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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um ligeiro equívoco

Sobre o tema do momento, fico encantado por duas pessoas ligadas a tunas chegarem bem longe num concurso musical visto pelo grande público (Ídolos, para os mais desatentos), em especial quando são boa gente.

Andei a navegar na rede e deparei com uma entrevista do Martim em que lhe era perguntado, entre outras coisas, se já havia feito uma serenata a alguém especial.

Reproduzo a passagem:
Já fizeste uma serenata a alguém especial?
Não. Eu sou solista da minha tuna de uma serenata que temos e, por isso, já a cantei em muitos sítios, nos quais a dedicava normalmente às mulheres que lá estavam presentes. Seriam com as palmas destas que se saberia se a tuna ganharia ou não o prémio final.

Não pressentem aqui um ligeiro equívoco? A magia de fazer uma serenata não me parece a mesma magia de evocar uma serenata para ganhar o prémio final.

Se esta visão vingar, qualquer dia apenas restará às tunas retratar uma realidade desaparecida in illo tempore, quais grupos folclóricos. A bem ver, poderão não andar longe disso...

O mais curioso é que não lembra a ninguém fora deste nosso meio vir perguntar se uma tuna ganhou algum prémio. Porque será?

Tiago Alegre

P.S. Aceito que se o “prémio final” houver sido mencionado em sentido figurado, a coisa até possa fazer algum sentido… Embora, nesse caso, a questão das mulheres a bater palmas já me pareça um avanço extremamente arrojado. :)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bullying/violência escolar

Com a proposta de um novo diploma legal sobre bullying/violência escolar, assiste-se à tipificação de um novo crime. Ora leiam lá isto: http://www.publico.pt/Educação/bullying-pode-dar-prisao-se-o-agressor-tiver-mais-de-16-anos_1463395.

Para os mais distraídos, já há gente a ligar directamente a praxe ao bullying/violência escolar.
De seguida e não tardará, lá virá a lengalenga sobre as tunas... Vão começar a dizer que as tunas obrigam os caloiros a saber tocar um instrumento musical, a cantar, a organizar eventos, a desenrascarem-se; por isso estarão a discriminar alunos, o que pode ser pernicioso e causar traumas.

Utilizei propositadamente o termo "alunos" que não "estudantes", pois parecem-me diferentes na atitude do sujeito perante o conhecimento.
Não percebeis este ponto de vista? Azar nítido... Ide estudar.

Marcelo Trintão

terça-feira, 28 de setembro de 2010

As Tunas no Jornal Público

Quem diria que o Público, afinal, conseguiria fazer uns artigos
límpidos, claros, independentes e nada facciosos sobre tunas? Ou será que isto foi só por ser no Caderno Local do Porto?
Deixamos os parabéns à jornalista Sara Soares pelo trabalho sem espinhas que produziu.

Leiam lá isto:
Dia com carros solares e tunas à boleia da STCP
Tunas do Porto Um autocarro assim é muito mais animado

De todo o modo, esperemos que os pseudo-despreconceituosos do costume (os da policía de costumes, como se diz nos Estates), ou seja, os que julgam que a hodiernidade "coltural" nunca poderá passar pela tradição, ao ler estes artigos não lhe façam a folha lá na redacção.


Tiago Alegre