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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um ligeiro equívoco

Sobre o tema do momento, fico encantado por duas pessoas ligadas a tunas chegarem bem longe num concurso musical visto pelo grande público (Ídolos, para os mais desatentos), em especial quando são boa gente.

Andei a navegar na rede e deparei com uma entrevista do Martim em que lhe era perguntado, entre outras coisas, se já havia feito uma serenata a alguém especial.

Reproduzo a passagem:
Já fizeste uma serenata a alguém especial?
Não. Eu sou solista da minha tuna de uma serenata que temos e, por isso, já a cantei em muitos sítios, nos quais a dedicava normalmente às mulheres que lá estavam presentes. Seriam com as palmas destas que se saberia se a tuna ganharia ou não o prémio final.

Não pressentem aqui um ligeiro equívoco? A magia de fazer uma serenata não me parece a mesma magia de evocar uma serenata para ganhar o prémio final.

Se esta visão vingar, qualquer dia apenas restará às tunas retratar uma realidade desaparecida in illo tempore, quais grupos folclóricos. A bem ver, poderão não andar longe disso...

O mais curioso é que não lembra a ninguém fora deste nosso meio vir perguntar se uma tuna ganhou algum prémio. Porque será?

Tiago Alegre

P.S. Aceito que se o “prémio final” houver sido mencionado em sentido figurado, a coisa até possa fazer algum sentido… Embora, nesse caso, a questão das mulheres a bater palmas já me pareça um avanço extremamente arrojado. :)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Agência de Encontros Tunais

Já cá ando há uns tempos, mas agora percebo que sou um menino.

O que me diriam se vos apresentasse uma lista de raparigas de uma tuna que “(…) podem ser convidadas a sair”? Calma, não se apressem, pois são quase três dezenas!

É certo que não tenho os números de telefone, mas tenho uma hiperligação para o blogue dessa tuna: http://catunaaossaltos.blogspot.com/p/quem-somos_16.html.

Reconheço: tenho a visão distorcida e o monitor do computador é de 12’’. No entanto, juro-vos: esta foi a primeira coisa a assomar-me à mente ao ver uma lista de ‘Ratas Secas’ que podem ser “convidadas a sair”...

Sem outro assunto por ora, despeço-me pois tenho de aproveitar uma oportunidade de mercado para dinamizar um portal de fotografias...

Tiago Alegre

terça-feira, 28 de setembro de 2010

As Tunas no Jornal Público

Quem diria que o Público, afinal, conseguiria fazer uns artigos
límpidos, claros, independentes e nada facciosos sobre tunas? Ou será que isto foi só por ser no Caderno Local do Porto?
Deixamos os parabéns à jornalista Sara Soares pelo trabalho sem espinhas que produziu.

Leiam lá isto:
Dia com carros solares e tunas à boleia da STCP
Tunas do Porto Um autocarro assim é muito mais animado

De todo o modo, esperemos que os pseudo-despreconceituosos do costume (os da policía de costumes, como se diz nos Estates), ou seja, os que julgam que a hodiernidade "coltural" nunca poderá passar pela tradição, ao ler estes artigos não lhe façam a folha lá na redacção.


Tiago Alegre

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Posta da Semana VI + Comentários

E eu a pensar que era o único a remar neste barco...A posta de abertura do tópico "Camões e Sting" do PortugalTunas deveria ser emoldurada!
Dêem uma vistinha de olhos aqui: http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=30031.

Apesar de não ser bem esse o sentido do texto, parece-me que a lógica de base será a mesma: Alguém com experiência diversificada em mais do que uma tuna decerto trará mais-valias musicais, sociais e outras que tais às tunas a que venha a pertencer.

Para mim isto é tão clarinho que nem o nosso amigo La Palice seria mais óbvio!

"set them free" forever...

