sexta-feira, 4 de abril de 2008

Quarentuna, Tuna de Veteranos, Tuna Antiga ou Antigos Tunos

É à escolha. Tudo isto são carapuças que servem nas cabeças não de muito boa gente mas de gente muito boa. Aqui está uma excelente ideia para a malta que já sente os anos a pesar e a peluda a chegar…
A Tuna de Veteranos de Viana do Castelo organiza, nos dias 02 e 03 de Maio de 2008, o 1.º Certame Internacional de Quarentunas de Viana do Castelo. Este é o décimo segundo evento do género realizado a nível internacional e o primeiro no nosso país.
Entrem aqui para saber mais: http://www.tunadeveteranos.com/.

Romeu Sereno

Importa-se de Repetir?

Amigos, desculpem-me, mas não resisti…

Isto não é sobre tunas, mas esta senhora quase parece um apresentador manhoso; como um que, num espectáculo em que actuei, abriu a bocarra e proferiu: “Já de seguida, vamos ter o Grupo Tuna”.

“(…) Tem miúdos que levam canivetes, tem casos de alunos que levam a espingarda do pai que é caçador. Tem um conjunto de casos muito variados.”
ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=337487&visual=26
Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, desvalorizando a existência de armas nas escolas.

Muito bom. A minha alma está parva e as dos miúdos que vão caçar gambozinos para as escolas com a caçadeira dos pais também devem estar.
Aliás, aqueles grupos de jovens da paróquia que pregam o bem na saída de algumas escolas levam caçadeiras para ensinar os mais novos a caçar no pátio da escola. Além de terem canivetes nos bolsos para fazer esculturas de madeira no intervalo das aulas.

“Dá-me a caçadeira já!”

Tiago Alegre

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Afinal de que te serve a capa?



Marcelo Trintão

quarta-feira, 2 de abril de 2008

De Final de Março a Final de Junho

Eventos com Tunas
– Desculpem-nos a definição nos gráficos apresentados, mas foi o possível. –

Por mero acaso, ao consultarmos a Agenda do PortugalTunas, deparámos com umas pequenas curiosidades relativas à distribuição dos eventos com tunas no período que medeia de final de Março a final de Junho. Decidimos pôr mãos à obra e fomos ver como andava a dispersão cronológica e geográfica destes acontecimentos.
Em relação à unidade de medida cronológica das tunas, achámos por bem redefinir as bases e em vez de dias, semanas ou meses, optámos por criar uma semana de cinco dias, a começar na quarta-feira e a terminar ao domingo. Curiosamente, apesar de deixarmos as segundas e terças-feiras de parte, durante este período, nenhum evento ficou por contabilizar. Ou seja, a unidade de tempo definida parece estar adequada à realidade.
Naturalmente que os dados apresentados não devem ser extrapolados para o conjunto da época académica. O prazo escolhido deveu-se apenas à procura de actualidade e a serem os dados disponíveis até ao final do ano académico.
Apresentamos, então, dois pequenos gráficos, baseados apenas nos dados recolhidos na Agenda do sítio PortugalTunas no dia 25 de Março de 2008.

Dispersão Cronológica Segundo o Tipo de Evento


Nota: Considere-se que, quando referenciamos, por exemplo, eventos de tunas femininas, isso se refere à tipologia do evento que não a apenas actuarem tunas femininas.

Dispersão Geográfica do Número de Eventos


Nota: Os distritos das regiões autónomas foram agrupados por região.

Competição em Eventos de Tunas






















Dados adicionais

Nos dados de base, reconhecem-se alguns pormenores interessantes.
O distrito do Porto surge destacado como o mais realizador neste período, com Lisboa em segundo lugar e Setúbal em terceiro.
Sempre que há eventos numa semana tunística, o Porto organiza pelo menos um evento até à data de 30 de Abril, quando decorre o último referenciado neste distrito.
Considerando o universo apresentado, a Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico (TUIST) tem o condão de surgir como participante na organização de três eventos em apenas mês e meio.
Como curiosidade, registe-se que o Algarve acolheu dois dos seus três eventos na mesma semana tunística. Neste período, Beja, Açores e Madeira não apresentam eventos referenciados.
Em relação à natureza dos eventos (segundo a existência de competição), é de notar que os eventos competitivos representam três quartos dos realizados.

