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domingo, 17 de outubro de 2010

A propósito de 25 anos...

Ora aqui está uma reprodução de um documento importantíssimo na história das tunas em Portugal! Ou talvez seja, apenas, a demonstração clara da criatividade que nos preenche quando somos novos, de sangue na guelra e queremos fazer uma coisa com pinta. Parabéns pelo quarto de século.

Marcelo Trintão


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tuna Remax Portugal

Lembram-se da posta de pescada “É um franchising, estúpido!” que partilhámos em Dezembro do ano passado?

Bom, aí está a realidade a ultrapassar a ficção…

A Remax não é um franchising de imobiliárias? Sim. Então o grupo deve expandir-se em breve no conceito de franchising de tunas.

Se não acreditam, leiam lá com atenção.

Tem bandeira? Tem.
Tem instrumentos musicais? Tem.
Tem pandeireta? Tem.
Tem ensaios? Tem.
Tem espectáculos? Tem.
Tem Direcção? Tem.
Tem Directora Cultural? Tem.
Tem fotografias em palco? Tem.
Tem papelotes a voarem da bandeira? Tem.
Tem empresa de som nos espectáculos? Tem.
Tem bateria? Tem.
Tem presença na Internet? Tem.
Tem muitos amigos no facebook? Tem.
Tem logótipo? Tem.
Tem caloiros? Tem.
Tem anualidades menos custosas para veteranos? Tem.
Tem vantagens para sócios nos espectáculos? Tem.
Tem lema com cagança? Tem.
Tem espaço de ‘Classificados’? Tem.
Então se tem isto tudo, afinal é mesmo uma tuna. Tanto mais que também inova, pois aceita sócios – desde que paguem – e vende ‘oportunidades’ no espaço de Classificados.
O lema está quase igual ao que de melhor se vê nalgumas tunas universitárias (atenção que o acento agudo no ‘á’ não fomos nós que colocámos): "junta-te á melhor Tuna do mundo".

Andam para aí em discussões sobre o conceito de tuna em vez de aprenderem com quem sabe (tenho de citar para não dizer alguma asneira):
«O conceito Tuna não é uma imitação académica, mas um conceito de inovar uma outra vertente, a vertente Laboral. O espírito que une os estudantes durante os vários anos Universitários poderá não ser tão forte como aquele que une as mesmas pessoas numa vida de trabalho. Na Remax, o espírito é estimulante e este projecto vem unir ainda mais o "mundo Remaxiano".».

Para conhecerem melhor a Tuna Remax de Portugal, visitem os seguintes espaços na Internet:
http://tunaremax.com/
http://tunaremax.blogspot.com/
http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100000636780807

Marcelo Trintão

P.S. 1 – O Holmes Place deve andar a dormir…
P.S. 2 – Aposto que ainda vai aparecer a Tuna Remix de Portugal (DJ t&t).

sábado, 21 de agosto de 2010

A Gravata e o Colarinho

Ao reler(*) este artigo de opinião http://www.portugaltunas.com/index.php?s=opiniao&id=2746 olhei com mais atenção para a fotografia antiga que o ilustra.
Na imagem, é curioso notar que só dois tunos usam gravata e não laço. Mais curioso é tomar-se atenção a um pormenor: dos dois, o mais velho não tem o colarinho apertado (pelo menos parece). De facto, com a idade, existe uma menor probabilidade de se apertar o colarinho. Como as cordas vocais estão mais bem treinadas e dilatam muito, exige-se mais espaço para a gargantinha. Ou então a camisa começa a apertar no pescoço...

Um pouco como o colete que fica pequeno, naturalmente devido a uma grande amplitude da respiração abdominal na técnica de canto em pessoas experimentadas.

Marcelo Trintão

(*) "Reler" fica sempre bem pois dá ar de pessoa que lê muito...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vende-se!! E é já!

Parece que a nossa cotação de mercado está um bocado em baixo. Segundo uma posta no PortugalTunas (PT), o bizinformation só nos dá o valor de mercado de $3,255.28, um pouco menos de metade do que o PT vale, o que é algo estranho. Digo eu.

