Dei-me ao trabalho de apreciar o caso “Paulo Antão”, pois emerge como paradigmático na sociedade actual. Para começar, tentei dar um nome “à la Judite” a esta operação, mas não sei se atingi o nível de gente tão batida nisto como a da PJ…
Depois de apreciar as imagens, as declarações, as entrevistas, as redes sociais, os comentários nas mesmas e por aí adiante, das duas, uma (ou então ambas):
1. Este senhor é um romântico incurável, que teve azar numa qualquer relação, e quer encontrar, der por onde der, quem lhe aqueça os pés à noite (óbvio anseio de muitos seres humanos);
2. Este cavalheiro ambiciona ser o porta-bandeira de uma lógica que criou o prémio “Revelação” dos Globos de Ouro (http://www.publico.pt/Media/globos-de-ouro-a-23-de-maio-com-novo-premio-revelacao_1434507), a que concorre gente do chamado “espectáculo”, com formações diversas e cujo único denominador comum parece ser o ter iniciado o percurso de “celebridade”, ou como dizia um dos Contemporâneos “Tu queres é aparecer!”.
Tudo estaria bem, se não ficasse com um amargo de boca ao ver tudo isto e com a sensação estranha de que esta questão pode facilmente ser aproveitada pela comunicação social para o achincalhamento dos tunos e das tunas. Estarei enganada?
Deixo-vos com as peças e os espaços consultados.
Programa da SIC “Achas que sabes dançar?”
http://sic.sapo.pt/proj_SabesDancar/Scripts/videoPlayer.aspx?videoId=%7B2B7E1222-E19C-4C69-B618-E94B1BA309EB%7D
Programa da SIC “Companhia das Manhãs”
http://sic.sapo.pt/online/video/programas/companhia-das-manhas/2010/5/paulo-antao03-05-2010-185014.htm
Reportagem do Vidas – Correio da Manhã “Não faço questão de casar virgem”
http://www.vidas.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=B2EEF6CE-6025-427C-89E6-4B71D15619D8&contentid=FA2E00AD-75CC-4F4D-8A30-45E721D0C191
Reportagem do Correio da Manhã “O público divertiu-se”
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000092-0000-0000-0000-000000000092&contentid=2DDB0E72-1055-438F-93E8-04CBC1C9DED2
Espaço de Paulo Antão no Facebook
http://www.facebook.com/people/Paulo-Antao/1785577599#!/profile.php?id=100000997374769&ref=ts
Não quero ser acusada de cyberbullying, nem nada que se pareça, por isso se alguém considerar ofensivo este texto, por favor avise-me. Ainda assim, parece-me que estarei a contribuir para qualquer um dos eventuais desígnios deste cidadão…
Marlene no Arame
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Indizível
Devo estar a ficar velha, ao sair da adolescência tardia…
Eu sei que a balta é jove e que isso implica romper os limites estabelecidos. Mas tem mesmo de ser desta forma, cruzando a linha desta forma bardajona, reproduzindo os chavões badalhocos do tipo “Tuna te vens” ou “Vem-me à Tuna”?
Eu a pensar que era possível aprender com alguns erros dos que nos precederam e estava bem enganadinha. O estatuto de “Ratas Secas” para novatas deve ser mesmo o expoente máximo de, de, de… qualquer coisa indizível.
Ao menos, nas alcunhas, elevaram o nível: “buraco loiro”, “coito abandeirado”, “mammi chula”, “Cú rego bombando”, entre outras um pouco menos explícitas. E o bem que deve ficar um epíteto destes no curriculum vitae?! Lindo!
O Sá Leão ainda vai ser convidado para produzir a obra de arte “Debaixo daquelas capas”.
Isto só me faz lembrar aquelas meninas que se passam nas despedidas de solteira ao verem um berlicoque solto à frente dos olhos.
Já não há pachorra!
Marlene no Arame
P.S. Já adivinharam a quem me refiro?