Tiago Alegre

Não é muito costume a Tasca dos Pinguins andar a chover no molhado dos outros, mas esta posta merecia relevo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mais um rombo no Titanic


Tenho um amigo, por sinal bastante chegado, que é talvez um dos melhores músicos clássicos portugueses no seu instrumento. Já tocou com todas as grandes orquestras portuguesas, algumas vezes como solista, e tem uma carreira bem cimentada. Curiosamente, é um gajo bem porreiro, um patusco que recebe em casa pessoal de todo o mundo para umas tainadas à antiga e que apresenta um respeito imenso pelos músicos sem formação clássica.


Desde há anos, tenho-lhe mostrado o trabalho cultural e social feito pelas tunas e contado umas histórias do meu percurso de tuno boémio, que ele vai acompanhando sem qualquer paternalismo artístico. Não será propriamente um amante de tunas, mas reconhece a importância de cada género musical, espaço artístico ou fenómeno cultural (como queiram). Infelizmente, moramos bastante afastados e nunca calhou levá-lo a um evento com tunas.

Ligou-me no passado domingo para contar uma história que, verdadeiramente, me envergonhou. Nesse fim-de-semana, andou a ensaiar com uns músicos estrangeiros que vieram a Portugal e, por acaso, foram beber um copo logo depois de um ensaio, carregando, ainda, os seus instrumentos. Do grupo de músicos estrangeiros, faziam parte umas moças de vinte e tal anos, pelos vistos bastante engraçadas. Já num determinado bar, a partir da mesa do lado, um grupo de malta meteu conversa com o grupo do meu amigo e disseram que também eram músicos e que eram da tuna X. Por coincidência, algumas das músicas que eu lhe havia mostrado eram dessa tuna, pelo que o meu amigo até lhe conhecia o nome.

O que se passou de seguida foi um ataque cerrado às miúdas jeitosas de vinte e tal anos por malta de quase quarenta anos, em termos pouco dignificantes. Em inglês, mandavam piropos tão elevados como “vem mas é para esta mesa para levares umas palmadas”, “eu fazia-te isto e aquilo”, perante o ar espantado e envergonhado desse meu amigo, que não é propriamente um menino ou um monge…

Acrescento apenas que ele começou o telefonema em que me contou a história com um “Encontrei uns amigos teus…” e terminou com um “Ainda bem que não fui eu que escolhi o bar!”. E ainda comentou: “Realmente há malta que envelhece mal...”.

Pedi-lhe desculpa, apesar de nada ter que ver com o caso, e fiquei a pensar se não lhe havia andado a contar histórias da carochinha todos estes anos…

Mais um rombo no Titanic.

Tiago Alegre

terça-feira, 21 de abril de 2009

T&T – Twitter&Tunas? – A resposta

Contrariamente ao esperado (pelos vistos só por mim), os twitters das tunas não têm seguidores em barda, ávidos de novidades. Como se percebe pelos resultados do inquérito (ver tabela abaixo), apenas o Orfeão do Porto e a RTA de Viseu arrecadaram dois seguidores. É curioso que 11 leitores deste blogue acabem por considerar esta cena do twitter um bocado… como hei-de dizer?... exótica.
Traduzindo, o certo, certo… é que, na generalidade dos casos, o pessoal é homofóbico e considera que a tecnologia está directamente ligada à mariquice. Numa visão alternativa, como “to twit” parece equivaler a “piar” ou “chilrear” – ou, numa tradução mais livre, “dar à língua” (*) – a coisa até pode ser mais fácil de entender…

Seguidores – endereços de twitter
1 - http://twitter.com/portugaltunas
1 - http://twitter.com/youtunas
0 - http://twitter.com/TAFEP
0 - http://twitter.com/maestigama
0 - http://twitter.com/Afonsina
1 - http://twitter.com/magnatuna
0 - http://twitter.com/tasca_setubal
2 - http://twitter.com/Orfeao_UP
2 - http://twitter.com/RTAVISEU
0 - http://twitter.com/Carpe_Noctem_ul
1 - http://twitter.com/TunaF_OUP
1 - http://twitter.com/MTCartola
0 - http://twitter.com/estudantinaeseb
0 - http://twitter.com/copituna
11 - Não gosto muito dessas mariquices…

Tiago Alegre

(*) http://www.answers.com/topic/twitter

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E aí está… mais uma jogada de belo recorte técnico.