Ou seja, esta é, obviamente, uma grande oportunidade para quem quiser comprar o tunos&tunas a bom preço, pois já tivemos uma choruda oferta de compra deste espaço – para salvados – que não se concretizou devido a um “rosto encoberto”. E não estou a mentir muito! Perguntem à sucateira “Gordinho”, que até nos oferecia uma caixinha piquena de chicharros, pois os robalos andavam esgotados há muito…

Podemos não ter muito metal, mas sabemos que o que aqui temos ainda vale uns tustos!

A malta já aqui se andava a arrastar, por isso é desta que trespassamos a Tasca dos Pinguins. Vá lá, como é para ti – sim para ti – fazemos a coisa por uns meros $3,255.27.

Em último caso, aceitamos sociedade ou um exemplar do Calendário Pirelli de 2010

Marcelo Trintão

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Posta da Semana V + comentários

Não resisti ao desafio da memória...
Belo parágrafo, este: «E mais vos digo: Num certame a sério, daqueles á antiga, de Tunas mesmo, dificilmente alguém faria melhor que uma Medicina de Múrcia nos seus tempos aureos, ou Deusto de inícios dos anos 90, e só para dar dois exemplos. Dificilmente. Quer em baixo do palco quer em cima. Dificilmente. Até porque em baixo do palco facilmente eles nos dão lições.».
Vejam o seu autor em http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=29685. Só faltaram duas pequenas coisas para ficar perfeito: acertar com os acentos e incluir a Quarentuna de Barcelona...
Querem saber? Lá para o início da década de 90, num FITUP, os quarentunos a tunarem num bar da Ribeira até às 6 da matina e eu a ver, pasmado, a pica de alguma malta já a chegar aos sessenta anos. E lindo, lindo, foi o solo brutal de um dos tais, logo no dia seguinte, que não vai de modas e sai dos micros a botar voz na boca de cena de um Coliseu do Porto a abarrotar!
Venham de lá os meninos da aguinha natural, sem gás e bebida em pequenos golinhos*, que se deitam às onze da noite, bater tunos destes. O que lhes falta é rodagem e aprenderem a não beber mais copos que a medida certa, como faz qualquer pessoa que sai à noite e quer chegar a casa sem se arrastar...

Cito também esta passagem, no mesmo local, mas de outro contribuinte líquido para estas coisas: «No fundo, talvez fosse o melhor: ninguém em cima do palco e todos cá fora a desbundar. Mas enquanto aceitarmos ir ao formato "festival" tal como por cá se entende, o mínimo que podemos fazer é respeitar o esquema. De outra forma, para sermos coerentes, aparecemos à porta do teatro no dia e ficamos pura e simplesmente cá fora a tocar.», muito ao jeito de uma posta que aqui publicámos sobre a essência destas coisas.

Outro comentador diz e muito bem: «Quando toca a prémios e a medir o grau tunante, instala-se um autismo acéfalo onde vale tudo.»... por isso mais vale abandonar essa guerra e procurar um pouco mais à frente.

Para terminar, deixo mais um bocado roubado a outro dono: «Neste fim-de-semana em conversa com um amigo que já não via desde o ano passado calhou a expressão parecida com esta "pois temos de ter cuidado aqui porque a malta ainda tem a ideia que somos todos bêbados e hooligans". Resposta de outro que também estava junto à conversa "Se existe a imagem por alguma razão é".». Mainada!


Para terminar, convém mencionar a posta que foi o mote para tudo isto... http://manifestoantiimunodeficienciatunante.blogspot.com/

Marcelo Trintão

* Nota: figura de estilo propositadamente aposta.

terça-feira, 9 de março de 2010

Um bom exemplo

Estava aqui na redacção do tunos&tunas a fazer jornalismo de investigação nos comunicados da Lusa, bem diferente dessa estupidez de jornalismo de buraco de fechadura, quando me chegou o eco de uma pequenina boa nova para a reputação das tunas.

