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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tuna Remax Portugal

Lembram-se da posta de pescada “É um franchising, estúpido!” que partilhámos em Dezembro do ano passado?

Bom, aí está a realidade a ultrapassar a ficção…

A Remax não é um franchising de imobiliárias? Sim. Então o grupo deve expandir-se em breve no conceito de franchising de tunas.

Se não acreditam, leiam lá com atenção.

Tem bandeira? Tem.
Tem instrumentos musicais? Tem.
Tem pandeireta? Tem.
Tem ensaios? Tem.
Tem espectáculos? Tem.
Tem Direcção? Tem.
Tem Directora Cultural? Tem.
Tem fotografias em palco? Tem.
Tem papelotes a voarem da bandeira? Tem.
Tem empresa de som nos espectáculos? Tem.
Tem bateria? Tem.
Tem presença na Internet? Tem.
Tem muitos amigos no facebook? Tem.
Tem logótipo? Tem.
Tem caloiros? Tem.
Tem anualidades menos custosas para veteranos? Tem.
Tem vantagens para sócios nos espectáculos? Tem.
Tem lema com cagança? Tem.
Tem espaço de ‘Classificados’? Tem.
Então se tem isto tudo, afinal é mesmo uma tuna. Tanto mais que também inova, pois aceita sócios – desde que paguem – e vende ‘oportunidades’ no espaço de Classificados.
O lema está quase igual ao que de melhor se vê nalgumas tunas universitárias (atenção que o acento agudo no ‘á’ não fomos nós que colocámos): "junta-te á melhor Tuna do mundo".

Andam para aí em discussões sobre o conceito de tuna em vez de aprenderem com quem sabe (tenho de citar para não dizer alguma asneira):
«O conceito Tuna não é uma imitação académica, mas um conceito de inovar uma outra vertente, a vertente Laboral. O espírito que une os estudantes durante os vários anos Universitários poderá não ser tão forte como aquele que une as mesmas pessoas numa vida de trabalho. Na Remax, o espírito é estimulante e este projecto vem unir ainda mais o "mundo Remaxiano".».

Para conhecerem melhor a Tuna Remax de Portugal, visitem os seguintes espaços na Internet:
http://tunaremax.com/
http://tunaremax.blogspot.com/
http://www.facebook.com/home.php#!/profile.php?id=100000636780807

Marcelo Trintão

P.S. 1 – O Holmes Place deve andar a dormir…
P.S. 2 – Aposto que ainda vai aparecer a Tuna Remix de Portugal (DJ t&t).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Análise da sondagem - Percurso para Tuno

Resultados curiosos, estes que aqui vemos à esquerda…

Desta quase-sondagem, depreendemos que há tunas (12%) em que quem aparece fica logo tuno de pleno direito. Ou seja, não têm um percurso hierárquico para assunção da "cidadania de tuno", pois, caso contrário, haveria sempre alguém que não o completaria...
Em quase metade das respostas (48%), 10 a menos de 50% dos recém-chegados fica-se pelo caminho estatutário.
De realçar que em 12% das vezes, só até 10% dos tenrinhos chega a Tuno.

Ora se toda a gente tem direito ao sucesso, isto cheira-me que ainda vamos ter intervenção do Governo. No entanto, nota-se a existência de tunas pioneiras, que já aplicam a cartilha educacional mais progressista. Até dá gosto ver pessoal mentalmente avançado nas tunas.

Caloiros, a revolução cultural está próxima! Isso da hierarquia nos grupos sociais não faz qualquer sentido. Pequenada, o tempo corre contra essa geração que impede a renovação.
Temos de largar lastro...

Tiago Alegre

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As Tascas…

Estava na palheta (mas por acaso não no palheto) com alguns tunos amigos e começámos a falar do tema “tascas”.

Falávamos de vários estabelecimentos comerciais do género, espalhados pelo nosso país, quando me fui apercebendo de que se nuns sítios é fácil encontrar um refúgio para tocar umas músicas, dar dois dedos de conversa e beber uns copos – sem se ser mandado calar pelo dono do dito e sem se ser espoliado do pouco capital que nos resta ao fim do mês –, noutras terras deste nosso Portugal a coisa não parece muito acessível.

Em consequência do ilustre progresso, foram-se perdendo alguns locais deste tipo, por vezes substituídos pelos ditos “bares de estudantes” ou por cafés mal amanhados, mas em que faltam os tampos de mármore, os velhotes a beber o copo do final do dia e o t-e-m-p-o. O tempo, caros amigos, o tempo para tocar uma música, beber um trago, contar uma história e dizer mal dos políticos da terra, com um coro de sábios a corroborar cada uma das palavras, cada uma das notas, cada um dos versos lançados para a sala…
Com esta tirada, ainda ganho o prémio Camões! Tanto mais que a próxima rodada deve ser para autores portugueses, já que é à vez…

Acreditem no que vos digo. Faltam espaços com afectividade (vá lá, não sejam mauzinhos, contenham-se!), espaços que não sejam de mera passagem e em que os seus ocupantes interajam e criem momentos com significado. Espaços com ambiente, não direi ambiente familiar, mas talvez ambiente caloroso.

Sei que há mais do que tascas nesta vida.
É a vida, dirão alguns. Pois eu digo que falta vida em certas vidas!

Vá, venham de lá as “tascas” da actualidade e já agora as do tempo antigo… Se alguém tiver paciência que comente isto e deixe sugestões de tascas para que por lá passemos.

Tiago Alegre

P.S. Mandem lá a boca do “get a life…”, que por acaso até fica aqui bem…