Espero que tirem as vossas conclusões. Nós tiraremos as nossas…

Romeu Sereno

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ironia e Capas

Este mundo das tunas e dos tunos precisa de uma certa ironia, tal como outro mundo qualquer. Ironia, essa, que convém servir em doses comedidas para não fazer mal a algumas barrigas, nomeadamente à nossa. Daí que, por vezes, a devamos provar; o que fizemos na porção adequada. Provámos e gostámos. Mas se calhar o picante será a mais para quem não é indiano.
É a segunda referência a indianos, mas como não somos politicamente correctos…
Parece singular que, apesar de capistas, consigamos ter uma visão não acrítica do uso da capa.

Marcelo Trintão

Tunos&Tunas

Para que poderá servir um blogue sobre tunos e/ou tunas?
Bom… para muitas coisas.


Em primeiro lugar, poderá servir para falar sobre aspectos históricos bem fundamentados em investigação realizada por pessoas não apenas interessadas no assunto, mas com credibilidade ganha no terreno. Ou seja, poderá contribuir para o bem-comum por via da criação de estruturas mentais colectivas organizadas que nos ajudem a enquadrar a nossa actuação no respeito pela herança comum de tunos. Para isto, existem no mercado outras ofertas, de qualidade, e não nos cabe a nós essa tarefa hercúlea e fundamental.

Uma segunda opção é a de fazer um jornal de parede a dizer mal dos tunos e das tunas, numa lógica niilista de em nada acreditar e de nada construir. Neste caso, já cá temos a maioria da comunicação social, composta por muitas pessoas com a mesma visão do mundo, para quem tudo é passível de desconstrução. E já fazem um belo papel…

Como terceira hipótese, temos a do blogue na primeira pessoa, em que discorremos sobre estas coisas do ponto de vista meramente emocional, contando como era bonita a música que toquei com o Manuel João, saboroso o presunto que comi com o José Francisco ou espectacular o ambiente da minha tuna. Estas situações já são bem relatadas em vários blogues pessoais e de várias tunas.

O que nos resta? Fica a alternativa de criar um espaço em que a memória de pequenas coisas da vida diária do tuno e da tuna não desapareça na voragem dos tempos; não com a preocupação da perspectiva histórica, mas com o intuito de mostrar o colorido de alguns momentos que, apesar de pessoais, são parte do imaginário colectivo de vários de nós. A isto se acrescentam diversas peças com pensamentos despretensiosos, visando, tão só, mostrar perspectivas que por vezes nos escapam à primeira olhadela.
Mas tudo encarado com alguma bonomia, e muito mais respeito pelo que é ser tuno ou ser tuna do que muitos julgarão nessa olhadela.

Como dizia o Pinheiro de Azevedo: “Isto é só fumaça. Calma que o Povo é sereno! O Povo é sereno!”.

Romeu Sereno

Festivais de Tunas e Outras “Produções Fictícias”

Estava eu a passear no passado domingo, enquanto ouvia, do meio-dia à uma, a TSF. A rádio da informação apresenta, neste período, o compacto das peças humorísticas que passa durante a semana.
Isto nem de propósito. O “Tubo de Ensaio”, do Bruno Nogueira, de segunda-feira apresentava uma rábula sobre o Tágides (Festival de Tunas de Almada).
Das duas uma, ou ele esteve no dito evento ou viu imagens em qualquer lado, pelo menos assim parece. De qualquer modo, a crítica humorística em causa não prima por uma graça extrema, excepto na parte em que ele diz que se sente mais alto.
A ouvir, apesar de ser mais do mesmo: tunos bêbados e folclore do traje.
É por isto que são só tiros nos pés as ligações das tunas ao mercado publicitário, Super Bock e Tagus incluídas…

Para quem queira ouvir, entre em www.tsf.pt/online/radio/index.asp?pagina=Arquivo e aceda ao “Tubo de Ensaio” de 17 de Março 08.

Tiago Alegre

quinta-feira, 20 de março de 2008

As Capas e os Seus Donos


Os engomadinhos, os coronéis, os javardolas, os pintarolas e os “à antiga”.