Olissippo - Tuna Mista de LisboaDepois da fundação da Extudantina dos Açores (ver artigo), eis que surge mais uma tuna de academia ou de ex-tunos em Portugal.

Duas tunas de academia masculinas e duas femininas depois e, voilá, lança-se a primeira mista da academia de Lisboa. Olissippo, de seu nome, assume-se como a Tuna Mista de Lisboa. Quem falava em crise, andava a dormir.

O manifesto inicial é bonito e mostra o empenho das gentes que abraçaram a causa. Pelo que percebi, é mais um projecto lançado por enfermeiros ou futuros enfermeiros de Lisboa; que por acaso até nem gostam muito de fundar tunas… Em contas por alto, uma vintena delas já nasceu pela “mão que segura a seringa” (aqui também dá a “mão que embala o berço”)! Realmente, isso das picas dá muita pica.

Nasce em berço sagrado: na própria Sé de Lisboa. Estranho a bênção do Cardeal de Lisboa a um projecto laico, mas ainda bem que teve essa honra, pois nem a Tuna BU (*) me parece haver tido tão sacra natividade.

Como, pelos vistos, já têm gente com padrinhos de tuna (ou na tuna), presumo que o percurso até “Veterano” possa ser realizado em curto prazo; o que me parece bem, pois revela alinhamento com o mercado. É o sinal dos tempos e Bolonha não aconteceu por acaso. A não ser que tragam padrinhos de outra tuna, o que pode confirmar a actividade frenética da malta que nos trata da saúde.

Como medida de precaução, peço desculpa aos fundadores da Olissippo pelas palmaditas, mas todo o recém-nascido leva algumas. :)

De qualquer maneira, isto é tudo conversa de treinador de bancada em jeito de Velhos dos Marretas, o que retira a possibilidade de um processo em tribunal ou de uma espera à porta da tasca dos pinguins. Não me enganei, pois não? Notem que até utilizei um sorriso no parágrafo acima!!!!

Seja bem-vindo, quem vier por bem.

É favor visitar a Olissippo em http://tuna-olissippo.blogspot.com/.

Tiago Alegre

(*) Tuna do Grupo Bíblico Universitário.

P.S. Registo que também dois elementos [número actualizado em 06/04/2009] do IADE.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Agência Lusa, TUIST e aqueles gajos chatos que têm a mania de ser donos da verdade cultural

Os grandes eventos de tunas têm a particularidade de se revelar em pormenores que o não são. Para os mais desatentos, parecerão coincidências; para os que já penaram por dentro deste género de organizações, são o corolário de um trabalho dos diabos.
De vários eventos que fui conhecendo, retenho alguns. O FITUP pelo público mais do que ao rubro, o Camoniano pela produção quase cinematográfica, e o TUIST pela capacidade de conseguir comunicar com o grande público. E outros ainda pelo espaço, programa social, ou ambiente tunístico.
Falo-vos disto, pois não haverá muita tuna que consiga o feito de ver a Lusa a enviar textos para os órgãos de comunicação social. O TUIST ter sido, hoje, um dos destaques da página de entrada desta agência noticiosa não é para muitos. Especialmente se considerarmos a aversão dos pseudo-intelectuais que dominam os cadernos culturais no jornalismo português da actualidade.
Se considerarmos que metade do que se escreve em jornais e portais de notícias procede da Lusa, imaginem o impacto que deve ter sido na cabecinha de certos senhores.
Muito bem! Continuem, pois o tunos&tunas cá estará para “malhar na oposição”…

Tiago Alegre

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Real Extudantina dos Açores

Aqui está mais uma tuna de antigos estudantes e ex-tunos. Estou a ver que este pessoal mais experiente não se consegue afastar do mundo das tunas.
Será uma quarentuna ou uma tuna de academia?
Fico atento às novidades… visto que já foi a sua apresentação pública.