Não, meus amigos, não foi um tuno que entrou no Guiness Book por beber um fino em menos de 1,23 segundos, nem um que compôs a décima quinta música-massacre com três acordes em que ‘viela’ rima com ‘donzela’.

Falo de outra coisa. Falo da expressão de um voluntariado espontâneo, mas que, ainda assim, mereceu uma nota de rodapé num jornal da Pérola do Atlântico.

É bonito e registo aqui para que a nossa memória colectiva seja avivada por bons exemplos, nem que seja de quando em vez…

Marcelo Trintão


Gabinete do Ensino Superior ficou inundado

À semelhança da maioria dos espaços na baixa do Funchal, também o Gabinete do Ensino Superior (GES) foi invadido pela lama.

Ontem de manhã, o director do GES acompanhado por colaboradores e alguns elementos da Tuna Universitária lançaram mãos à obra, no sentido de limpar o espaço e tentar reparar, na medida do possível, os estragos causados. Ao JM, João Costa e Silva adiantou que «tivemos 30 centímetros de lama por aí adentro, que inundou praticamente todo o Gabinete». O responsável destacou a colaboração importante de todos, não deixando de registar o apoio dado pelos estudantes. «Foi fantástico. Eu estava aqui com os meus colaboradores e de repente apareceram aqui cinco jovens e estiveram aqui a ajudar e foram uma ajuda preciosa», sublinhou.

Ricardo Caldeira
in Jornal da Madeira, 24 de Fevereiro de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

É um franchising, estúpido!

E em vez dessas mariquices de federações e quejandos, não podia ser antes um franchising? É que já estou a ver a cena toda…

Fornecemos:

– Traje padronizado individualmente e bandeira/estandarte com símbolo pré-desenhado
– Desconto na aquisição de instrumentos junto de fornecedor de qualidade (instruções em Inglês de Hong-Kong)
– Curso de formação musical de 2 horas creditado com avaliação (Fundo Social Europeu)
– Contactos para actuação grátis em festa académica ou em festa dos bombeiros voluntários
– Rali das tascas pré-organizado (pacote Excelsior)
– Magister incluído por três meses (pacote Excelsior)
– Fatos de pinguim para caloiros (NOVIDADEmuito giros!!)
– Inscrição no PortugalTunas com desconto de 50%
– Código da praxe validado por sargento da 6.ª Companhia de Engenharia destacada nas Berlengas durante a Guerra Colonial (2005-2008)
– Apadrinhamento garantido em cerimónia à beira-mar

E ainda oferecemos, por tuno, após aprovação no curso de formação musical...

– Barril de cerveja do nosso patrocinador oficial (2,5l)
– Emblema “eu também sou tuno” para a capa
– Conjunto quase novo de serpentinas amarelas e verdes do Carnaval carioca de 2003

Preços mediante consulta

Espectáculo!
Marcelo Trintão

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um olhar extasiado sobre a dialéctica…

Bolas!!!Inspirado numa conversa amena!

Bom… Nem sei bem por onde começar. Vai já pelo início, pois está mais à mão.

– Ah e tal, que o vosso traje, além de foleiro, não respeita a tradição.
Manel – A tradição do nosso traje fomos nós que a inventámos, por isso baitesfodaçar.
– Mas essa tradição devia respeitar uma tradição bem mais antiga que era a da malta fixe.
Manel – Mas quem és tu para dizeres o que é fixe? Antes disso, já o Soares o tinha dito em campanha, por isso ele é que é o maior!
– Mas estamos a falar de fixe peixe ou fixe porreiro? É que se não sabes o que é um anglicismo, não tarda tou eu a cmeçar a screver em crioulo amarikano SMSiado.
Manel – eu n disse?? J’Tás a Tresler!
– Dasse! q’éssa m*rda de substantivo nominativo??? Vai mazé ler a TLEBS qué pa tinstruires, pá!
Manel – Tás-ma m’insultares-me? Olha qu’eu tou a tirar o doutoramento em engenharia de coiso com apoio do coisital.
Jaquim – Eu sugeria aos meus ilustres amigos que tivessem um pouco de elevação na discussão, em prol da capacidade de formar uma opinião esclarecida. Vá, comam lá a papinha e depois leiam os artigos sobre o assunto que eu vi publicados na Web of Knowledge.
– Ó Jaquim, cala-te lá, que eu dou conta deste gajo. Dos tenrinhos é que eu gosto…


