sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Posta da Semana


Realmente, o bom humor tem destas coisas. O mundo das tunas não é a preto e branco, pois também há coletes cor-de-rosa…

Assim, caros leitores, a Posta da Semana vai para: A Aventura da “Explicação”.

A ler e reler.

Romeu Sereno

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tunas pela Islândia

Caros amigos,

O tunos&tunas lança aqui a campanha “Tunas pela Islândia”, em solidariedade com quem sofre pelo momento gravoso que se vive naquela ilha do Atlântico Norte.
Trajes de estudantes de universidades “desactivadas”, emblemas para a capa com publicidade à cerveja San Miguel, prémios sobrantes de festivais de tunas e músicas-massacre iguais a tantas outras podem fazer as delícias dos pobres islandeses.
Para ajudar à festa, estamos a considerar organizar um evento de tunas por todo o país, com a presença de uma grande representação das tunas islandesas. No entanto, avisamos que todos os prejuízos decorrentes da organização serão nacionalizados.
Pedimos a vossa colaboração para acudir a donzela em apuros!

Marcelo Trintão

P.S. Não serão aceites donativos em coroas islandesas, pois é pouco provável que sejam aceites na Islândia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Tal País (07/10/2008)

ww1.rtp.pt/wportal/sites/tv/otalpais

Sugiro a audição da edição de ontem (7 de Outubro de 2008) de “O Tal País”, do Tio Herman, na Antena 1 ou Antena 3. Oiçam e adivinhem a quem ele, no fim, manda uma boquita.
Talvez o faça por ser padrinho de uma tuna das antigas e, desse modo, habituado a lidar com malta também antiga…

Marcelo Trintão

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As Tascas…

Estava na palheta (mas por acaso não no palheto) com alguns tunos amigos e começámos a falar do tema “tascas”.

Falávamos de vários estabelecimentos comerciais do género, espalhados pelo nosso país, quando me fui apercebendo de que se nuns sítios é fácil encontrar um refúgio para tocar umas músicas, dar dois dedos de conversa e beber uns copos – sem se ser mandado calar pelo dono do dito e sem se ser espoliado do pouco capital que nos resta ao fim do mês –, noutras terras deste nosso Portugal a coisa não parece muito acessível.

Em consequência do ilustre progresso, foram-se perdendo alguns locais deste tipo, por vezes substituídos pelos ditos “bares de estudantes” ou por cafés mal amanhados, mas em que faltam os tampos de mármore, os velhotes a beber o copo do final do dia e o t-e-m-p-o. O tempo, caros amigos, o tempo para tocar uma música, beber um trago, contar uma história e dizer mal dos políticos da terra, com um coro de sábios a corroborar cada uma das palavras, cada uma das notas, cada um dos versos lançados para a sala…
Com esta tirada, ainda ganho o prémio Camões! Tanto mais que a próxima rodada deve ser para autores portugueses, já que é à vez…

Acreditem no que vos digo. Faltam espaços com afectividade (vá lá, não sejam mauzinhos, contenham-se!), espaços que não sejam de mera passagem e em que os seus ocupantes interajam e criem momentos com significado. Espaços com ambiente, não direi ambiente familiar, mas talvez ambiente caloroso.

Sei que há mais do que tascas nesta vida.
É a vida, dirão alguns. Pois eu digo que falta vida em certas vidas!

Vá, venham de lá as “tascas” da actualidade e já agora as do tempo antigo… Se alguém tiver paciência que comente isto e deixe sugestões de tascas para que por lá passemos.

Tiago Alegre

P.S. Mandem lá a boca do “get a life…”, que por acaso até fica aqui bem…

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Estratégias Para Agarrar a Pequenada


Começamos mais um ano, esperando que tenham gostado da banhoca que demos à imagem do tunos&tunas. (Se não perceberam o que estou a dizer ainda vão a tempo de mandar um mergulho. Entrem na foto da água azul e aguardem uns segundos…)

Estratégias para agarrar a pequenada. Aqui está um bom tema.