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sexta-feira, 27 de março de 2009
1 ano de T&T
No passado dia 17 de Março de 2009 comemorámos um anito de trabalho árduo e construtivo em prol da elevação da tuna ao pedestal de movimento cultural de referência no desenvolvimento social e artístico da ideia de um Portugal simultaneamente contemporâneo e tradicional enquanto exemplar único de país equilibrado na consciência das massas e inovador nos conceitos produzidos pelas elites contextualizados numa procura contínua de qualidade aferida por um conjunto de indicadores susceptíveis de gerar um enquadramento potenciador de uma integração comparativa com os demais estados numa prospectiva holística de um mundo melhor.Ou… se calhar nem por isso.
Tunos&Tunas
P.S. Esta foi a primeira posta de pescada do blog: Mensagem de Abertura
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
As Tascas…
Estava na palheta (mas por acaso não no palheto) com alguns tunos amigos e começámos a falar do tema “tascas”.
Falávamos de vários estabelecimentos comerciais do género, espalhados pelo nosso país, quando me fui apercebendo de que se nuns sítios é fácil encontrar um refúgio para tocar umas músicas, dar dois dedos de conversa e beber uns copos – sem se ser mandado calar pelo dono do dito e sem se ser espoliado do pouco capital que nos resta ao fim do mês –, noutras terras deste nosso Portugal a coisa não parece muito acessível.
Em consequência do ilustre progresso, foram-se perdendo alguns locais deste tipo, por vezes substituídos pelos ditos “bares de estudantes” ou por cafés mal amanhados, mas em que faltam os tampos de mármore, os velhotes a beber o copo do final do dia e o t-e-m-p-o. O tempo, caros amigos, o tempo para tocar uma música, beber um trago, contar uma história e dizer mal dos políticos da terra, com um coro de sábios a corroborar cada uma das palavras, cada uma das notas, cada um dos versos lançados para a sala…
Com esta tirada, ainda ganho o prémio Camões! Tanto mais que a próxima rodada deve ser para autores portugueses, já que é à vez…
Acreditem no que vos digo. Faltam espaços com afectividade (vá lá, não sejam mauzinhos, contenham-se!), espaços que não sejam de mera passagem e em que os seus ocupantes interajam e criem momentos com significado. Espaços com ambiente, não direi ambiente familiar, mas talvez ambiente caloroso.
Sei que há mais do que tascas nesta vida.
É a vida, dirão alguns. Pois eu digo que falta vida em certas vidas!
Vá, venham de lá as “tascas” da actualidade e já agora as do tempo antigo… Se alguém tiver paciência que comente isto e deixe sugestões de tascas para que por lá passemos.
Falávamos de vários estabelecimentos comerciais do género, espalhados pelo nosso país, quando me fui apercebendo de que se nuns sítios é fácil encontrar um refúgio para tocar umas músicas, dar dois dedos de conversa e beber uns copos – sem se ser mandado calar pelo dono do dito e sem se ser espoliado do pouco capital que nos resta ao fim do mês –, noutras terras deste nosso Portugal a coisa não parece muito acessível.
Em consequência do ilustre progresso, foram-se perdendo alguns locais deste tipo, por vezes substituídos pelos ditos “bares de estudantes” ou por cafés mal amanhados, mas em que faltam os tampos de mármore, os velhotes a beber o copo do final do dia e o t-e-m-p-o. O tempo, caros amigos, o tempo para tocar uma música, beber um trago, contar uma história e dizer mal dos políticos da terra, com um coro de sábios a corroborar cada uma das palavras, cada uma das notas, cada um dos versos lançados para a sala…
Com esta tirada, ainda ganho o prémio Camões! Tanto mais que a próxima rodada deve ser para autores portugueses, já que é à vez…
Acreditem no que vos digo. Faltam espaços com afectividade (vá lá, não sejam mauzinhos, contenham-se!), espaços que não sejam de mera passagem e em que os seus ocupantes interajam e criem momentos com significado. Espaços com ambiente, não direi ambiente familiar, mas talvez ambiente caloroso.
Sei que há mais do que tascas nesta vida.
É a vida, dirão alguns. Pois eu digo que falta vida em certas vidas!
Vá, venham de lá as “tascas” da actualidade e já agora as do tempo antigo… Se alguém tiver paciência que comente isto e deixe sugestões de tascas para que por lá passemos.
Tiago Alegre
P.S. Mandem lá a boca do “get a life…”, que por acaso até fica aqui bem…
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