Tiago Alegre

P.S. Visitem as páginas abaixo para saber mais:
http://pt.artazores.com/agenda/ver.php?id=1686
http://www.terceiraemfesta.com/index.php?id=146
http://oncare.blogspot.com/2009/01/real-extudantina-mostra-se-na-praia.html
http://www.azoresglobal.com/canais/noticias/noticia.php?id=18590

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Abriram os Olhinhos e Viram a Luz

Em tempos, publiquei aqui no tunos&tunas um texto sobre “Espaços Culturais, Agentes Culturais e Tunas” (clique aqui para reler).

Ora, nem de propósito, parece que o Theatro Circo lá abriu os olhinhos e, após a remodelação, finalmente os tunos&tunas voltam a este espaço emblemático da cidade de Braga, com a realização do espectáculo do XV CELTA, organizado pela Azeituna.

Espero que seja um bom evento e que não tenham sido apenas os cifrões a permitir este momento importante para os tunos portugueses, em geral, e para os bracarenses, em particular.

Podem espreitar aqui a agenda: http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=370

Tiago Alegre

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Análise da sondagem - Percurso para Tuno

Resultados curiosos, estes que aqui vemos à esquerda…

Desta quase-sondagem, depreendemos que há tunas (12%) em que quem aparece fica logo tuno de pleno direito. Ou seja, não têm um percurso hierárquico para assunção da "cidadania de tuno", pois, caso contrário, haveria sempre alguém que não o completaria...
Em quase metade das respostas (48%), 10 a menos de 50% dos recém-chegados fica-se pelo caminho estatutário.
De realçar que em 12% das vezes, só até 10% dos tenrinhos chega a Tuno.

Ora se toda a gente tem direito ao sucesso, isto cheira-me que ainda vamos ter intervenção do Governo. No entanto, nota-se a existência de tunas pioneiras, que já aplicam a cartilha educacional mais progressista. Até dá gosto ver pessoal mentalmente avançado nas tunas.

Caloiros, a revolução cultural está próxima! Isso da hierarquia nos grupos sociais não faz qualquer sentido. Pequenada, o tempo corre contra essa geração que impede a renovação.
Temos de largar lastro...

Tiago Alegre

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As Tascas…

Estava na palheta (mas por acaso não no palheto) com alguns tunos amigos e começámos a falar do tema “tascas”.

Falávamos de vários estabelecimentos comerciais do género, espalhados pelo nosso país, quando me fui apercebendo de que se nuns sítios é fácil encontrar um refúgio para tocar umas músicas, dar dois dedos de conversa e beber uns copos – sem se ser mandado calar pelo dono do dito e sem se ser espoliado do pouco capital que nos resta ao fim do mês –, noutras terras deste nosso Portugal a coisa não parece muito acessível.

Em consequência do ilustre progresso, foram-se perdendo alguns locais deste tipo, por vezes substituídos pelos ditos “bares de estudantes” ou por cafés mal amanhados, mas em que faltam os tampos de mármore, os velhotes a beber o copo do final do dia e o t-e-m-p-o. O tempo, caros amigos, o tempo para tocar uma música, beber um trago, contar uma história e dizer mal dos políticos da terra, com um coro de sábios a corroborar cada uma das palavras, cada uma das notas, cada um dos versos lançados para a sala…
Com esta tirada, ainda ganho o prémio Camões! Tanto mais que a próxima rodada deve ser para autores portugueses, já que é à vez…

Acreditem no que vos digo. Faltam espaços com afectividade (vá lá, não sejam mauzinhos, contenham-se!), espaços que não sejam de mera passagem e em que os seus ocupantes interajam e criem momentos com significado. Espaços com ambiente, não direi ambiente familiar, mas talvez ambiente caloroso.