Segundo sei, há uns anos usavam o Dragon Balll ou um peito seminu para atrair a atenção para um qualquer cartaz manhoso. Ou então pedia-se a uma amiga para fazer, em papel de cenário, uns escritos à mão, pois a jeitosa sempre tinha a letra mais bonita. Além disso, tocava-se na(s) cantina(s) e nas recepções do caloiro e tentava-se saber, dos recém-chegados, se alguém arranhava algum instrumento musical.

As coisas mudaram. Para melhor ou para pior não será fácil de avaliar. Antes, era tudo mais arcaico e menos visual, mas por outro lado mais autêntico. Na actualidade, temos os computadores com os seus power points, publishers e photoshops, mais os DVD, CD e blogs e páginas, hi5, telemóveis, sms, mms e mais não sei o quê. Ou seja, os instrumentos são mais variados, mais apelativos, e só falta é pensar na campanha para agarrar a pequenada.

Então vamos ver lá ver. O que eu faria?
1. Pendurava uns cartazes minimalistas com muita imagem e pouco texto, puxando a pequenada para a internet (hi5 ou blog ou página), mas com os dias e horas de ensaios e um telemóvel para esclarecimentos;
2. Distribuía folhetos impressos a preto sobre folha colorida (sai barato e é apelativo) com mais algumas informações sobre a tuna (música, boémia, passear, magia e sexo de forma velada, tal como se percebeu pelo inquérito);
3. Falava com a comissão de praxe lá da academia e tentava incluir um panfleto nos materiais que distribuíssem à pequenada;
4. Tentava sacar números de telemóvel e mails para enviar umas mensagens com música e animação sobre a tuna;
5. Passava na(s) cantina(s), nos bares académicos e nas tascas onde fosse usual a estudantada ir e tocava umas músicas para ver se pescava algum (de preferência em horário apelativo);
6. Pedia aos amigos que, se conhecessem algum caloiro, lhe falassem da tuna;
7. Tentava saber quem são os caloiros mais activos socialmente e perguntava-lhes se não queriam aparecer nos ensaios;
8. Perguntava também aos mais introvertidos (do tipo cãozinho abandonado) se não queriam conhecer um pessoal fixe lá na tuna;
7. Fazia umas arruadas com serenatas incluídas pelas residências da zona;
8. E… Tunava!

Espero que gostem das sugestões!

Tiago Alegre

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Início do Ano Académico na Tuna


Começa mais um ano académico e prepara-se a chegada de nova leva de caloiros fresquinhos. Na maioria das tunas, este é um período definidor do resto do ano tunístico.
Um dos motivos essenciais é, de forma clara, a assunção da inactividade de alguns membros e a entrada de outros.

Este processo, quando decorre de forma equilibrada, dá uma nova vida à tuna e contribui para o seu engrandecimento. Mesmo considerando que a inactividade dos antigos é um estado latente do qual regressam alguns mortos-vivos – não que estejam cadáveres, mas há malta que por vezes ressuscita para a vida de tuna apesar de se anunciar como morto há muito* – a entrada de novos membros é fulcral para que toda a estrutura da tuna se vá mantendo.

Poderia dizer que, em cada ano, a integração de novos membros é a “pedra de fecho” da abóbada da tuna, passe a simbologia um bocado para o pedreiro-livre. Se estiver bem colocada, aguenta a abóbada e a catedral não rui (conjugação do verbo “ruir”). No caso contrário, pode pôr em risco a estrutura que tanto tempo levou a erigir.

E se julgam que só as tunas de faculdade/instituto são afectadas por este momento anual, desenganem-se, pois as tunas de cidade/academia reformulam-se usualmente nesta altura do ano. Nem que seja por mero hábito….

Marcelo Trintão

* Lembra-me sempre aquela famosa anedota sobre o gajo que, dado como morto e enterrado em consonância, grita debaixo da terra que está vivo, ao que o coveiro acrescentando mais terra sobre o moribundo, lança o dito “Tu não estás vivo, estás é mal enterrado…”.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Estou farto destes gajos… Vamos a uma banhoca!