Ora bem. Vamos a isto.
Uma miúda que conheço disse-me, um dia, que distinguia a pessoa que estava debaixo da capa e batina pelos sapatos, pois que tudo o resto era igual. Em parte terá razão, mas eu vejo os capistas, em especial os tunos, pela forma como usam a… c-a-p-a.
Se passarmos à frente da questão geográfica, que também influencia a forma de usar o manto académico, restam-nos alguns pormenores para conhecer com quem deparamos.
Os engomadinhos. Estes meninos da mamã fazem-me lembrar o personagem do livro homónimo da colecção do Lucky Luke, mas sem a fleuma britânica dessa figura que chega de comboio ao Oeste provindo da costa atlântica dos EUA. A capa extremamente bem dobrada, algumas vezes passada a ferro e vincada, é sinal de que a mamã ainda lhes diz como ficam tão bem, de traje, nas fotografias de família. O gozo que dá desalinhar-lhes a capa nem que seja um milímetro é indizível.
Os coronéis. Estes oficiais fazem-me lembrar aquela malta que coleccionava latas de gasosa e de cerveja quando eu era miúdo. Eu passei de autocarro em Freixo de Espingarda às Costas (piada antiga sem piadinha nenhuma) e por isso tenho o brasão da junta de freguesia vizinha, pois já não havia o daquela. É como se fossem medalhas conquistadas na guerra.
Os javardolas. Apõem tudo na capa, Chegam ao ponto de pendurar preservativos usados, demonstrando que também conseguem produzir sémen e estão abertos à contratação como cobridores de vacas. Vomitam-lhe para cima, de propósito, limpam a sanita com ela e ainda a usam para toalha de mesa (como alguns dementes que o fazem com a bandeira nacional). Fazem-me lembrar alguns habitantes da Índia com o seu paninho pendurado ao ombro que serve para tudo. Quem conhecer, perceberá a comparação.
Os pintarolas. Usam a capa com estilo: ora quase arrastando a dita pelo chão com ar négligé, ora traçando-a de colarinho à mostra, ora passando-a por cima da miúda do lado por que estará com frio numa tarde de Verão em Sevilha, ora esquecendo-se dela em cima da coluna da discoteca, porque atrapalha e não dá para dançar com ar cool.
Os “à antiga”. A capa é o bem mais precioso do mundo e nunca larga a batina. E esta nunca larga o corpo. Na mesma tarde de Sevilha, vão parar ao hospital com uma desidratação gigantesca, mas adormecem com o soro num braço e a capa no outro. Os emblemas só surgirão à mostra se forem em número minimalista e como que por acaso.

No meu caso, poderei dizer que, tal como qualquer tipo com a mania que é pós-moderno, tenho um estilo próprio e não me enquadro em nenhuma categoria destas…
Pretensiosismo de autor de blogue, apenas.

Marcelo Trintão

Uma Cervejola P’ra Ver a Bola


No outro dia, fui ver um festival em Alcáçovas de Baixo. Naquele teatro a caminho da bomba de gasolina, à direita de quem vai e à esquerda de quem vem.
Parece que os que tocaram melhor se ficaram pelo terceiro lugar, pois aqueceram o público tanto como o Represas me aquece a mim. Ou seja, nada.
Os gajos com a actuação mais fixe, mais completa, não ganharam e os da tuna mais conhecida acabaram por ganhar sem saberem como nem porquê.
Venha de lá uma cervejola p’ra ver a bola, sempre ajuda a aguentar…

Tiago Alegre

quarta-feira, 19 de março de 2008

Falsos Profetas?

Tal como noutras religiões, também nesta coisa das tunas existem diversas tendências. Os profetas ou os líderes religiosos podem dar origem a diferentes correntes, o que não impede a pertença à mesma religião…
Mas, tal como sunitas e xiitas se dão de forma carinhosa, a praxis no relacionamento entre correntes de tunas começa a percorrer caminhos movediços.
Se, por um lado, é justificável que se diligencie pela protecção da tradição, por outro, torna-se paradoxal a busca desta quimera, pois os próprios limites do que é tradicional, ou não, são algo difusos.
Numa fase em que o movimento tunístico português vem emagrecendo, esta procura de regresso à tuna dita tradicional poderá ser muito positiva ou, pelo contrário, gravemente contraproducente, na medida em que torna esparsos os esforços de consolidação deste fenómeno social.
Serão falsos os profetas?
Quem sabe, talvez sejam os arautos de uma era dourada para as tunas portuguesas.

Romeu Sereno