Sei que há mais do que tascas nesta vida.
É a vida, dirão alguns. Pois eu digo que falta vida em certas vidas!

Vá, venham de lá as “tascas” da actualidade e já agora as do tempo antigo… Se alguém tiver paciência que comente isto e deixe sugestões de tascas para que por lá passemos.

Tiago Alegre

P.S. Mandem lá a boca do “get a life…”, que por acaso até fica aqui bem…

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Estratégias Para Agarrar a Pequenada


Começamos mais um ano, esperando que tenham gostado da banhoca que demos à imagem do tunos&tunas. (Se não perceberam o que estou a dizer ainda vão a tempo de mandar um mergulho. Entrem na foto da água azul e aguardem uns segundos…)

Estratégias para agarrar a pequenada. Aqui está um bom tema.

Segundo sei, há uns anos usavam o Dragon Balll ou um peito seminu para atrair a atenção para um qualquer cartaz manhoso. Ou então pedia-se a uma amiga para fazer, em papel de cenário, uns escritos à mão, pois a jeitosa sempre tinha a letra mais bonita. Além disso, tocava-se na(s) cantina(s) e nas recepções do caloiro e tentava-se saber, dos recém-chegados, se alguém arranhava algum instrumento musical.

As coisas mudaram. Para melhor ou para pior não será fácil de avaliar. Antes, era tudo mais arcaico e menos visual, mas por outro lado mais autêntico. Na actualidade, temos os computadores com os seus power points, publishers e photoshops, mais os DVD, CD e blogs e páginas, hi5, telemóveis, sms, mms e mais não sei o quê. Ou seja, os instrumentos são mais variados, mais apelativos, e só falta é pensar na campanha para agarrar a pequenada.

Então vamos ver lá ver. O que eu faria?
1. Pendurava uns cartazes minimalistas com muita imagem e pouco texto, puxando a pequenada para a internet (hi5 ou blog ou página), mas com os dias e horas de ensaios e um telemóvel para esclarecimentos;
2. Distribuía folhetos impressos a preto sobre folha colorida (sai barato e é apelativo) com mais algumas informações sobre a tuna (música, boémia, passear, magia e sexo de forma velada, tal como se percebeu pelo inquérito);
3. Falava com a comissão de praxe lá da academia e tentava incluir um panfleto nos materiais que distribuíssem à pequenada;
4. Tentava sacar números de telemóvel e mails para enviar umas mensagens com música e animação sobre a tuna;
5. Passava na(s) cantina(s), nos bares académicos e nas tascas onde fosse usual a estudantada ir e tocava umas músicas para ver se pescava algum (de preferência em horário apelativo);
6. Pedia aos amigos que, se conhecessem algum caloiro, lhe falassem da tuna;
7. Tentava saber quem são os caloiros mais activos socialmente e perguntava-lhes se não queriam aparecer nos ensaios;
8. Perguntava também aos mais introvertidos (do tipo cãozinho abandonado) se não queriam conhecer um pessoal fixe lá na tuna;
7. Fazia umas arruadas com serenatas incluídas pelas residências da zona;
8. E… Tunava!

Espero que gostem das sugestões!

Tiago Alegre

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Estou farto destes gajos… Vamos a uma banhoca!

Como é Verão e já estamos um bocado cansados disto, decidimos refrescar o nosso blog.

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Entrem nesta água para dar uma outra face ao tunos&tunas!!

Vá! Mergulhem o cursor como se fosse um mergulho de cabeça!

Se quiserem também podem ajudar no "refresh", entrando aqui.

Tiago Alegre

P.S. Aproveitem para refrescar também as ideias.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

E Esta? Hein?


E se de repente, ouvires a “Amélia dos Olhos Doces” a ressoar na tua rua e nela reconheceres a versão da TUIST?

Estava eu descansadito, a morrinhar num belo e calmo fim de tarde, quando ouço pela janela da cozinha uma voz de tuno a entoar:

“Amélia gaivota, amante, poeta,
Rosa de café.
Amélia gaiata, do bairro da lata,
Do Cais do Sodré.”