Como é Verão e já estamos um bocado cansados disto, decidimos refrescar o nosso blog.

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Entrem nesta água para dar uma outra face ao tunos&tunas!!

Vá! Mergulhem o cursor como se fosse um mergulho de cabeça!

Se quiserem também podem ajudar no "refresh", entrando aqui.

Tiago Alegre

P.S. Aproveitem para refrescar também as ideias.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Análise Superficial e Pouco Científica da Última Sondagem do TunosTunas


A última sondagem por nós realizada aqui no tunos&tunas cingia-se à perguntita
“Eu tentei ir para a tuna porque:”. Havendo a possibilidade de respostas múltiplas, e tendo-se registado 56 participações, relevamos alguns resultados:
1. O “porque sim” teve 62% de respostas positivas;
2. 35% de nós entrámos na tuna à procura de magia na vida académica;
3. Um quarto da malta dá tanta importância ao gostar de música como ao comer uns/umas gajos(as) no momento de entrada para a tuna.
4. Só 10% dos que responderam “tinham a mania que gostavam de emborcar”, o que me parece alinhado com a quantidade de pós-pubertários abstémios ou bêbados que entram para a universidade com a mania de que o álcool traz o paraíso agarrado.
Mediante estes resultados e como este assunto pelos vistos tem bastantes interessados, decidimos fazer um novo inquérito, para ver se afinal a malta não se desiludiu nas expectativas de sucesso…

Vamos ver o que isto dá!
Marcelo Trintão

quinta-feira, 24 de julho de 2008

É impressão minha ou isto será mesmo assim?


Tal como no cinema fantástico, nesta coisa das tunas parece-me existirem universos paralelos; algumas vezes entrecruzando-se e/ou partilhando efémeros momentos, na maioria das vezes evolucionando por caminhos singulares como uma coreografia em que os bailarinos quase por milagre não se tocam, apesar de partilharem o mesmo espaço.
Para lá de uma algo ilusória existência de referências comuns, tem-se tornado cada vez mais claro o desenvolvimento de dois reversos universos diversos*.
De um lado, as tunas mistas com os seus próprios festivais e circuitos de amizades, com as suas tunas clássicas e os seus tunos barões, com o seu próprio caldo cultural. Do outro, as masculinas** e femininas que – apesar de nada o fazer prever há uns anos – têm vindo a percorrer, se não o mesmo caminho, pelo menos a mesma rede viária e com paragens nas mesmas estações de serviço; e, naturalmente, com as suas próprias tunas clássicas, e os seus barões, festivais e amizades.
Dir-me-ão que existem muitos pontos em comum nestes dois pseudo-universos, para lá do imaginário natural do que é uma tuna. Concordo. E existir, acho que existem, mas surgem-me como cada vez menores, fugazes e estranhos. A partilha do mesmo palco sucede com bem menos frequência do que na última década do século passado e, se virmos bem as coisas, as referências comuns cingem-se, em boa parte, ao reconhecimento da autoria de algumas músicas deste nosso mundo tunal.
Por exemplo, quem é que, pertencendo desde há 5 anos a uma tuna mista, conhece os mais antigos elementos de uma masculina ou feminina da mesma academia?
E ao contrário? Não se passará exactamente a mesma coisa?
Curiosamente, isto não sucede se fizermos este exercício apenas entre tunas masculinas e femininas.
Como sei que a classificação e a qualificação das circunstâncias advêm de um artificialismo humano, na procura de um sentido e de uma ordem que, para nós, são inerentes à própria realidade, ponho algumas reservas sobre a fidelidade destes meus pensamentos.

Romeu Sereno


* Não digam mal, pois a cacofonia foi propositada.
** “Masculinas”, passe a redundância.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Equilíbrio e União Entre as Linhas Morais: o Caso da Tuna


Acho que conhecem tão bem como eu a questão que faz o título desta peça. Ou seja, não estão muito por dentro do assunto...

