)!

Naturalmente, nada implica que se atente contra a essência do que é uma tuna, pois quem assiste a um evento de tunas deve esperar ver tunas.

A falácia está em considerarmos que pode haver intervalo de qualidade sem jogo; um pouco ao jeito dos que – por aí e erroneamente – consideram poder haver jogo de qualidade sem intervalo…

Romeu Sereno

terça-feira, 21 de abril de 2009

T&T – Twitter&Tunas? – A resposta

Contrariamente ao esperado (pelos vistos só por mim), os twitters das tunas não têm seguidores em barda, ávidos de novidades. Como se percebe pelos resultados do inquérito (ver tabela abaixo), apenas o Orfeão do Porto e a RTA de Viseu arrecadaram dois seguidores. É curioso que 11 leitores deste blogue acabem por considerar esta cena do twitter um bocado… como hei-de dizer?... exótica.
Traduzindo, o certo, certo… é que, na generalidade dos casos, o pessoal é homofóbico e considera que a tecnologia está directamente ligada à mariquice. Numa visão alternativa, como “to twit” parece equivaler a “piar” ou “chilrear” – ou, numa tradução mais livre, “dar à língua” (*) – a coisa até pode ser mais fácil de entender

Seguidores – endereços de twitter
1 - http://twitter.com/portugaltunas
1 - http://twitter.com/youtunas
0 - http://twitter.com/TAFEP
0 - http://twitter.com/maestigama
0 - http://twitter.com/Afonsina
1 - http://twitter.com/magnatuna
0 - http://twitter.com/tasca_setubal
2 - http://twitter.com/Orfeao_UP
2 - http://twitter.com/RTAVISEU
0 - http://twitter.com/Carpe_Noctem_ul
1 - http://twitter.com/TunaF_OUP
1 - http://twitter.com/MTCartola
0 - http://twitter.com/estudantinaeseb
0 - http://twitter.com/copituna
11 - Não gosto muito dessas mariquices…

Tiago Alegre

(*) http://www.answers.com/topic/twitter

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E aí está… mais uma jogada de belo recorte técnico.

Olissippo - Tuna Mista de LisboaDepois da fundação da Extudantina dos Açores (ver artigo), eis que surge mais uma tuna de academia ou de ex-tunos em Portugal.

Duas tunas de academia masculinas e duas femininas depois e, voilá, lança-se a primeira mista da academia de Lisboa. Olissippo, de seu nome, assume-se como a Tuna Mista de Lisboa. Quem falava em crise, andava a dormir.

O manifesto inicial é bonito e mostra o empenho das gentes que abraçaram a causa. Pelo que percebi, é mais um projecto lançado por enfermeiros ou futuros enfermeiros de Lisboa; que por acaso até nem gostam muito de fundar tunas… Em contas por alto, uma vintena delas já nasceu pela “mão que segura a seringa” (aqui também dá a “mão que embala o berço”)! Realmente, isso das picas dá muita pica.

Nasce em berço sagrado: na própria Sé de Lisboa. Estranho a bênção do Cardeal de Lisboa a um projecto laico, mas ainda bem que teve essa honra, pois nem a Tuna BU (*) me parece haver tido tão sacra natividade.

Como, pelos vistos, já têm gente com padrinhos de tuna (ou na tuna), presumo que o percurso até “Veterano” possa ser realizado em curto prazo; o que me parece bem, pois revela alinhamento com o mercado. É o sinal dos tempos e Bolonha não aconteceu por acaso. A não ser que tragam padrinhos de outra tuna, o que pode confirmar a actividade frenética da malta que nos trata da saúde.

Como medida de precaução, peço desculpa aos fundadores da Olissippo pelas palmaditas, mas todo o recém-nascido leva algumas. :)

De qualquer maneira, isto é tudo conversa de treinador de bancada em jeito de Velhos dos Marretas, o que retira a possibilidade de um processo em tribunal ou de uma espera à porta da tasca dos pinguins. Não me enganei, pois não? Notem que até utilizei um sorriso no parágrafo acima!!!!

Seja bem-vindo, quem vier por bem.

É favor visitar a Olissippo em http://tuna-olissippo.blogspot.com/.

Tiago Alegre

(*) Tuna do Grupo Bíblico Universitário.

P.S. Registo que também dois elementos [número actualizado em 06/04/2009] do IADE.

sexta-feira, 27 de março de 2009

1 ano de T&T

Vão trabalhar, malandros!No passado dia 17 de Março de 2009 comemorámos um anito de trabalho árduo e construtivo em prol da elevação da tuna ao pedestal de movimento cultural de referência no desenvolvimento social e artístico da ideia de um Portugal simultaneamente contemporâneo e tradicional enquanto exemplar único de país equilibrado na consciência das massas e inovador nos conceitos produzidos pelas elites contextualizados numa procura contínua de qualidade aferida por um conjunto de indicadores susceptíveis de gerar um enquadramento potenciador de uma integração comparativa com os demais estados numa prospectiva holística de um mundo melhor.
Ou… se calhar nem por isso.

Tunos&Tunas

P.S. Esta foi a primeira posta de pescada do blog: Mensagem de Abertura