Preguei-me à janela e retorqui:

“Tens um nome de navio,
Teu corpo é um rio onde a sede corre.”


Silêncio absoluto.
– O cantador calou-se? Pelo menos por momentos, não esboçou reacção audível. Decerto que a surpresa o tolheu.
Passados uns minutos lá continuou, um pouco mais balbuciante, mas repetindo partes da música em jeito de ensaio. O som vinha do prédio ao lado, mas ainda estou para perceber de que andar…

Curiosamente, há um par de anos, fiquei com a nítida sensação de que umas estudantes que moravam no último andar do meu prédio seriam de uma tuna feminina, pois lá se ouvia, de tempos a tempos, um pouco de música de tuna tocada ao vivo. Parecia vir do andar das ditas raparigas, mas como sou introvertido, acabei por nunca perguntar nada.

Servem estes pequenos episódios para fazer notar aos leitores que por detrás de um qualquer vizinho pode estar um tuno. Por isso, não se sintam coibidos de cantar em casa a plenos pulmões e de tocar afinadinho músicas de tuna, pois qualquer dia podem ter a sorte de ser convidados para malhar uns copos com música em casa do vizinho ou de acabar a dar conversa sobre tunas a alguma miúda que até percebe da poda…

Tiago Alegre

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Espaços Culturais, Agentes Culturais e Tunas

Este mundo tem coisas estranhas e às vezes incompreensíveis.
Na “coltura” existem pessoas com formas de estar variadas, lógicas de pensamento diversas e motivações distintas na sua ligação ao fenómeno.

Neste contexto, alguns tipos sempre me fizeram um bocado de comichão. Refiro-me a pessoas que se afirmam despreconceituosas [neologismo justificável neste contexto] sendo exactamente o contrário, a agentes culturais que mais parecem proxenetas apesar de se afirmarem contra a ditadura do capital, e a gestores de espaços culturais públicos que definem a sua programação, em 99% das vezes, para um reduzido número de espectadores. Posso ainda acrescentar os membros do poder político que mandam edificar espaços culturais perfeitamente desadequados das necessidades e com tipologias que originam, per si, défices brutais nas contas de gestão dos mesmos.

Em relação a este último caso, relembro o afirmado pelo Rui Veloso sobre a Casa da Música numa entrevista publicada há um par de anos, em que referia a impossibilidade de organizar eventos não-subsidiados nesse espaço, devido ao elevado custo/espectador decorrente do elevado preço do aluguer do espaço e do reduzido número de lugares.

Os pseudo-despreconceituosos são, notoriamente, uma classe provinda do ambiente politicamente correcto. Afirmam-se contra qualquer forma de discriminação, cultural ou outra, mas praticam-na em quem não pensa de forma idêntica.
Como curiosidade, experimentem passar de fato e gravata, de traje académico, ou mesmo de sapatinho de vela, em certos espaços onde predominem pessoas que se afirmem a favor da liberdade de vestir a seu bel-prazer, sem quaisquer condicionantes sociais. Não se arrependerão, acreditem.
Ora bem, esta tipologia tem o hábito de olhar de lado para tudo o que cheire a cultura académica não-não-convencional, num esquema mental idêntico ao atrás referido.

Os proxenetas anticapital são uma classe curiosa, pois para explorarem melhor os artistas – entre estes, as tunas – apregoam uma espécie do nacional-porreirismo, em que o porreirismo é dos artistas e o nacional é a sua “nacionalização” do trabalho dos outros. Um pouco como aquela malta que vende bonecos a favor de uma qualquer causa das criancinhas, dando 50% do dinheiro arrecadado para as ditas e guardando o restante; malta simpática, esta que cobra 50% de comissão em causas sociais…