Como não sou de filosofias, apesar de gostar de filosofar no sentido lúdico do termo, havia dado com os olhos nisto vai para um par de anos e esta coisa me ficou, desde então, nos pensamentos (que é como quem diz num papelito em cima da mesinha de cabeceira), lá me decidi a inventar umas patacoadas sobre o tema.

No dito bocado de papel, estava escrito pelo meu punho o seguinte:

EQUILÍBRIO E UNIÃO ENTRE AS LINHAS MORAIS
Epicurismo e estoicismo
Ética da virtude e ética da felicidade
Ética do dever e ética da utilidade

Hmmm...
Equilíbrio e união” visa significar, digo eu, que os pratos da balança se relacionam biunivocamente e que tendem a estabilizar essa relação num ponto estável.
Linhas” quererá dizer que as duas partes partilham a mesma direcção, que não o mesmo sentido. Portanto, deslocam-se no mesmo caminho.
Morais” porque se calhar o tema enquadra bem o caso do taberneiro a que se faz referência neste artigo: http://www.portugaltunas.com/default.asp?n=2107&sec=1.

Epicurismo versus estoicismo
Julgo que uma tuna é um expoente máximo desta moeda de duas faces. Considerando que um epicurista será uma pessoa que procura os prazeres dos sentidos e que um adepto do estoicismo será alguém espartano, que advoga a austeridade na virtude, qual o tuno que não se revê ao mesmo tempo no prazer e na austeridade?
A boémia musicada que a figura de tuno carrega e a praxe de tuna não farão em conjunto esta dualidade? Na minha opinião, acho que sim. Tudo isto me faz lembrar os Lusíadas (o livro, não o grupo musical) enquanto epopeia de provações e abnegações sublimada no Canto X da Ilha dos Amores.
“Quem tem capa sempre escapa”, nos momentos duros e nos macios… acrescento eu.

Ética da virtude versus ética da felicidade
Quem nunca foi assediado pelas tentações da carne (em todos os sentidos) quando em tuna? Aquela miúda está-me a micar, mas a minha namorada é capaz de não apreciar esta história… Não bebo mais que já levo a minha conta, mas este Tapada de Coelheiros que acompanha a jantarada do evento é bastante apelativo.
Quem nunca se achou farto de aturar o vereador da câmara municipal naquele evento importante quando o que lhe apetecia era ir tocar umas modas com o resto da tuna?
Quem não fez das tripas coração ao tocar numa festa de solidariedade quando finalmente tinha sido convidado por aquela amiga especial para ir beber um café?
Quem nunca executou uma tarefa encomendada a um caloiro só para lhe demonstrar que a mesma era exequível e que a praxe de tuna tem um sentido?

Ética do dever versus ética da utilidade
Esta aplica-se bem às guerras trajanas; tanto às do imperador romano como às da nossa vestimenta…
Além desse aspecto, devemos seguir a tradição por dever, por utilidade ou por um equilíbrio entre as duas? O equilíbrio dos pesos relaciona-se com a densidade dos corpos. Algo pouco pesado e que ocupa muito espaço tem menos densidade do que algo mais pesado e do mesmo tamanho. Ocupando o mesmo espaço, os dois corpos não têm a mesma densidade, pois não têm o mesmo peso. Ou seja, há por aí muito fogo de vista que mais parece fogo-fátuo. A consistência pode ajudar…

Depois destas divagações também elas um pouco fátuas (reconheço), eis-me no epílogo.

Uma vez frequentei um pequeno curso numa associação de debate de ideias a que pertenço e que se centrava sobre “Ética”. De tudo o que ouvi, o que retive mais profundamente foi que o limite ético pessoal do comportamento de cada um deve ser estabelecido de modo a gerar um equilíbrio entre o correcto e o exequível. Se assim não for, arriscamo-nos a um niilismo moral ou a uma incapacidade de cumprimento dos limites éticos pessoais que estabelecermos.

Meus amigos, encontrar o fiel da balança parece-me ser o que ansiamos.

Obrigado pela paciência e que os meus companheiros de blog me desculpem a reduzida tunalidade destes pensamentos.

Romeu Sereno