Escolha a continuação da história e aponha nos comentários, para ver se isto ainda termina bem…

Marcelo Trintão

terça-feira, 31 de março de 2009

O bas-fond da blogosfera tuneira

BNRbDesde que surgimos no ciberespaço, temos, como uma de milhares de referências do tunos&tunas (embora já tenhamos andado à chapada por causa desta minha afirmação…), o blogue de futebol BNRb. Não é que concordemos com o assumido baixo nível da linguagem aí utilizada, mas a ironia das postas e o fino recorte técnico das jogadas cativam qualquer leitor que tenha um sentido de humor pelo menos ao nível do de Sócrates, Ferreira Leite, Portas, Louçã e Jerónimo juntos. (*)
O dono da chafarica é um antigo tuno antigo. Ou seja, é um antigo tuno e era à antiga quando andava nesta má vida. Curiosamente, algumas das músicas que escrevia já revelavam, na altura, a veia para a palermice pegada. Bem… isto, por acaso, até é falso, pois o moço até tinha alguma queda.

Anseio pelo momento em que – para aí no lançamento da Web 4.1 – tenhamos feito o que ele fez. E o que é que ele fez, perguntais vós?
Ora… criou a Federação de Blogs de Futebol, com para aí uns cem blogues associados. Se, por essa altura, já houver mais de quatro blogues (actualizados) de cumbersa sobre tunas, nós aqui somos machos para comer uns tremoços, beber umas mines e lançar a bola aos Notas&Melodias, Túnicas e As Minhas Aventuras na Tunolândia para se chegarem à frente nessa organização.
Mas não se preocupem que a malta depois adere ao projecto, pois quer é mamar à conta do trabalho dos outros.

De qualquer modo, podem imaginar o tunos&tunas a ser redigido numa daquelas tascas com mesas e balcão de tampo de mármore pegajoso; as postas escritas em guardanapos, enquanto uns tipos vestidos de pinguim fazem ranger umas cordas de guitarra e os dentes da assistência.

Fiquem bem e não se estraguem muito…

Marcelo Trintão

(*) Só lá estão os cinco da vida airada para não dizerem que isto é um blogue partidário. Os partidos sem assento parlamentar que me desculpem, mas só estes é que têm capacidade financeira para contratar, na blogosfera, assessores de imprensa ou tipos da escrita criativa.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Orquestra de Bandolins da Madeira estreia obra com Carlos Guilherme no São Carlos

A presença de cordofones portugueses (*) no palco do Teatro Nacional de São Carlos é uma excelente notícia para todos os que sentem de modo vibrante a música com raízes tradicionais. Vejam a notícia fresquinha em www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010805160309.

Apesar de estarmos a falar de música erudita, as actuações previstas da Orquestra de Bandolins da Madeira com o tenor Carlos Guilherme num palco tão nobre como este podem representar mais um marco na mudança do paradigma artístico português, mormente o musical.
A Orquestra de Bandolins da Madeira é a mais antiga da Europa e existe desde 18 de Fevereiro de 1913. Podem visitá-la virtualmente em www.orquestrabandolinsmadeira.com/pt.

Ficam aqui os parabéns do tunos&tunas a todos os tunos que já tocaram nessa orquestra; e dizemos que já é tempo de generalizarem cursos de bandolim e de guitarra portuguesa nos conservatórios e escolas superiores de música… Pois, não tarda, temos um mestrado em djambé e esquecemo-nos do que é nosso.

Marcelo Trintão

(*) Apesar de não ser de origem portuguesa e de o seu uso ser generalizado no espaço europeu, existem formatos mais portugueses deste instrumento. Visitem lá o JP… www.juliopereira.pt

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A percussão e o bombo podem ser mal tocados em tuna que ninguém se chateia

Pelo menos é o que se depreende do resultado da sondagem que em tempo aqui fizemos…

Afinal o instrumento mais importante na musicalidade da tuna é o cavaquinho, com a pandeireta a vir logo atrás nas respostas, seguidos pelo bandolim.