Guardei para o fim uma malta engraçada, os gestores de espaços culturais públicos só para alguns. Vieram-me à lembrança por causa de duas salas de espectáculo outrora muito queridas pelas tunas.
Lembro-me dos festivais de tunas no Theatro Circo, em Braga, que enchiam e animavam o local, antes da remodelação. O que se passou? O aluguer do espaço ficou proibitivo? Leva muito menos gente do que antes? Foi essa a razão de as tunas terem passado para o Parque de Exposições? Ou o preço do aluguer só é proibitivo porque “as tunas não se adequam à tipologia do espaço”?
E o TAGV (Teatro ACADÉMICO Gil Vicente), em Coimbra, cuja programação é tudo menos académica? Já foi mau não permitirem espectáculos de tunas, mas impedirem a realização do Sarau Académico da Queima do ano passado nesse espaço, é demais. O evento mais académico de todos, em que diversos grupos da academia se apresentavam em alegria pura, não se pôde realizar no local. Isto passa pela cabeça de alguém?
Não tarda, proíbem a TUP de organizar o FITU no Coliseu do Porto, mesmo tendo o Orfeão ajudado na nobre tarefa de salvar o espaço das garras da IURD.

Já não há pachorra!!!

Tiago Alegre

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Importa-se de Repetir?

Amigos, desculpem-me, mas não resisti…

Isto não é sobre tunas, mas esta senhora quase parece um apresentador manhoso; como um que, num espectáculo em que actuei, abriu a bocarra e proferiu: “Já de seguida, vamos ter o Grupo Tuna”.

“(…) Tem miúdos que levam canivetes, tem casos de alunos que levam a espingarda do pai que é caçador. Tem um conjunto de casos muito variados.”
ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=337487&visual=26
Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, desvalorizando a existência de armas nas escolas.

Muito bom. A minha alma está parva e as dos miúdos que vão caçar gambozinos para as escolas com a caçadeira dos pais também devem estar.
Aliás, aqueles grupos de jovens da paróquia que pregam o bem na saída de algumas escolas levam caçadeiras para ensinar os mais novos a caçar no pátio da escola. Além de terem canivetes nos bolsos para fazer esculturas de madeira no intervalo das aulas.

“Dá-me a caçadeira já!”

Tiago Alegre

segunda-feira, 24 de março de 2008

Festivais de Tunas e Outras “Produções Fictícias”

Estava eu a passear no passado domingo, enquanto ouvia, do meio-dia à uma, a TSF. A rádio da informação apresenta, neste período, o compacto das peças humorísticas que passa durante a semana.
Isto nem de propósito. O “Tubo de Ensaio”, do Bruno Nogueira, de segunda-feira apresentava uma rábula sobre o Tágides (Festival de Tunas de Almada).
Das duas uma, ou ele esteve no dito evento ou viu imagens em qualquer lado, pelo menos assim parece. De qualquer modo, a crítica humorística em causa não prima por uma graça extrema, excepto na parte em que ele diz que se sente mais alto.
A ouvir, apesar de ser mais do mesmo: tunos bêbados e folclore do traje.
É por isto que são só tiros nos pés as ligações das tunas ao mercado publicitário, Super Bock e Tagus incluídas…

Para quem queira ouvir, entre em www.tsf.pt/online/radio/index.asp?pagina=Arquivo e aceda ao “Tubo de Ensaio” de 17 de Março 08.

Tiago Alegre

quinta-feira, 20 de março de 2008

Uma Cervejola P’ra Ver a Bola


No outro dia, fui ver um festival em Alcáçovas de Baixo. Naquele teatro a caminho da bomba de gasolina, à direita de quem vai e à esquerda de quem vem.
Parece que os que tocaram melhor se ficaram pelo terceiro lugar, pois aqueceram o público tanto como o Represas me aquece a mim. Ou seja, nada.
Os gajos com a actuação mais fixe, mais completa, não ganharam e os da tuna mais conhecida acabaram por ganhar sem saberem como nem porquê.
Venha de lá uma cervejola p’ra ver a bola, sempre ajuda a aguentar…

Tiago Alegre