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sexta-feira, 20 de março de 2009

Agência Lusa, TUIST e aqueles gajos chatos que têm a mania de ser donos da verdade cultural

Os grandes eventos de tunas têm a particularidade de se revelar em pormenores que o não são. Para os mais desatentos, parecerão coincidências; para os que já penaram por dentro deste género de organizações, são o corolário de um trabalho dos diabos.
De vários eventos que fui conhecendo, retenho alguns. O FITUP pelo público mais do que ao rubro, o Camoniano pela produção quase cinematográfica, e o TUIST pela capacidade de conseguir comunicar com o grande público. E outros ainda pelo espaço, programa social, ou ambiente tunístico.
Falo-vos disto, pois não haverá muita tuna que consiga o feito de ver a Lusa a enviar textos para os órgãos de comunicação social. O TUIST ter sido, hoje, um dos destaques da página de entrada desta agência noticiosa não é para muitos. Especialmente se considerarmos a aversão dos pseudo-intelectuais que dominam os cadernos culturais no jornalismo português da actualidade.
Se considerarmos que metade do que se escreve em jornais e portais de notícias procede da Lusa, imaginem o impacto que deve ter sido na cabecinha de certos senhores.
Muito bem! Continuem, pois o tunos&tunas cá estará para “malhar na oposição”…

Tiago Alegre

segunda-feira, 30 de junho de 2008

E Esta? Hein?


E se de repente, ouvires a “Amélia dos Olhos Doces” a ressoar na tua rua e nela reconheceres a versão da TUIST?

Estava eu descansadito, a morrinhar num belo e calmo fim de tarde, quando ouço pela janela da cozinha uma voz de tuno a entoar:

“Amélia gaivota, amante, poeta,
Rosa de café.
Amélia gaiata, do bairro da lata,
Do Cais do Sodré.”


Preguei-me à janela e retorqui:

“Tens um nome de navio,
Teu corpo é um rio onde a sede corre.”


Silêncio absoluto.
– O cantador calou-se? Pelo menos por momentos, não esboçou reacção audível. Decerto que a surpresa o tolheu.
Passados uns minutos lá continuou, um pouco mais balbuciante, mas repetindo partes da música em jeito de ensaio. O som vinha do prédio ao lado, mas ainda estou para perceber de que andar…

Curiosamente, há um par de anos, fiquei com a nítida sensação de que umas estudantes que moravam no último andar do meu prédio seriam de uma tuna feminina, pois lá se ouvia, de tempos a tempos, um pouco de música de tuna tocada ao vivo. Parecia vir do andar das ditas raparigas, mas como sou introvertido, acabei por nunca perguntar nada.

Servem estes pequenos episódios para fazer notar aos leitores que por detrás de um qualquer vizinho pode estar um tuno. Por isso, não se sintam coibidos de cantar em casa a plenos pulmões e de tocar afinadinho músicas de tuna, pois qualquer dia podem ter a sorte de ser convidados para malhar uns copos com música em casa do vizinho ou de acabar a dar conversa sobre tunas a alguma miúda que até percebe da poda…

Tiago Alegre