Eu sei que estou a enviesar um bocadinho as possíveis conclusões deste estudo (de cientificidade apurada), mas em época de pré-campanha eleitoral também será legítima esta leitura um pouco mais livre dos resultados da questão “Quando estás em tuna, que instrumentos desafinados/mal tocados te irritam mais:”.

Sendo possível a resposta múltipla, é de estranhar que instrumentos associados ao ritmo tenham tão pouca importância no “conforto” musical dos tunos. No entanto, o timbre mais agudo* de cavaquinho, pandeireta e bandolim poderá explicar o porquê do pódio.

Realmente, estes últimos, se não forem bem tocados e no volume adequado, podem escangalhar os nervos de um santo!

É de estranhar as respostas do saxofone.

Marcelo Trintão
* Agudo ou sensível, como dizem algumas pessoas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

25 001 são muitos acessos…

Folgo em saber que há quem se dedique ao espaço cibernético-tunístico de alma e coração; conseguindo granjear tão elevado número de visitas.
Notas&Melodias é o nome do blogue em causa. Parabéns pela marca e pelo terceiro aniversário!

Pode ser que daqui a vinte e dois anos consigamos um número assim… Até lá, vamos tentando subornar o nosso contador de visitas, mas ele parece um árbitro português: faz-se de parvo em meter uns cobres ao bolso a não ser que seja por uma boa maquia. Esquisitices de quem tem a mania que é honesto. O que se há-de fazer?!

Mais uma vez parabéns ao(s) autor(es) do N&M
Marcelo Trintão

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Problemas Técnicos Resolvidos

Devido a problemas técnicos, este cantinho esquecido da memória internáutica esteve sem actualização durante um mês inteiro! Dos outros não sei, mas o meu problema técnico foi uma preguiça dos diabos associada ao excesso de fritos da época natalícia.

Vamos a isto que o texto já está muito longo e depois não corre em todos os computadores. Como já não escrevia nada desde meio de Outubro, não sei se por nada ter para dizer, aqui vai mais uma posta de pescada, e simples pois é mais fácil de digerir.

Conclusão da última sondagem:
A malta gosta é de conversas animadas sobre confusão entre tunas, tem a mania que percebe de engenharia agroflorestal e o resto não interessa muito.

Bom ano de 2009!

Marcelo Trintão

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tunas pela Islândia

Caros amigos,

O tunos&tunas lança aqui a campanha “Tunas pela Islândia”, em solidariedade com quem sofre pelo momento gravoso que se vive naquela ilha do Atlântico Norte.
Trajes de estudantes de universidades “desactivadas”, emblemas para a capa com publicidade à cerveja San Miguel, prémios sobrantes de festivais de tunas e músicas-massacre iguais a tantas outras podem fazer as delícias dos pobres islandeses.
Para ajudar à festa, estamos a considerar organizar um evento de tunas por todo o país, com a presença de uma grande representação das tunas islandesas. No entanto, avisamos que todos os prejuízos decorrentes da organização serão nacionalizados.
Pedimos a vossa colaboração para acudir a donzela em apuros!

Marcelo Trintão

P.S. Não serão aceites donativos em coroas islandesas, pois é pouco provável que sejam aceites na Islândia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Tal País (07/10/2008)

ww1.rtp.pt/wportal/sites/tv/otalpais

Sugiro a audição da edição de ontem (7 de Outubro de 2008) de “O Tal País”, do Tio Herman, na Antena 1 ou Antena 3. Oiçam e adivinhem a quem ele, no fim, manda uma boquita.
Talvez o faça por ser padrinho de uma tuna das antigas e, desse modo, habituado a lidar com malta também antiga…

Marcelo Trintão

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Início do Ano Académico na Tuna


Começa mais um ano académico e prepara-se a chegada de nova leva de caloiros fresquinhos. Na maioria das tunas, este é um período definidor do resto do ano tunístico.
Um dos motivos essenciais é, de forma clara, a assunção da inactividade de alguns membros e a entrada de outros.

Este processo, quando decorre de forma equilibrada, dá uma nova vida à tuna e contribui para o seu engrandecimento. Mesmo considerando que a inactividade dos antigos é um estado latente do qual regressam alguns mortos-vivos – não que estejam cadáveres, mas há malta que por vezes ressuscita para a vida de tuna apesar de se anunciar como morto há muito* – a entrada de novos membros é fulcral para que toda a estrutura da tuna se vá mantendo.

Poderia dizer que, em cada ano, a integração de novos membros é a “pedra de fecho” da abóbada da tuna, passe a simbologia um bocado para o pedreiro-livre. Se estiver bem colocada, aguenta a abóbada e a catedral não rui (conjugação do verbo “ruir”). No caso contrário, pode pôr em risco a estrutura que tanto tempo levou a erigir.

E se julgam que só as tunas de faculdade/instituto são afectadas por este momento anual, desenganem-se, pois as tunas de cidade/academia reformulam-se usualmente nesta altura do ano. Nem que seja por mero hábito….

Marcelo Trintão

* Lembra-me sempre aquela famosa anedota sobre o gajo que, dado como morto e enterrado em consonância, grita debaixo da terra que está vivo, ao que o coveiro acrescentando mais terra sobre o moribundo, lança o dito “Tu não estás vivo, estás é mal enterrado…”.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Análise Superficial e Pouco Científica da Última Sondagem do TunosTunas


A última sondagem por nós realizada aqui no tunos&tunas cingia-se à perguntita
“Eu tentei ir para a tuna porque:”. Havendo a possibilidade de respostas múltiplas, e tendo-se registado 56 participações, relevamos alguns resultados:
1. O “porque sim” teve 62% de respostas positivas;
2. 35% de nós entrámos na tuna à procura de magia na vida académica;
3. Um quarto da malta dá tanta importância ao gostar de música como ao comer uns/umas gajos(as) no momento de entrada para a tuna.
4. Só 10% dos que responderam “tinham a mania que gostavam de emborcar”, o que me parece alinhado com a quantidade de pós-pubertários abstémios ou bêbados que entram para a universidade com a mania de que o álcool traz o paraíso agarrado.
Mediante estes resultados e como este assunto pelos vistos tem bastantes interessados, decidimos fazer um novo inquérito, para ver se afinal a malta não se desiludiu nas expectativas de sucesso…

Vamos ver o que isto dá!
Marcelo Trintão

terça-feira, 1 de julho de 2008

Motivações da estudantada que aparece a querer ir para a tuna mesmo sem fazer puto de ideia do que é uma dita


Nestes anos que levo de tuna, uma das coisas de que não me aparto é do meu espírito de observação e de uma vontade de crítica e autocrítica assim para o agridoce.

Um aspecto interessante das pessoas que chegam às tunas tem que ver com a sua motivação para tentar integrar um grupo deste género. Temos de tudo um pouco como na farmácia. E por vezes aparece-nos gente com várias destas motivações cruzadas.

Ora bem.
Temos o “porque é fixe”.
Temos o “porque gosto de música”, mesmo uivando como um lobo esfaimado e achando que percebe muito da coisa pois tem uma colecção de mais de 500 CD.
Temos os que querem arranjar desculpas para não serem naftalinosos.
Temos os que pensam que, pondo o traje em cima, ficam com um carisma que só lhes escapa a boazona do bairro e porque é fufa! Mas, mesmo assim…
Temos um clássico, dentro do género suburbano ou serrano, que apenas pretende… emborcar. Vale tudo desde que se mamem umas minis à borlix e se comam uns tremoços. Estes costumam acabar por preferir ficar no bar da faculdade a jogar às cartas e a emborrachar-se, pois sempre dá menos trabalho.
Temos, ainda, os que procuram o encantamento da vida académica plena. Às vezes têm sorte e lá lhes calha uma tuna tuna.
Temos os que querem simplesmente viajar, mesmo que em nada contribuam para o bem comum. Também se costumam inscrever no grupo de danças populares, no côro, no desporto universitário e no núcleo de estudantes africanos, mesmo tendo ascendentes luxemburgueses (desde que dê viagens de graça).
Temos, também, a malta que tem uma fixação pela pandeireta. Normalmente, isto nota-se mais nas mulheres, tanto das tunas mistas como femininas. Chegam e querem ir tocar pandeireta, pois parece fácil e dá-se uns saltos na boca de cena…
Temos os que querem aprender a tocar um instrumento. Destes, poucos se aguentam quando percebem que têm de investir muito tempo e dedicação à “causa” da aprendizagem e do treino.
E por fim, temos os famosos “porque sim”. Ahhh. Argumentos sólidos! E ainda falam de iliteracia.

Estou, claro está, a caricaturar as motivações dos estudantes que se apresentam como querendo entrar para a tuna. É assim como que uma iniciação à praxe de tuna, digamos.
Quando comecei nestas andanças, até devia ser dos “porque sim”, pois já nem me lembro dos motivos…

Vá. Respondei ao inquérito com bonomia e ide para a praia.
É possível a escolha múltipla!

Marcelo Trintão

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O Sábio – Episódio III e Epílogo

Londres. Terra de nevoeiros que fazem desaparecer pessoas. E não me refiro às “clientes” do famoso Jack…

Serafim, o nosso boémio, já havia acabado o curso e trabalhava na capital de distrito donde provinha, na sua área de formação original.
Um dia, deixei de saber dele, até que me contactou por email. Estava em Londres e tinha arranjado um emprego a lavar pratos num restaurante! Havia deixado a vida boémia, abandonara o trabalho na sua área de formação, e virara vegetariano abstémio.
Foi o choque. Um dia voltou a Portugal e fomos jantar a um vegetariano. Noutro dia, já passados uns bons tempos, retornou e tomámos um café, continuando as nossas conversas políticas, agora um bocado viradas para a sua nova opção de vida.

O seu endereço de correio electrónico deixou de funcionar e deixei de saber do Sábio.
No Natal do passado ano, recebi uma chamada no telemóvel. O número era de uma cabina telefónica da sua zona de origem e do outro lado desejaram-me bom ano. Não durou quinze segundos a chamada.

O Sábio Serafim que eu conhecia fez-se sumir na terra dos nevoeiros. Já não o reconheço, este vegetariano e abstémio… Apesar de manter a capacidade dialética.

Marcelo Trintão

P.S. Tanto a alcunha como o nome deste personagem não são os originais, por motivos óbvios.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Sábio – Episódio II

O Serafim não tocava piano, nem falava francês, mas arranhava, embora mal, uma guitarra portuguesa de afinação estranha e jogava futebol no clube lá da terra. Tinha, obviamente, um ar pálido a que se juntava um par de óculos que deixava escorregar até que ficassem pendurados na ponta do seu nariz aquilino, como um professor dos antigos.
Apesar do ar circunspecto, tinha um humor refinado, a caminho do britânico. Era trotskista e boémio, não acreditava no amor platónico, declamava poesia como ninguém, adorava a capa e, com isto tudo, ganhou a alcunha de “o Sábio”, pois, apesar da sua estranheza, era um gajo tido em consideração por todos os elementos da tuna, até hoje.

Um dos seus episódios mais caricatos deu-se numa saída da tuna, quando foi dormir a casa de outro elemento nosso. Este havia deixado uma cama feita para o Serafim dormir, com lençóis lavados e passados como manda a boa hospitalidade.
Ao chegar a casa do amigo, depois de uma boa noite de boémia, o Sábio – ao deparar-se com a cama feita – vira-se para o hospedeiro e profere quase declamando: “Quem tem capa sempre escapa!”.
Dito e feito. Enrolou-se na capa, deitou-se no chão, e assim dormiu consoladamente toda a noite…

Marcelo Trintão

P.S. Tanto a alcunha como o nome deste personagem não são os originais, por motivos óbvios.